Morte encefálica de criança de 1 e 11 meses é investigada pela Polícia em São José dos Campos, após suspeita de agressão de padrasto

Uma suspeita de maus-tratos contra uma criança de 1 anos e 11 meses em São José dos Campos é investigada pela Polícia Civil depois que a menina, deu entrada em estado gravíssimo no Hospital Regional, no Parque Industrial, na noite de terça-feira (09/12), com múltiplas lesões pelo corpo e quadro clínico compatível com possível morte encefálica, segundo médicos da unidade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A criança saiu de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, acompanhada da mãe, passou por hospital na cidade de origem e foi transferida para a unidade de referência em São José dos Campos, onde a equipe médica desconfiou que as lesões eram incompatíveis com a versão inicial de acidente doméstico e acionou a polícia.

Suspeita de maus-tratos é investigada pela Polícia em São José dos Campos: o que se sabe até agora

De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita de maus-tratos contra menina chegou à Polícia Militar por volta de 22h30, via COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), com a informação de que uma criança muito pequena havia sido levada ao Pronto-Socorro do Hospital Regional com diversas lesões e quadro crítico de saúde.

No hospital, o policial conversou com a direção, com a assistente social e com a advogada da instituição. Eles relataram que a criança veio de Cruzeiro, acompanhada da mãe, de 28 anos.

A mulher afirmou que a filha teria sofrido uma queda de pequena altura enquanto estava sob os cuidados do padrasto, de 27 anos.

Durante a avaliação, porém, médicos e equipe social apontaram que a distribuição e o tipo de lesões não eram compatíveis com uma queda simples, o que levou ao registro da ocorrência como crime de maus-tratos com resultado lesão corporal grave, previsto no artigo 136 do Código Penal, praticado contra vítima menor de 14 anos.

Lesões levantam dúvidas em caso de suspeita de maus-tratos contra criança

Segundo o boletim, o policial observou hematomas em várias partes do corpo da criança, inclusive um machucado na coxa com formato semelhante ao contorno de uma mão, além de lesões na cabeça em extensão considerada incompatível com queda isolada de própria altura.

Os médicos informaram que o quadro da criança era considerado gravíssimo, com indicação de possível morte encefálica em avaliação. O hospital passou a seguir o protocolo técnico de 60 horas para confirmação ou descarte do diagnóstico, enquanto a polícia formalizava o registro da suspeita de maus-tratos contra a menina em São José dos Campos.

O caso lembra outras ocorrências graves envolvendo crianças na região, como a morte de um menino de 2 anos com múltiplas lesões em Taubaté e a situação de um menino de 7 anos agredido por padrasto em Pindamonhangaba, também investigados pela Polícia Civil.

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Mãe sai do hospital e não retorna em meio à suspeita de maus-tratos investigada pela Polícia

O boletim de ocorrência registra ainda que, após a chegada ao Hospital Regional, a mãe deixou a unidade e não retornou, o que aumentou a preocupação dos profissionais de saúde e dos policiais.

Quem compareceu ao hospital posteriormente foi o pai da menina, 28 anos, que recebeu as informações sobre o estado da filha e sobre a suspeita de agressões.

Como mãe e padrasto não foram conduzidos imediatamente ao plantão policial, o delegado determinou a necessidade de ouvi-los formalmente, além de colher o depoimento dos policiais militares que atenderam ao caso e aprofundar a investigação sobre o que teria acontecido no local de origem, em Cruzeiro.

Investigação da Polícia suspeita de maus-tratos contra menina

Embora o boletim tenha sido registrado em São José dos Campos, o fato de a criança ter saído de Cruzeiro faz com que a apuração da suspeita de maus-tratos contra a criança seja desdobrada para o Distrito Policial responsável pela área onde teriam ocorrido as agressões.

Nos despachos, a autoridade policial determinou:

  • oitiva dos policiais militares que atenderam à ocorrência;
  • oitiva do pai da criança;
  • requisição de exame de corpo de delito completo no IML para a criança;
  • remessa do caso ao distrito de Cruzeiro para continuidade das investigações;
  • acompanhamento do estado de saúde da vítima e comunicação aos órgãos de proteção à infância e juventude.

Casos envolvendo violência contra crianças na região têm sido pauta frequente do Vale 360 News, como o da menor que procurou ajuda na escola após agressões da mãe e o da onda de violência contra menores em São José dos Campos.

A suspeita de maus-tratos contra a criança reacende o alerta para que vizinhos, familiares, profissionais de saúde e de educação não ignorem sinais de violência contra crianças.

Qualquer situação suspeita pode ser comunicada pelos seguintes canais:

  • Disque 100 – canal nacional de proteção de direitos humanos, com opção específica para violência contra crianças e adolescentes;
  • Conselho Tutelar da cidade onde a criança mora;
  • Delegacia de Polícia ou Delegacia de Defesa da Mulher (quando houver), para registro de boletim de ocorrência;
  • Telefone 190, em casos de emergência ou quando a vítima estiver em risco imediato.

Denúncias podem ser anônimas. A orientação das autoridades é nunca confrontar diretamente o possível agressor, mas acionar os órgãos competentes para que a criança seja protegida com segurança.

investigada pela Polícia
Foto: Charles de Moura (PMSJC)

Perguntas frequentes sobre a suspeita de maus-tratos contra menina investigada pela Polícia

Onde a criança foi atendida?

No caso, a criança foi atendida no Hospital Regional, que fica no bairro Parque Industrial, na zona sul da cidade. Ela chegou transferida de Cruzeiro.:

Qual é a versão apresentada pela mãe?

A mãe informou aos profissionais de saúde que a filha teria sofrido uma queda de pequena altura enquanto estava sob os cuidados do padrasto em Cruzeiro. Os médicos, no entanto, consideraram as lesões incompatíveis com uma queda simples, o que motivou o registro policial.

Qual é o estado de saúde da menina?

Segundo o boletim, a menina estava em estado gravíssimo, com indicação de possível morte encefálica em avaliação, seguindo protocolo de 60 horas para confirmação. Até o momento, o caso segue como maus-tratos com resultado lesão grave, sem confirmação oficial de óbito no documento.

Quem são os investigados?

Constam no registro como investigados a mãe da criança e o padrasto. Eles serão ouvidos pela Polícia Civil, mas, até agora, o boletim menciona apenas a suspeita de maus-tratos, sem condenação ou decisão judicial.:

Por que o caso foi registrado em São José dos Campos, se a família é de Cruzeiro?

A ocorrência foi formalizada em São José dos Campos porque a suspeita de maus-tratos foi identificada no Hospital Regional, onde a criança recebeu atendimento. No entanto, por o fato ter se iniciado em Cruzeiro, o inquérito será conduzido pelo distrito policial da cidade de origem.

O que acontece a partir de agora?

A Polícia Civil deve colher depoimentos de todos os envolvidos, requisitar laudos médico-legais, ouvir os policiais militares e acompanhar a evolução do quadro de saúde da criança. Só depois dessa etapa é que o Ministério Público poderá decidir sobre eventual denúncia criminal.

Links recomendados

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA

Siga nosso Instagram

Tags WordPress:

Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.