Caiu como uma bomba em Ubatuba, a decisão da juíza que não aceitou o pedido de prisão do homem que confessou a polícia a morte da jovem Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, que passava o fim de semana na cidade. Ela foi encontrada morta na manhã desta sexta-feira (15/08), depois de intenso trabalho de investigação da SIG (Setor de Investigações Gerais), da Polícia Civil. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O suspeito, de 24 anos, que confessou o crime em depoimento à Polícia, foi conduzido pelos policiais civis à delegacia e deixou o local pela porta em que entrou, a da frente.
A autoridade responsável pelo caso representou à Justiça pela prisão do jovem. O Ministério Público concordou com o pedido de prisão, mas a juíza que recebeu o relatório da polícia negou o pedido de prisão. O Vale 360 News solicitou ao Tribunal de Justiça de São Paulo o embasamento dado pela juíza para que o suspeito que confessou o crime na delegacia não permanecesse preso.
O Ministério Público disse que vai recorrer da decisão da juíza já neste sábado (16).

O que diz o Instituto Todas Por Uma
O Instituto Todas Por Uma, que é um instituto defesa das mulheres divulgou nota de repúdio nas redes sociais e ressaltou que a decisão da Justiça “representa não apenas um retrocesso, mas um grave sinal de negligência com a vida das mulheres”. Leia a posição do Instituto.
“É com profunda indignação que o Instituto Todas por Uma se manifesta diante da liberação, no mesmo dia, do autor confesso de um crime brutal ocorrido no bairro Rio Escuro, em Ubatuba.
Apesar do trabalho rápido e eficiente da Polícia Civil e SIG , que elucidou o caso em menos de 24 horas, e mesmo com o parecer favorável do Ministério Público pela prisão, o Poder Judiciário optou por soltar o acusado. Isso é inadmissível!
Trata-se de um crime de extrema gravidade. Além de confessar o homicídio de uma mulher em situação de vulnerabilidade, há registros em vídeo que indicam possível violência sexual coletiva, envolvendo cinco homens. As investigações seguem apurando a natureza dos atos cometidos, incluindo a suspeita de estupro de vulnerável, já que a vítima estava sob efeito de álcool.
A liberação imediata do suspeito representa não apenas um retrocesso, mas um grave sinal de negligência com a vida das mulheres. Mais uma vez, vemos o sistema falhar em protegê-las e punir os responsáveis.
Esse caso escancara uma estrutura que não garante justiça para as vítimas, mas que, repetidamente, permite que a impunidade prevaleça.
Basta!
Não vamos nos calar! A justiça será feita, doa a quem doer”.
O crime
Diante de denúncias de que Sarah estaria morta e enterrada nas proximidades de uma cachoeira no Rio Escuro, equipes do setor de investigações da delegacia de Ubatuba foram à área e iniciaram buscas, na manhã desta sexta-feira.
Durante esse trabalho, um jardineiro passou pelo local e um homem, de 24 anos como autor do crime, dizendo que ele confessaria. Os policiais então foram atrás dele. Localizado, ele indicou o ponto exato onde o corpo estava e confessou ter matado Sarah, segundo o boletim de ocorrência.
Com a localização do corpo, o delegado de plantão foi acionado e compareceu à área, acompanhado de um policial, que auxiliou nas providências de preservação da cena. Enquanto isso, o perímetro era guardado pela PM. O Instituto de Criminalística de Caraguatatuba foi chamado e enviou o perito e fotografa à cena do crime.
A perícia realizou recognição visiográfica do local do encontro do corpo, procedimento padrão para produzir documentação fotográfica e descritiva da cena e de seus elementos. Depois dos trabalhos periciais, o corpo de Sarah foi liberado ao IML, onde passará por exame necroscópico para determinação técnica da causa da morte e demais circunstâncias médico-legais.
Com o achado do corpo e a confissão registrada no próprio histórico, a natureza jurídica do boletim foi atualizada: o que nasceu como desaparecimento foi reclassificado para homicídio (artigo 121 do Código Penal), com a qualificadora por motivo fútil. O documento também registra a retirada da natureza de “desaparecimento de pessoa” de sua ficha de ocorrências — formalidade que acompanha a mudança de tipificação após a localização da vítima sem vida.

Sarah era filha de pastor
Sarah Picolotto dos Santos, de 20 anos, era filha do Pastor Leonardo Pereira dos Santos, que agradeceu as mensagens de apoio nas redes sociais. “Venho por essa mensagem agradecer a todos que ajudaram. Mas a Sarah foi encontrada… está morta”, disse o Pastor.
Sarah tinha saído da Vila Progresso em Jundiaí. Na manhã de 12 de agosto, a mãe dela procurou a Delegacia Eletrônica e registrou que o último contato com a filha havia sido às 22h do dia 9/8, indicando como referência o endereço na Rua Dr. João Abifadel, bairro Rio Escuro, na cidade do Litoral Norte.
O pai de Sarah já temia o pior: “Minha filha curtia a vida, usava drogas, gostava de baile funk, mas me diga aí hoje, essa juventude, quem não faz isso? Julgar é fácil, mas a realidade de pai e mãe não é”, desabafou nas redes sociais.
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