A Polícia Civil apura uma série de furtos de módulos eletrônicos “FR” — componentes que fazem parte do sistema de gerenciamento dos ônibus e sem os quais os veículos não funcionam — nas garagens e pátios de empresas de transporte coletivo em São José dos Campos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Após ataques e vandalismo a ônibus na capital e Grande São Paulo, os criminosos chegaram ao Vale do Paraíba com foco específico no furto de módulos, peças caras e com alto valor de revenda no mercado paralelo.
Conforme informações de polícia obtidas pela reportagem, receptadores pagam entre R$ 500 e R$ 1 mil por cada módulo furtado e revendem por cerca de R$ 3 mil, enquanto um módulo novo pode custar em torno de R$ 6 mil.
A investigação também apura a possibilidade de informações privilegiadas, dado o “profissionalismo” e a precisão técnica na retirada das peças — em alguns casos, com acesso dirigido a compartimentos específicos e tempo de ação reduzido.

Casos registrados em São José dos Campos
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22 de agosto — Um ônibus articulado, estacionado dentro de uma das garagens, apresentou falhas pela manhã. Ao verificar, a manutenção constatou o furto do módulo FR da cabine.
Imagens internas mostram um homem de colete laranja e mochila, que teria acessado o coletivo pela porta dianteira após vir da direção da cerca que separa a garagem de uma obra na Dutra. Um comparsa aguardava próximo à cerca. O veículo ficou imobilizado.
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27 de agosto (05h–07h20) — Outra empresa comunicou dois registros na mesma manhã:
• Em um deles, o motorista relatou perda de aceleração e potência ao sair com o ônibus. Na inspeção, a manutenção confirmou o furto do módulo FR localizado na caixa de fusíveis acima do posto do motorista.
Durante a vistoria de rotina no pátio interno, os mecânicos encontraram dois módulos FR subtraídos da região do motor (traseira).
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Impacto operacional
Além do prejuízo direto com a perda dos módulos, os furtos imobilizam os veículos, afetando rotas e intervalos, e pressionam os custos de manutenção e substituição. As empresas informam que colaboram com as autoridades, fornecendo imagens internas, registros de acesso e relatórios técnicos.
O que a polícia faz agora
As delegacias responsáveis cruzam imagens de Câmeras de Monitoramento, trajetos de possíveis suspeitos, eventuais placas de apoio e padrões de atuação.
A linha de apuração inclui receptação, associação criminosa e responsabilização de quem integrar a cadeia de demanda/compra desses componentes.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima ao 190 (PM), 181 (Disque Denúncia) ou diretamente à Polícia Civil.
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