Greve na Revap deixa trabalhadores terceirizados sem salário; Sintricom distribui cestas básicas e acusa Petrobras de conivência

Na manhã de 8 de agosto de 2025, a Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, foi palco de mais uma crise trabalhista envolvendo empresas terceirizadas. A Bonfim Magalhães, prestadora de serviços à Petrobrás, mantém trabalhadores paralisados há mais de 20 dias sem salário ou qualquer assistência. O Sindicato dos Trabalhadores na Construção e Montagem (Sintricom) acusa a estatal de conivência e intensificou as ações de apoio emergencial à categoria, com distribuição de cestas básicas. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Situação na Bonfim Magalhães

Mais de 20 dias de greve

Segundo o Sintricom, a Bonfim tentou iniciar atividades na Revap sem assinar o Acordo Coletivo de Trabalho, oferecendo valores considerados muito abaixo do piso esperado. A recusa da categoria, respaldada pelo sindicato, levou 22 trabalhadores a deflagrarem greve por tempo indeterminado.

Abandono e agravamento

Passadas mais de três semanas de paralisação, a empresa teria abandonado os trabalhadores, deixando-os sem salários e sem qualquer suporte. A situação se agravou a ponto de o sindicato precisar intervir com doações de cestas básicas para evitar que as famílias ficassem totalmente desamparadas.

Acusações contra a Petrobrás

O Sintricom afirma que a Petrobrás, responsável pela fiscalização das contratadas, não tomou medidas efetivas para pressionar a Bonfim a resolver o impasse.

Frase destacada pelo sindicato:

“Se a situação continuar, a REVAP vai parar!”

O alerta reforça a possibilidade de paralisações mais amplas caso não haja solução imediata.

Mobilização para a pré-parada de manutenção da Revap

Panfletagem e esclarecimentos

Também nesta manhã, dirigentes do Sintricom — Francisco Eudes, Alex Carvalho, Luiz Ricardo e Jorge Costa — realizaram panfletagem junto aos trabalhadores da refinaria. O material distribuído explicava os termos negociados para a Parada de Manutenção da Revap, incluindo:

  • PLR de R$ 1.900

  • Ajuda de Custo de R$ 1.320

  • Café da manhã de R$ 12 por dia trabalhado

  • Cesta natalina de R$ 770 (para ativos em dezembro)

  • Abono de 350 horas pago na rescisão

  • Manutenção das cláusulas sociais já conquistadas

O objetivo, segundo o sindicato, é garantir transparência e preparar a base para cobrar o cumprimento integral do acordo.

Greve na Revap deixa trabalhadores terceirizados
Foto: Heitor N Morais (Sintricom)

Caso LCD: abandono de contratos

Trabalhadores sem rescisão

O Sintricom também denuncia a LCD, outra terceirizada que teria abandonado contratos na Petrobrás, afetando equipes na Revap (São José dos Campos) e na UTGCA (Caraguatatuba).

“Não vamos aceitar parcelamento. Trabalhador tem que receber suas rescisões DE UMA VEZ, mesmo que seja pela Justiça do Trabalho!”, afirmou a direção do sindicato.

Ações adotadas

  • Documentação individual de cada caso para ações judiciais.

  • Negociação com outras empresas para absorção dos trabalhadores afetados.

  • Orientação para que todos que entregaram documentos à LCD ou estavam em processo seletivo para a Parada da Revap se apresentem imediatamente ao sindicato.

Posição do Sintricom

A entidade reforça que permanecerá atuante tanto na greve da Bonfim quanto nos casos envolvendo a LCD, além de manter a mobilização para a Parada da Revap.

“Nenhum direito a menos! Se as empresas não cumprirem, a resposta será a mobilização geral!”

Outro lado

O Vale 360 News já fez contato com a Petrobras e aguarda uma posição para saber qual a solução a estatal tem para as paralisações. A reportagem não conseguiu contato com as empresas LCD e Bonfim Magalhães.

Perguntas Frequentes

1. Qual empresa está no centro da greve atual?
A Bonfim Magalhães, terceirizada da Petrobrás na Revap.

2. Quantos trabalhadores estão paralisados?
22 trabalhadores.

3. Há quanto tempo a greve dura?
Mais de 20 dias.

4. Por que a greve começou?
Por tentativa da empresa de iniciar atividades sem assinar o Acordo Coletivo e com propostas salariais muito baixas.

5. A empresa paga salários durante a paralisação?
Segundo o sindicato, não.

6. O que o Sintricom fez para apoiar os trabalhadores?
Distribuiu cestas básicas e manteve mobilizações.

7. O que o sindicato cobra da Petrobrás?
Fiscalização mais rigorosa e pressão para resolução do impasse.

8. Quais são os benefícios negociados para a Parada da Revap?
PLR de R$ 1.900, ajuda de custo de R$ 1.320, café da manhã de R$ 12/dia, cesta natalina de R$ 770, abono de 350h e manutenção de cláusulas sociais.

9. O que aconteceu com a empresa LCD?
Abandonou contratos, deixando trabalhadores sem rescisão.

10. Como o sindicato pretende agir contra a LCD?
Judicializar os casos e negociar realocação dos afetados.

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