Jovem desaparecida é encontrada morta em Ubatuba, suspeito confessa o crime e é preso

Jovem desaparecida é encontrada morta em Ubatuba, suspeito confessa o crime e é preso. A história que terminou com a morte de Sarah Picolotto dos Santos Grego, 20 anos, começou oficialmente como um desaparecimento. Sarah teria saído da Vila Progresso, em Jundiaí, onde morava para passar o fim de semana em Ubatuba. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Na manhã de 12 de agosto, a mãe dela procurou a Delegacia Eletrônica e registrou que o último contato com a filha havia sido às 22h do dia 9/8, indicando como referência o endereço na Rua Dr. João Abifadel, bairro Rio Escuro, em Ubatuba.

O próprio boletim ressalta que, naquele momento, tratava-se apenas da versão do declarante — a mãe — e que o registro era de desaparecimento de pessoa.

Ao longo de 14 de agosto, a Polícia Civil de Ubatuba começou a dar forma investigativa ao caso. Primeiro, os policiais qualificaram oficialmente um investigado para oitiva. No mesmo dia, parte da equipe foi até a casa onde Sarah estaria hospedada — o imóvel de de um homem, posteriormente qualificado como investigado — e recolheu as bagagens da jovem, todas fechadas e reunidas na sala.

A responsável pela casa franqueou a entrada e afirmou não ter mexido nos pertences. Nada de interesse imediato foi encontrado. As malas foram então levadas à Delegacia e apreendidas formalmente, com entrega à família.

Sarah era filha de pastor (Leia abaixo)

Jovem morta em Ubatuba, Sarah, era filha de Pastor

Sarah encontrada

A virada decisiva veio já na manhã desta sexta-feira (15/08). Diante de denúncias de que Sarah estaria morta e enterrada nas proximidades de uma cachoeira no Rio Escuro, equipes do setor de investigações foram à área e iniciaram buscas.

Durante esse trabalho, um jardineiro passou pelo local e um homem, de 24 anos como autor do crime, dizendo que ele confessaria. Os policiais então foram atrás dele. Localizado, ele indicou o ponto exato onde o corpo estava e confessou ter matado Sarah, segundo o boletim de ocorrência.

Com a localização do corpo, o delegado de plantão foi acionado e compareceu à área, acompanhado de um policial, que auxiliou nas providências de preservação da cena. Enquanto isso, o perímetro era guardado pela PM. O Instituto de Criminalística de Caraguatatuba foi chamado e enviou o perito e fotografa à cena do crime.

A perícia realizou recognição visiográfica do local do encontro do corpo, procedimento padrão para produzir documentação fotográfica e descritiva da cena e de seus elementos. Depois dos trabalhos periciais, o corpo de Sarah foi liberado ao IML, onde passará por exame necroscópico para determinação técnica da causa da morte e demais circunstâncias médico-legais.

Com o achado do corpo e a confissão registrada no próprio histórico, a natureza jurídica do boletim foi atualizada: o que nasceu como desaparecimento foi reclassificado para homicídio (artigo 121 do Código Penal), com a qualificadora por motivo fútil. O documento também registra a retirada da natureza de “desaparecimento de pessoa” de sua ficha de ocorrências — formalidade que acompanha a mudança de tipificação após a localização da vítima sem vida.

O que ficou materialmente documentado até agora

Ficou documentado que o corpo de Sarah foi encontrado após denúncias e a indicação do local pelo suspeito, e que ele confessou nos termos do histórico; que a perícia oficial esteve no ponto e executou recognição visiográfica; e que o IML recebeu o corpo para necropsia. T

ambém ficou documentado o recolhimento e apreensão das bagagens da vítima, com entrega à família após lavratura do termo correspondente. Tudo isso está consignado nos trechos do BO que descrevem as diligências dos dias 14 e 15 de agosto.

Próximos passos naturais da apuração

Depois da necropsia, o laudo do IML indicará causa da morte e eventuais sinais de meios de execução ou defesa da vítima. O Instituto de Criminalística pode complementar com laudos periciais do local.

A Delegacia deve formalizar oitivas de envolvidos e testemunhas e remeter o inquérito ao Ministério Público, que pode denunciar ou requisitar diligências. Até lá, a versão dos autos é a que está documentada nos históricos e qualificações do próprio Boletim de Ocorrência.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.