Após prisão, Coronel Geraldo Neto é chamado de “assassino” ao deixar apartamento em São José dos Campos. A prisão do coronel aconteceu na manhã desta quarta-feira (18/03). Geraldo Neto deixou o prédio, onde reside no Jardim Augusta, no carro da corregedoria da Polícia Militar, por volta das 09h00. Na saída, os populares presentes o chamaram de “assassino” e gritaram também “feminicídio”, “vagabundo” e “lixo”. A decisão da prisão foi proferida no âmbito da apuração sobre possível feminicídio e fraude processual. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Justiça autoriza apreensão de celulares no caso Gisele
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o 8º Distrito Policial concluiu na quarta-feira (17/03) o inquérito que apura as circunstâncias da morte de Gisele e representou à Justiça Estadual pela prisão preventiva de Geraldo Neto pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Em paralelo, a Corregedoria da Polícia Militar também pediu a prisão do oficial à Justiça Militar, com base nos mesmos delitos e ainda em violência doméstica.
A SSP-SP informou que o mandado da Justiça Militar foi concedido ainda na quarta-feira (17) e cumprido na manhã desta quarta (18) por equipe da Corregedoria, com acompanhamento do 8º DP. Em licença a pedido, Geraldo Neto estava em sua residência em São José dos Campos e deve ser conduzido ao 8º Distrito Policial, na capital, onde será interrogado e formalmente indiciado no inquérito da Polícia Civil.
Geraldo Neto: o que diz a decisão da Justiça Militar
De acordo com o Tribunal de Justiça, a prisão preventiva foi decretada com base na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de preservação da hierarquia e da disciplina militares. O magistrado também apontou risco de interferência nas investigações, inclusive pela possibilidade de influência sobre testemunhas, além da gravidade concreta dos fatos apurados.
A decisão judicial ainda autorizou a apreensão de aparelhos celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas com a Polícia Civil, que conduz investigação paralela sobre a morte da policial militar. O oficial também deverá passar por audiência de custódia, conforme previsto na legislação.
O que a SSP-SP diz sobre a investigação contra Geraldo Neto
Na versão oficial divulgada pela SSP-SP, Polícia Civil e Polícia Militar atuaram em conjunto para investigar as circunstâncias da morte de Gisele. Segundo a secretaria, no curso da apuração foram identificadas divergências relevantes entre as declarações prestadas por Geraldo Neto, especialmente em relação ao relacionamento do casal e aos fatos que teriam motivado o suposto suicídio da vítima.
A SSP-SP também afirmou que houve inconsistências significativas quanto à conduta do tenente-coronel após o disparo da arma, até a formalização da ocorrência, o que comprometeria a credibilidade da versão apresentada por ele. Ainda segundo a pasta, as provas periciais e médico-legais analisadas pela Polícia Técnico-Científica indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio e apontam indícios de alteração do local do crime.
Geraldo Neto deve ir para o Presídio Militar Romão Gomes
Conforme a SSP-SP, depois de ser ouvido e submetido a exame de corpo de delito, Geraldo Neto deverá seguir à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes. A secretaria informou ainda que o Inquérito Policial Militar será concluído nos próximos dias.
O caso é tratado sob segredo de justiça, e por isso outros detalhes da apuração não foram divulgados oficialmente neste momento.
Por que o caso mudou de suicídio para investigação por feminicídio
Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, em São Paulo. A ocorrência chegou a ser registrada inicialmente como suicídio, mas a investigação mudou de rumo após laudos, diligências e depoimentos que passaram a sustentar a linha de feminicídio e fraude processual.
Entre os elementos já tornados públicos sobre o caso estão lesões no rosto e no pescoço da policial, além da conclusão pericial de que o disparo foi compatível com tiro encostado. Esses pontos passaram a fragilizar a versão inicial e reforçaram a necessidade de aprofundamento das apurações nas esferas civil e militar.
O Vale 360 News já publicou outras reportagens sobre o caso, como Coronel da PM investigado pela morte da esposa pode ser preso em São José dos Campos e a primeira atualização sobre a prisão de Geraldo Neto em São José dos Campos.
O portal também já mostrou casos ligados à violência contra a mulher e investigações complexas na região, como homem preso em flagrante por agredir companheira grávida em São José dos Campos, caso em que a polícia contestou a tese de suicídio após queda de varanda em São José dos Campos e a operação de combate à violência doméstica no Vale do Paraíba.
*Vídeo cedido por Amorim
Perguntas e respostas
Onde Geraldo Neto foi preso?
Segundo a SSP-SP, o oficial foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em sua residência em São José dos Campos.
Quem decretou a prisão?
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Militar do Estado de São Paulo, após representação da Corregedoria da Polícia Militar.
O que a decisão judicial autorizou?
A decisão autorizou a apreensão de aparelhos celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas com a Polícia Civil, além da audiência de custódia.
Quais crimes estão sendo investigados?
Segundo a SSP-SP, a apuração envolve feminicídio e fraude processual. Na esfera militar, também houve representação com menção a violência doméstica.
Para onde ele será levado?
Conforme a SSP-SP, Geraldo Neto deve ser conduzido ao 8º Distrito Policial, em São Paulo, para interrogatório e indiciamento formal no inquérito da Polícia Civil. Depois, deve passar por exame de corpo de delito e seguir para o Presídio Militar Romão Gomes.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

