Vale do Paraíba: Mesmo com intervenções pontuais, Via Dutra volta a ser como antes da privatização

Mesmo com intervenções pontuais, Via Dutra volta a ser como antes da privatização, no Vale do Paraíba. E olha que atualmente você paga pedágio para rodar com me o pneu pode estourar? O Vale 360 News percorreu a Via Dutra até Volta Redonda (RJ) nesta quarta-feira (18/02) e a constatação é direta: ainda há buracos na pista, e o trecho mais crítico continua sendo entre Roseira e Silveiras, no Vale Histórico, com remendos que não entregam a sensação de recuperação real do pavimento. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A reportagem viu equipes em ação — duas frentes de roçada em pontos diferentes e outra atuando no asfalto —, mas a impressão no volante é que os buracos na Via Dutra seguem “voltando” no mesmo lugar. É o tipo de serviço que aparece, some, reaparece… e o usuário continua bancando, sem enxergar o padrão de pista que deveria acompanhar uma das principais rodovias do país.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: O que o Vale 360 News viu entre Roseira e Silveiras

No recorte entre Roseira e Silveiras, a pista apresenta um cenário que mistura buracos na Via Dutra, remendos em sequência e trechos com desgaste visível. Na prática, isso se traduz em:

  • Irregularidades que obrigam o motorista a “desviar” dentro da faixa;
  • Remendos que deixam o pavimento desnivelado (o carro “bate seco”);
  • Pontos em que o tapa-buraco parece mais paliativo do que solução durável;
  • Risco maior à noite e sob chuva, quando buracos na Via Dutra ficam mascarados por lâminas d’água.

O problema é especialmente sentido por quem roda diariamente pelo Vale do Paraíba e pelo Vale Histórico, em deslocamentos de trabalho, saúde e logística. E, quando o asfalto já está castigado, cada chuva forte abre a porta para a água entrar, “lavar” a base e acelerar o retorno dos buracos na Via Dutra.

O tema já vinha sendo cobrado pelo portal em reportagens recentes, como Pedágio caro não garante conservação da Via Dutra e RioSP anuncia cronograma de obras contra buracos na Via Dutra.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: por que tapa-buraco e roçada viram “enxugar gelo”

Roçada é manutenção necessária — ninguém discute. Mas quando o usuário enxerga buracos na Via Dutra e remendos em série, a cobrança é por prioridade: segurança e pavimento. E aí entra a diferença entre “fazer aparecer” e “fazer durar”.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: fresagem e nova camada de asfalto

A melhora real costuma vir quando o trecho remendado passa por um serviço mais completo: fresagem (remoção da camada comprometida), correção de base quando necessário e aplicação de uma nova capa asfáltica com padrão de acabamento e compactação adequados. Sem isso, o buraco na Via Dutra pode até ser “fechado” hoje e reabrir amanhã — principalmente em sequência de chuvas.

Em 2024, por exemplo, a própria técnica de microfresagem apareceu em obras no trecho do Vale do Paraíba, como já explicou o portal em obras que envolvem microfresagem na Via Dutra. O ponto é: no trecho crítico entre Roseira e Silveiras, o usuário quer ver o “antes e depois” no pavimento — e não apenas um mosaico de remendos.

E tem outro detalhe que irrita: o “asfalto de obra” que aumenta ruído e sensação de desconforto. Em São José dos Campos, o Vale 360 News já mostrou discussão semelhante ao apontar asfalto de má qualidade em pista marginal da Via Dutra. O motorista não quer castigo acústico — quer padrão de rodovia.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: o que diz a RioSP e por que a sensação do usuário ainda é de pista ruim

A RioSP afirma que segue com cronograma intensificado de recuperação do pavimento. Em balanço divulgado na região, a concessionária informou atuação em mais de dois mil pontos entre os dias 10 e 16 de fevereiro e atribuiu parte do agravamento do asfalto a uma sequência de chuvas (35 dias de precipitação), que exigiu medidas paliativas no início e, depois, serviços mais completos, com frentes diurnas e noturnas nos dois sentidos.

