Veleiro quebra mastro e fica à deriva e operação integrada resgata três pessoas em alto-mar em Ubatuba

Na tarde deste domingo (05/10), uma operação integrada do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira resultou no resgate de três pessoas que estavam à deriva em veleiro em alto-mar, em Ubatuba. A ocorrência começou após a comunicação de que um veleiro havia sofrido a quebra do mastro principal ainda na noite anterior, perdendo a capacidade de navegação nas proximidades das Ilhas Anchieta e Vitória. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAP

Com as informações iniciais fornecidas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), equipes aéreas e navais foram mobilizadas para as buscas.

Como foi o resgate

  • Busca aérea: o helicóptero Águia 21, da Polícia Militar, localizou a embarcação à deriva e transmitiu as coordenadas precisas às demais forças.

  • Apoio naval: com a posição confirmada, um navio da Marinha seguiu para o ponto e realizou o reboque do veleiro até local seguro, garantindo a integridade dos três tripulantes.

  • Coordenação interagências: a ação foi articulada entre Bombeiros, PM, Marinha e FAB, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficiência do salvamento.

Por que isso importa: em ocorrências marítimas, cada minuto conta. A sinergia entre patrulha aérea, guarnições marítimas e coordenação em terra encurta o tempo de localização e mitiga riscos como desidratação, hipotermia e deriva para áreas perigosas.

Situação dos tripulantes

Os três ocupantes do veleiro foram resgatados sem ferimentos relevantes, conforme avaliação inicial. Após o reboque, a equipe confirmou a estabilidade da embarcação para posterior inspeção técnica e eventual manutenção.

Recomendações de segurança para navegação

O Corpo de Bombeiros reforça orientações básicas que evitam emergências no mar:

  1. Checklist da embarcação antes de sair: casco, vela, mastro, leme, governo, motor de apoio, combustível, sistemas elétricos e equipamentos obrigatórios (coletes, pirotécnicos, boia circular, bomba de porão, rádio VHF).

  2. Planejamento de rota: comunique a familiares ou autoridades náuticas o trajeto e o horário previsto de retorno.

  3. Meteorologia: respeite boletins e avisos; evite sair com previsão de vento forte, mar grosso ou chuvas intensas.

  4. Comunicação: leve rádio VHF em bom estado e backup (celular em case estanque, bateria extra).

  5. Emergência: em qualquer anomalia (pane, avaria estrutural, mudança brusca de tempo), acione imediatamente os órgãos de socorro.

Canais úteis de emergência:

  • 193 – Corpo de Bombeiros

  • 185 – Salvamar/Marinha (em algumas regiões via VHF canal 16)

  • 190 – Polícia Militar

  • 192 – SAMU

Entenda: por que a quebra do mastro exige resposta rápida

A falha do mastro retira do veleiro sua principal forma de propulsão e compromete a governabilidade, aumentando o risco de:

  • Deriva para áreas rochosas ou rotas de maior tráfego;

  • Entrada de água em mar agitado e instabilidade da embarcação;

  • Exposição prolongada de tripulantes a sol, vento, frio e desidratação.

Nesses cenários, localização aérea (helicópteros e aeronaves) acelera a triangulação do ponto e orienta o apoio naval, como ocorreu com o Águia 21 e o navio da Marinha.

Perguntas Frequentes

Preciso registrar um plano de navegação para passeios curtos?

Não é obrigatório em todos os casos, mas é altamente recomendado informar rota e retorno a alguém em terra.

Veleiro pequeno precisa de rádio VHF?

A exigência varia por regramento e área de navegação, mas levar VHF operacional é boa prática e pode salvar vidas.

Posso depender só do celular?

Não. Sinal e bateria podem falhar. Use VHF, mantenha power bank e proteção estanque.

Quebrei o mastro. E agora?

Mantenha calma, vista coletes, ancore se possível, sinalize (pano colorido, espelho, pirotécnicos) e chame socorro. Não tente improvisos que comprometam a estabilidade.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.