Falta de conservação e mato alto na Via Dutra colocam a vida do motorista em risco no Vale do Paraíba

Falta de conservação e mato alto na Via Dutra colocam a vida do motorista em risco no Vale do Paraíba, principalmente em trechos entre Jacareí e Queluz, com pontos críticos entre Caçapava e São José dos Campos, onde a reportagem flagrou fumaça sobre a pista, vegetação alta na faixa de domínio e buracos no pavimento, mesmo após serviços de tapa-buraco. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O problema ocorre em área de responsabilidade da RioSP, concessionária ligada ao grupo Motiva, que administra a Rodovia Presidente Dutra. Em vários pontos, o mato foi aparado apenas em uma faixa pequena a partir do acostamento, enquanto a vegetação segue alta no canteiro central e nas laterais da rodovia.

A reportagem do Vale 360 News também registrou pontos de queimada na faixa de domínio da concessionária. Em um deles, no trecho de Caçapava, a fumaça invadiu a pista e reduziu a visibilidade dos motoristas.

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Falta de conservação e mato alto na Via Dutra expõem motoristas a fumaça e buracos

A situação acende alerta em um período de tempo seco. O mato alto às margens da rodovia amplia a preocupação com queimadas, principalmente quando há fogo perto da pista e fumaça no trajeto dos veículos.

Além da vegetação alta, a conservação do pavimento também preocupa usuários. Mesmo após ações de tapa-buraco, há trechos esburacados no Vale do Paraíba, o que pode causar danos a pneus, rodas e suspensão, além de obrigar motoristas a desvios bruscos.

Em rodovia de fluxo intenso como a Dutra, a soma de fumaça, mato alto e pavimento irregular cria um cenário de risco. A falta de conservação e mato alto na Via Dutra exige resposta rápida da concessionária e fiscalização efetiva da agência reguladora.

ANTT diz que não multou a Motiva por conservação da Dutra no Vale do Paraíba

Questionada pelo Vale 360 News, a Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que não aplicou, até o momento, multas ao grupo Motiva relacionadas à conservação da Rodovia Presidente Dutra no trecho do Vale do Paraíba.

A ANTT afirmou que sua atuação fiscalizatória segue modelo de acompanhamento contínuo, com identificação de eventuais desconformidades, definição de prazos para correção e adoção de medidas cabíveis em caso de descumprimento.

De acordo com a agência, nos pontos em que os cronogramas estabelecidos não foram atendidos, houve lavratura de Termos de Registro de Ocorrência, chamados TROs.

Falta de conservação e mato alto na Via Dutra: fiscalização ocorre a cada 15 dias, diz ANTT

A ANTT informou ainda que o trecho concedido passa por fiscalização quinzenal, feita por equipes próprias e/ou por Verificadora independente, com monitoramento permanente das condições de conservação e operação da rodovia.

Apesar da fiscalização, a reportagem encontrou pontos com vegetação alta, fumaça sobre a pista e pavimento com falhas no trecho do Vale do Paraíba. A falta de conservação e mato alto na Via Dutra reforça a cobrança por ações preventivas antes do agravamento dos riscos.

Roçada na Dutra está prevista uma vez por ano-concessão

Em relação à manutenção da vegetação, a ANTT afirmou que o contrato vigente prevê roçada “cerca a cerca” uma vez por ano-concessão.

Para o ciclo entre março de 2026 e fevereiro de 2027, os serviços têm previsão de início em maio de 2026 e conclusão em outubro de 2026. A agência também informou que a responsabilidade da concessionária abrange toda a faixa de domínio da rodovia, conforme contrato e regulamentação aplicável.

A resposta indica que, pelo modelo atual, a roçada ampla ocorre uma vez no ciclo anual. O problema é que, no período de estiagem, a vegetação alta pode secar, favorecer focos de incêndio e comprometer a segurança dos motoristas.

ANTT avalia mudança para roçada contínua ao longo do ano

A ANTT informou que analisa, no âmbito da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária, a possibilidade de aperfeiçoar as obrigações contratuais para adotar parâmetros de roçada contínua ao longo de todo o ano.

