Polícia Civil apura denúncia de maus-tratos a gado em ONG de Cunha, depois de encontrar dois animais mortos

Polícia Civil apura denúncia de maus-tratos a gado em ONG de Cunha, depois de encontrar dois animais mortos. Um inquérito foi instaurado na delegacia da cidade. O caso veio à tona nesta sexta-feira (24/10) após denúncia anônima sobre suposta falta de alimentação adequada ao rebanho mantido pela entidade no Bairro Jaguarão, em área rural arrendada. No local, equipes constataram a presença de mais de 95 cabeças de gado e registraram duas mortes de animais. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Vistoria no sítio e o que foi observado

A diligência, acompanhada pela Polícia Ambiental e pelos veterinários da Prefeitura de Cunha descreveu um cenário de pasto muito seco em razão da estiagem, sem estrutura visível de cocho ou armazenamento de ração suplementar, nem funcionários para manejo e trato dos animais. De acordo com o boletim, não foram vistos indícios de suplementação alimentar disponível no momento da visita.

Versão do responsável e retirada do rebanho

O responsável pela ONG negou a prática de maus-tratos. Segundo o registro, ele estava recolhendo o gado para remanejamento a outra fazenda mantida pela entidade, e três caminhões boiadeiros chegaram ao local para o transporte.

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Os veterinários municipais informaram, de forma preliminar, que os animais estavam magros devido à seca, mas sem supressão de alimentação. Eles emitirão laudo e farão nova vistoria no novo endereço informado pela ONG.

O que diz o boletim

  • A ocorrência foi registrada como autoria conhecida por crime ambiental – maus-tratos (art. 32).

  • Não houve flagrante, e o caso seguirá em inquérito policial para aprofundamento das circunstâncias e coleta de provas técnicas.

  • Consta no documento que dois animais já haviam morrido no local.

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Próximos passos da investigação

A Polícia Civil aguarda os laudos veterinários e a reavaliação do rebanho na outra propriedade. A apuração deve reunir provas documentais, relatos técnicos, eventuais fotos/vídeos, além de oitivas dos envolvidos, para concluir se houve omissão de trato, insuficiência de alimento ou outras condutas culposas/dolosas na guarda dos animais.

Em paralelo, a Polícia Ambiental pode lavrar autos administrativos e multas, caso entenda que houve infrações às normas de bem-estar animal e manejo em período de estiagem.

Entenda o que diz a lei

O artigo 32 da Lei 9.605/98 criminaliza praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, prevendo pena de detenção e multa. Em contextos rurais, a responsabilização pode alcançar pessoas físicas e jurídicas, e a análise técnico-veterinária é determinante para caracterizar condição corporal, acesso a água e alimento, enfermidades não tratadas e ambiente inadequado.

Por que isso importa

Em períodos de estiagem, produtores e depositários de animais precisam planejar suplementação, manter água e sombra acessíveis e ajustar a lotação à capacidade de suporte do pasto.

Em casos de ONG ou abrigos, a transparência sobre manejo e recursos é essencial, pois a missão de acolher animais vulneráveis exige padrões mínimos de bem-estar.

A investigação busca justamente distinguir efeitos da seca de eventual negligência — e responsabilizar quem tiver dever legal de cuidado.

ONG de Cunha

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