Ok: existe trabalho. A pergunta que fica é a do usuário: se o cronograma é “intensificado”, por que os buracos na Via Dutra seguem sendo percebidos justamente no trecho crítico? E mais: o que adianta número grande na nota se o motorista continua sentindo — no bolso e na suspensão — que a pista está ruim?

Buracos na Via Dutra e pedágio: quanto custa e por que o motorista questiona

Quando a pista está ruim, o pedágio vira gatilho de revolta. Para ter uma referência, a ANTT informou reajuste em setembro de 2025 com tarifa de R$ 8,10 (veículos de passeio) na praça de Jacareí e R$ 16,90 em Moreira César (Pindamonhangaba), além de outras atualizações por categoria e localização. No dia a dia, o usuário compara o que paga com o que recebe — e, ao encarar buracos na Via Dutra, a conta não fecha.

Além disso, mudanças como o pedágio eletrônico geram dúvidas sobre cobrança e descontos. O portal já explicou o tema em Pedágio eletrônico Free Flow na Via Dutra: veja como funciona na prática e também detalhou o desconto para usuário frequente. Só que desconto não substitui asfalto bom: buracos na Via Dutra seguem sendo um problema de segurança.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: como reclamar, pedir atendimento e solicitar ressarcimento

O motorista que encontrar buracos na Via Dutra pode acionar a concessionária e registrar o ponto com o máximo de detalhe (km aproximado, sentido, referência e horário). A CCR RioSP informa atendimento pelo Disque e WhatsApp no 0800-017-3536.

Em casos de dano ao veículo, a orientação geral é reunir documentos e registros do ocorrido. A concessionária lista itens típicos exigidos em análise de ressarcimento, como boletim de ocorrência com descrição completa, documentos do veículo e do condutor, relato do fato, fotos dos danos e orçamentos ou nota fiscal — além de informações como rodovia, km e sentido. (Guarde também comprovantes e, se houver, protocolos de atendimento.)

Enquanto isso, a recomendação prática é defensiva: reduza velocidade em pontos com remendos, aumente distância do veículo à frente (para ter tempo de reação) e redobre atenção em chuva — cenário em que buracos na Via Dutra podem “sumir” sob água.

O  motorista ainda deve registar a reclamação na ouvidoria da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). A agência deveria fazer a fiscalização, mas que anda apontando o caos na Via Dutra é o Vale 360 News e os nossos leitores usuários. Acesse Aqui (Você precisa ter uma conta Gov.br)

Mato

O mato alto também não é novidade. Em pontos do Vale Histórico, o Vale 360 News flagrou placas tampadas pela vegetação. Parece que a RioSP fez uma plantação ao longo de todo o trecho entre Rio e São Paulo tanto nos canteiros laterais como central.

Via Dutra volta a ser como antes da privatização
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Via Dutra volta a ser como antes da privatização: perguntas frequentes

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Onde estão os buracos na Via Dutra mais críticos no Vale Histórico?

Na vistoria do Vale 360 News em 18/02, o trecho mais crítico com buracos na Via Dutra seguiu concentrado entre Roseira e Silveiras, com remendos e irregularidades que pioram em chuva e à noite.

O que a RioSP disse sobre os buracos na Via Dutra após as chuvas?

A concessionária informou cronograma intensificado e atuação em mais de 2 mil pontos entre 10 e 16 de fevereiro, citando sequência de chuvas (35 dias) como fator que agravou o pavimento e exigiu ações paliativas no começo, antes de serviços mais completos.

Como acionar atendimento por buracos na Via Dutra?

O usuário pode registrar solicitação informando km aproximado, sentido e referência do ponto. A CCR RioSP informa atendimento pelo 0800-017-3536 (também via WhatsApp).

É possível pedir ressarcimento por danos causados por buracos na Via Dutra?

Em geral, pedidos exigem documentação e comprovação (como BO com descrição completa, documentos, fotos e orçamentos/notas). O ideal é registrar o ponto do buraco na Via Dutra, guardar comprovantes e protocolar a solicitação nos canais oficiais.

Como funciona o pedágio Free Flow na Via Dutra?

O Free Flow é o pedágio eletrônico sem praça tradicional, com cobrança por leitura de placa/tag em pórticos. Para entender prazos de pagamento e como evitar multa, veja o guia do Vale 360 News: como funciona o Free Flow na prática.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.