Na Via Dutra, no Vale do Paraíba, PRF apreende 160 kg de cocaína e 250 litros de insumos e policial é atropelado e sofre fraturas durante fuga. Na noite desta quinta-feira (21/08), uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu ordem de parada a um Chevrolet Montana azul no km 18 da rodovia, em Lavrinhas, sentido Rio de Janeiro. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O motorista não acatou e, na sequência, lançou o veículo contra os policiais, atropelando um PRF. Foram efetuados disparos nos pneus para conter a agressão injusta, mas o condutor fugiu. A perseguição seguiu até o km 15, onde o veículo perdeu o controle, atingiu as canaletas laterais e ficou com as rodas dianteiras danificadas.
Nesse momento, o motorista abandonou a picape e correu a pé pela pista, sendo atropelado por um terceiro veículo (não identificado). O homem sofreu lesões moderadas. O resgate da Concessionária Rio-SP atendeu o policial ferido e o infrator.
Apreensões: droga e insumos
No interior da Montana, foram localizados:
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Seis sacos com substância análoga a cloridrato de cocaína — 160 kg no total;
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Cinco galões de 50 litros cada com líquido ácido análogo ao utilizado no refino de drogas — 250 litros no total.
Simultaneamente, a Polícia Militar abordou, no km 39 da BR-116, um Ford Ka branco que possivelmente atuava como “batedor” do comboio criminoso.
Na checagem, o motorista do Ka tinha prisão anterior (2019) pela PRF em Minas Gerais, ocasião em que fugiu e foi capturado com cerca de 50 kg de maconha e 20 kg de pasta base de cocaína. O outro ocupante também possui passagem por tráfico.
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Vítimas e atendimento
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Policial rodoviário federal: sofreu lesões em membros superiores e inferiores; exames apontaram fraturas em dois pontos do pé direito.
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Condutor da Montana: atropelado ao fugir a pé; quadro moderado.
Ambos foram socorridos pela Rio-SP e encaminhados a atendimento médico.
Investigação e desdobramentos
Os três envolvidos, os dois veículos e as substâncias foram encaminhados à Polícia Federal em Cruzeiro, responsável pelos procedimentos de Polícia Judiciária. Caberá à PF:
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Periciar a droga e os insumos químicos;
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Formalizar a apreensão e a cadeia de custódia;
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Instaurar inquérito para apurar tráfico de drogas e demais crimes correlatos;
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Ouvir os detidos e confrontar antecedentes já levantados pela PM e PRF;
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Avaliar, em conjunto com o Ministério Público Federal, a tipificação que pode incluir, em tese, delitos como tráfico (Lei 11.343/2006), associação para o tráfico, desobediência, resistência e eventual tentativa de homicídio contra agentes públicos — a depender do conjunto probatório.
Linha do tempo (passo a passo)
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21h20 (km 18, Lavrinhas) — PRF dá ordem de parada; motorista joga o carro contra a equipe, atropela um PRF e foge.
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Acompanhamento tático — Disparos nos pneus; picape prossegue.
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Km 15 — Perda de controle; colisão nas canaletas; rodas danificadas; condutor abandona o veículo e foge a pé.
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Atropelamento do suspeito — por veículo não identificado; lesões moderadas.
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CCR Rio-SP — Atendimento ao PRF e ao suspeito.
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Km 39 — PM aborda Ford Ka branco (possível batedor); histórico criminal do motorista e passagem do passageiro por tráfico.
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Encaminhamento — PF em Cruzeiro assume a apuração.
O que é “batedor” e por que isso importa
No jargão policial, batedor é o veículo à frente do automóvel que transporta a droga. Ele tem a função de:
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Avisar sobre blitze e viaturas;
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Testar rotas e condições da via;
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Reduzir o risco de flagrante do carro com o entorpecente.
A presença de batedor costuma indicar organização e planejamento por parte do grupo criminoso.
O que é cloridrato de cocaína? E o “líquido ácido”?
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Cloridrato de cocaína é a forma salina e mais comum de circulação da droga. Apresenta-se em pó branco, de alto valor agregado e grande potencial de redistribuição.
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Os líquidos ácidos citados (250 L no total) são insumos químicos compatíveis com as etapas de refino e purificação. A identificação exata depende de laudo pericial.
Relevância para o processo: a apreensão de droga pronta e de insumos aponta para logística de produção/refino, o que agrava o contexto de tráfico por estrutura e capacidade operacional do grupo.
Trecho rodoviário e riscos operacionais
A BR-116 (Via Dutra) é um dos corredores logísticos mais movimentados do país. Além do risco rodoviário inerente a perseguições em vias duplicadas e de alto fluxo, a fuga com desobediência e atentado contra policiais eleva a letalidade das ocorrências.
A decisão da PRF de inutilizar pneus busca cessar agressões e reduzir mobilidade do veículo infrator, mitigando riscos a usuários da rodovia e à própria equipe.
O que pode acontecer agora
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Laudo confirma o teor da substância: quantidade e pureza;
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Inquirições esclarecem papéis (transportador, batedor, financiador etc.);
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Representações judiciais (prisões, quebras, buscas) podem ser requeridas;
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Cruzamento de dados com outras apreensões na Dutra para mapear rotas e organizações;
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Encaminhamento do policial ferido para tratamento e acompanhamento funcional.
Perguntas Frequentes
Os disparos foram “contra o veículo” ou “contra os pneus”?
Segundo o relato, contra os pneus, como técnica de contenção diante de agressão injusta (veículo lançado contra a equipe).
O motorista da Montana será autuado por tentativa de homicídio?
A tipificação será definida pela PF e pelo MPF após análise dos elementos (vídeos, relatos, perícia). O atropelamento do PRF e a direção contra a equipe são fatos relevantes para essa avaliação.
Por que a PM entrou no caso no km 39?
A PM atuou em apoio, abordando um possível batedor (Ford Ka) enquanto a PRF lidava com o flagrante da Montana e o socorro aos feridos.
Qual a diferença entre “substância análoga” e “droga confirmada”?
“Análoga” significa suspeita com indícios; a confirmação depende de laudo pericial. O processo penal exige materialidade atestada por perícia.
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