A medida, se adotada, pode alterar o padrão de conservação da vegetação na Dutra e aproximar o contrato de práticas já vistas em outras concessões rodoviárias federais.

RioSP responde sobre mato alto, fumaça e roçada na Via Dutra

Falta de conservação e mato alto na Via Dutra voltaram a ser tema de cobrança após resposta enviada pela RioSP, concessionária responsável pela Rodovia Presidente Dutra.

A empresa afirmou que as atividades de roçada seguem os parâmetros do Programa de Exploração da Rodovia (PER) e que há cronograma para manutenção da vegetação nos trechos do Vale do Paraíba, porém a concessionária não passou os detalhes de tal cronograma.

A concessionária foi questionada pela reportagem sobre trechos em que a roçada teria sido feita em uma faixa reduzida, de cerca de 1,5 metro a partir do acostamento, especialmente entre Caçapava e São José dos Campos.

Em resposta, a RioSP afirmou que atua “com base no que está previsto no Programa de Exploração da Rodovia”.

RioSP cita PER para justificar roçada na Dutra

Sobre o critério adotado para definir a largura da área roçada, a concessionária voltou a citar o PER. A empresa também afirmou que as atividades são executadas conforme o regramento contratual e contemplam o manejo da vegetação ao longo do ano.

Questionada se considera suficiente esse tipo de roçada diante do volume de mato alto e do tempo seco, a RioSP informou que, em períodos de estiagem e maior risco de incêndios, as equipes operacionais intensificam o monitoramento e as ações preventivas para reduzir riscos e garantir a segurança viária.

Concessionária diz que acompanha fumaça e queimadas na Dutra

A RioSP informou que acompanha continuamente as condições operacionais da rodovia e mantém diálogo com órgãos de atendimento emergencial. A concessionária afirmou ainda que atua dentro de suas atribuições para monitorar a via e apoiar as ações necessárias.

Após os registros de queimadas, a empresa disse que potencializou o monitoramento das margens da rodovia e as campanhas de conscientização junto aos usuários e equipes operacionais para resposta rápida a novos focos de incêndio.

Roçada completa entre Caçapava e São José dos Campos seguirá cronograma, diz RioSP

Sobre a roçada completa entre Caçapava e São José dos Campos, a RioSP não informou uma data específica. A concessionária disse que o serviço será realizado conforme o cronograma “cerca a cerca” previsto no contrato vigente.

A empresa afirmou que existe cronograma para roçada e manutenção da vegetação nos trechos do Vale do Paraíba, mas não detalhou datas, pontos prioritários ou extensão da área prevista para limpeza.

Resposta sobre notificação da ANTT não informa se houve TRO

A reportagem também questionou se a RioSP foi notificada pela ANTT por meio de Termos de Registro de Ocorrência relacionados à conservação ou à roçada no trecho. A concessionária respondeu que mantém relacionamento institucional contínuo com os órgãos reguladores e que cumpre integralmente as obrigações contratuais.

A resposta, no entanto, não informa de forma direta se houve ou não Termos de Registro de Ocorrência ligados à conservação, roçada ou manutenção da faixa de domínio da Via Dutra no Vale do Paraíba.

Medidas contra queimadas na Via Dutra

A RioSP informou que adota limpeza e roçagem das margens da rodovia, monitoramento 24 horas por câmeras e centros de controle operacional, campanhas educativas em painéis eletrônicos, rádio e folhetos, além de reforço no atendimento operacional.

A concessionária também afirmou que as viaturas de inspeção atuam no apoio ao acionamento rápido do Corpo de Bombeiros em casos de incêndios maiores.

Orientação da RioSP aos motoristas em caso de fumaça na pista

Em caso de fumaça e baixa visibilidade na Dutra, a RioSP orienta os motoristas a reduzir a velocidade, manter os faróis baixos acesos, aumentar a distância de segurança do veículo à frente e evitar parar na pista.

