A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19/11) uma operação para desarticular uma organização criminosa formada, em sua maioria, por militares, acusada de planejar um golpe de Estado com ações que incluíam o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, antes da posse presidencial de 2023. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
O plano, batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, previa a execução dos eleitos no dia 15 de dezembro de 2022, além da prisão e morte de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que era monitorado pelo grupo, caso o golpe fosse consumado. A organização criminosa também planejava impedir o livre exercício do Poder Judiciário e instituir um “gabinete institucional de gestão de crise” para coordenar ações após o golpe.
Mandados e prisões
A Operação Contragolpe resultou na execução de cinco mandados de prisão preventiva, além de três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas, como:
- Proibição de contato entre os investigados;
- Proibição de saída do país, com entrega de passaportes em até 24 horas;
- Suspensão do exercício de funções públicas pelos investigados.
O cumprimento das ordens judiciais ocorreu nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e no Distrito Federal, com o acompanhamento do Exército Brasileiro.
Os militares presos
- quatro militares do Exército ligados às forças especiais, os chamados “kids pretos”: o general de brigada Mario Fernandes (na reserva), o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira.
- um policial federal: Wladimir Matos Soares.
Investigação
De acordo com a PF, o planejamento da organização criminosa envolvia elevado conhecimento técnico-militar, com técnicas operacionais avançadas para a execução das ações. As investigações indicam que as atividades foram organizadas nos meses de novembro e dezembro de 2022, e o grupo era composto por militares com formação em forças especiais.
Os crimes apurados incluem:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Organização criminosa.
Histórico do caso
A PF já investigava, desde fevereiro, o envolvimento de grupos com intenções golpistas, incluindo o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. A nova operação aprofunda as apurações e destaca o detalhamento das ações planejadas pelo grupo.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e impedir futuras ações que ameacem o Estado Democrático de Direito.

*Com informações da Agência Brasil
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