A UAVI, empresa baseada no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José dos Campos, afirma ter desenvolvido o primeiro drone para combate a incêndios. Segundo a empresa, trata-se de uma tecnologia brasileira inédita no mundo, patenteada no país e validada em missões reais, unindo robustez mecânica, eletrônica embarcada e protocolos de segurança para apoiar equipes em cenários de alto risco. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Em maio deste ano, o Corpo de Bombeiros de Manaus (AM) recebeu duas unidades do equipamento. A companhia também negocia novas entregas com os governos do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, além de empresas privadas.
Em São José dos Campos, o Corpo de Bombeiros local deve receber uma unidade — reforçando a cidade como polo de tecnologia aplicada à segurança e preservação da vida.
Como funciona: “drone bombeiro” com operação cativa
Apelidado de UAVI 100 Bombeiro, o drone foi projetado para ambientes extremos e locais de difícil acesso, onde altura, calor, fumaça densa ou estruturas instáveis elevam o risco para as equipes.
A lógica operacional é cativa: o drone se conecta ao caminhão-bomba por meio de uma mangueira pressurizada e, a partir daí, lança jatos de água diretamente no foco do incêndio.
Por que isso importa:
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Amplia o alcance dos bombeiros em fachadas, poços de ventilação, vãos e áreas internas inacessíveis;
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Reduz exposição ao risco, mantendo profissionais a distância;
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Garante eficiência ao focar a descarga d’água com precisão e suprimento contínuo vindo da própria viatura.
Especificações e recursos de alta tecnologia
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Capacidade de carga: até 90 kg
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Mangueira pressurizada: 30 m até o foco do fogo
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Autonomia de voo: 30 minutos
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Abastecimento de água: contínuo, via caminhão-bomba
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Envergadura: 2,20 m
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Estrutura: robusta, com motores de alto desempenho
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Visão em primeira pessoa (FPV): transmissão em tempo real para os óculos do operador, permitindo manobras de precisão
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Controle com display de alta luminosidade (leitura sob sol intenso)
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Energia: duas baterias simultâneas + terceiro conjunto sobressalente
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Troca de baterias: até 2 minutos
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Recarga: cerca de 15 minutos
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Integração C2: pode ser acoplado a centrais de comando e controle para operações coordenadas
Cenários de uso: incêndios urbanos, florestais, fachadas de prédios e áreas industriais, onde a combinação de altura, calor e materiais perigosos exige resposta controlada e precisa.
Segurança operacional e protocolos
O UAVI 100 Bombeiro foi concebido com redundâncias e procedimentos de segurança voltados a:
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Estabilidade de voo sob jatos pressurizados;
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Telemetria contínua para monitorar desempenho e limites;
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Failsafes de energia (múltiplos packs + troca rápida);
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Operação com linha d’água conectada sem comprometer o envelope de voo.
Esses elementos visam mitigar riscos tanto para a tripulação em solo quanto para pessoas e estruturas no entorno.
O que já foi entregue e o que vem pela frente
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Em operação: 2 unidades com o Corpo de Bombeiros de Manaus (AM) desde maio.
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Em negociação: governos do RS, PR e MT e empresas privadas.
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Próxima entrega local: Corpo de Bombeiros de São José dos Campos, consolidando a cidade como vitrine de inovação aplicada à segurança pública.
Impacto para São José dos Campos e para o Brasil
São José dos Campos já é referência em aeronáutica, espaço e defesa. Com a UAVI, o município amplia seu portfólio de soluções de alto valor agregado com impacto direto em segurança, meio ambiente e resposta a desastres. Para o Brasil, a adoção desse drone para combate a incêndios pode significar:
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Mais segurança para bombeiros;
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Resposta mais ágil e eficiente a ocorrências complexas;
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Padronização de táticas com apoio aéreo não tripulado;
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Estímulo ao ecossistema de P&D e indústria nacional de drones com aplicações críticas.
Perguntas Frequentes
O drone substitui equipes humanas?
Não. Ele complementa o trabalho dos bombeiros, ampliando o alcance e reduzindo exposição direta ao fogo.
Qual a diferença para drones comuns?
O UAVI 100 Bombeiro foi projetado de raiz para combate a incêndios, com operação cativa, mangueira pressurizada, carga útil elevada e protocolos específicos para esse uso.
Funciona sem caminhão-bomba?
O conceito é operar ligado à viatura, garantindo suprimento contínuo de água e maior efetividade no combate.
Pode operar à noite ou com muita fumaça?
O sistema FPV auxilia a navegação de precisão. A operação em condições adversas segue protocolos e avaliação de risco do comando local.
Quanto tempo ele fica no ar?
A autonomia nominal é de 30 minutos, com troca rápida de baterias e recarga em ~15 minutos para continuidade das missões.
Quais os usos mais indicados?
Incêndios urbanos, florestais, fachadas de prédios e áreas industriais, especialmente onde o acesso é limitado e o risco é elevado.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.