Caso a visibilidade fique muito comprometida, a recomendação da concessionária é procurar um local seguro fora da via e aguardar até que as condições melhorem.

Histórico de problemas na Via Dutra no Vale do Paraíba

O problema atual não aparece de forma isolada. O portal já mostrou o cenário de abandono na Via Dutra no Vale do Paraíba, com mato alto e cobrança de pedágio.

Também houve registros de reclamações sobre buracos. Em reportagem anterior, motoristas afirmaram que o pedágio caro não garante conservação da Via Dutra, após aumento de pontos danificados no pavimento.

Depois das cobranças, a RioSP divulgou cronograma de obras contra buracos na Via Dutra. A concessionária também realizou mutirão tapa-buraco em São José dos Campos, Guaratinguetá e Roseira.

Mesmo com as ações, a falta de conservação e mato alto na Via Dutra seguem como pontos de preocupação no Vale do Paraíba, principalmente em dias de baixa umidade, fumaça e tráfego intenso.

Risco ao motorista vai além da aparência de abandono

Mato alto em rodovia não representa apenas impacto visual. A vegetação pode esconder animais, objetos, placas e pontos de drenagem. Em dias de queimada, a fumaça pode reduzir a visibilidade de forma repentina.

No caso do pavimento, buracos e remendos irregulares elevam o risco de perda de controle, colisões traseiras e danos mecânicos. À noite, o problema se agrava, pois o motorista tem menos tempo para identificar falhas no asfalto.

Por isso, a falta de conservação e mato alto na Via Dutra exigem uma resposta clara da concessionária, com cronograma, execução e prestação de contas aos usuários que pagam pedágio para trafegar pela rodovia.

O que o motorista deve fazer em caso de fumaça na Dutra?

Ao encontrar fumaça na pista, o motorista deve reduzir a velocidade com segurança, manter distância maior do veículo da frente, acender os faróis baixos e evitar parada sobre a faixa de rolamento.

Se a visibilidade ficar muito baixa, a orientação é procurar um local seguro fora da pista e acionar os canais de emergência da rodovia. O pisca-alerta deve ser usado apenas com o veículo parado em local seguro, para evitar confusão entre os demais condutores.

Falta de conservação e mato alto na Via Dutra
Foto: Vale 360 News

Perguntas frequentes

Onde a reportagem flagrou falta de conservação e mato alto na Via Dutra?

A reportagem registrou pontos no Vale do Paraíba, com destaque para trechos entre Caçapava e São José dos Campos. Também houve questionamentos sobre a situação entre Jacareí e Queluz.

A fumaça chegou a invadir a pista da Dutra?

Sim. Em um dos pontos observados no trecho de Caçapava, a fumaça avançou sobre a pista e reduziu a visibilidade dos motoristas.

A ANTT multou a Motiva por conservação da Dutra no Vale do Paraíba?

Não. A ANTT informou que não aplicou, até o momento, multas ao grupo Motiva relacionadas à conservação da Rodovia Presidente Dutra no trecho do Vale do Paraíba.

A ANTT registrou alguma ocorrência?

Sim. A agência informou que, nos pontos em que cronogramas estabelecidos não foram atendidos, foram lavrados Termos de Registro de Ocorrência, os TROs.

Com que frequência a roçada deve ocorrer na Dutra?

De acordo com a ANTT, o contrato vigente prevê roçada “cerca a cerca” uma vez por ano-concessão. Para o ciclo de março de 2026 a fevereiro de 2027, a previsão é iniciar em maio de 2026 e concluir em outubro de 2026.

A RioSP respondeu sobre a falta de conservação e mato alto na Via Dutra?

Não. A RioSP foi procurada para comentar mato alto, roçada parcial, fumaça na pista, risco de queimadas, buracos e cronograma de manutenção, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O mato alto pode aumentar o risco de queimadas?

Sim. Em período seco, a vegetação alta pode favorecer focos de incêndio. Quando a fumaça chega à pista, há redução de visibilidade e aumento do risco de acidentes.

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