Em sessão nesta terça (11/11), o presidente da Câmara de Caçapava, Rodrigo Meirelles (PL), fez um pronunciamento que acentuou o embate com parte do público presente e com o sindicato. Populares na galeria pediram sua renúncia, após Meirelles dizer que “não preciso disso aqui (cargo de vereador) para viver”. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Ele rechaçou: “Não vou renunciar”. Ele também afirmou não comungar com o sindicato, disse “não sou petista” e condicionou eventual retomada de “refeição” (política citada por ele) a decisão do prefeito após aval judicial. O vereador ainda relatou tratativas para três ambulâncias à saúde municipal.
A fala do presidente da Câmara de Caçapava aconteceu no contexto da greve parte de servidores da Fusam, por causa do corte da refeição no local, pela Prefeitura.
O que aconteceu na sessão
O clima ficou tenso após a fala de Meirelles. Enquanto o presidente discursava, parte do público na galeria passou a pedir sua renúncia. O parlamentar, por sua vez, manteve o tom e intercalou mensagens de solidariedade com críticas a adversários políticos e ao sindicato.
“Não vou renunciar, não. Uai, renuncia o Lula… sumiu o dinheiro do INSS, renuncia o Lula. Me respeita. Por favor, eu peço que respeitem o vereador na tribuna. Sempre fiz o meu melhor no que compete a mim, como vereador e presidente. Se o prefeito quiser, ele libera a refeição e depois espera o ato judicial. O poder da caneta é dele.”
Ele também ressaltou que respeita posições divergentes, mas pediu reciprocidade.
“Cada um tem o seu posicionamento. Eu respeito o de vocês e espero que respeitem o meu.”
As frases centrais de Meirelles (na íntegra)
Para preservar o sentido do que foi dito em plenário, Vale360News reproduz trechos do pronunciamento (Veja o vídeo abaixo):
“Não deixei a saúde abandonada… no que solicitaram a mim, o que compete a mim… procurei fazer sempre o meu melhor.”
“Referente à refeição, é um ato judicial… se o prefeito quiser, ele libera a refeição e depois espera o ato judicial, se é favorável ou contra.”
“Não tô passando pano para o prefeito, não… Eu fui eleito pelo povo que elegeu o Meirelles, não pelo povo que elegeu o Ian. Tenho meu mandato livre.”
“Se não estão satisfeitos comigo, na próxima eleição não me apoiem e votem em outro… Eu não vou renunciar.”
“Não comungo com o sindicato… atendi o sindicato várias vezes e fui difamado… não me respeitaram, por isso não fui lá.”
“Meu canal grava o que eu quiser… não sou Globo, não sou Vanguarda, não sou Band.”
“Não sou petista, não gosto do pessoal da esquerda… é meu direito.”
“Eu não nasci aqui, não preciso morrer aqui… Se não gostarem de mim, votem em outro em 2028.”
“Estamos do lado do servidor; não do sindicato… Quem quiser fazer politicagem, que faça.”
“Nossa saúde em breve vai ter três ambulâncias… conseguimos através do mandato com nossos deputados.”
Ponto a ponto: quais temas ele abordou
1) “Refeição” e decisão do Executivo
Meirelles vinculou a retomada/implantação do que chamou de “refeição” na Fusam a um ato judicial e a uma decisão do prefeito: “O poder da caneta é dele”. O presidente não detalhou, na fala, qual política específica de refeição estava em discussão (benefício, serviço ou programa), mas afirmou que, se o prefeito desejar, “libera a refeição e depois espera o ato judicial”.
2) Confronto com o sindicato
O presidente reiterou que não “comunga” com o sindicato, alegando desrespeito em episódios anteriores: “Me difamaram e me colocaram na capa do jornal… botaram o dedo na minha cara”. Disse que não compareceu a ato sindical por esse motivo e que seguirá sem dialogar institucionalmente com a entidade.
3) Tom político e liberdade de comunicação
Houve críticas à esquerda e à imprensa tradicional, com uma defesa da autonomia sobre seus canais: “Meu canal grava o que eu quiser… não sou Globo”. O vereador reforçou o direito de não renunciar e a mensagem para 2028: quem discordar, “vote em outro”.
4) Saúde: promessa de ambulâncias
Meirelles declarou que a cidade deve receber três ambulâncias até o fim do ano, aquisição que, segundo ele, estaria em cotação via articulação com deputados ligados ao seu mandato.
Reação imediata: “renúncia” ecoou da galeria
Enquanto Meirelles falava, populares que ocupavam a galeria gritaram por renúncia. O presidente respondeu com recados eleitorais (“não me apoiem em 2028”), negou que vá deixar o cargo e cobrou respeito ao uso da tribuna.
Perguntas Frequentes
Por que houve pedido de renúncia?
Porque parte do público presente reagiu ao conteúdo e ao tom das falas do presidente. O coro se intensificou quando Meirelles disse “não vou renunciar” e criticou o sindicato e a esquerda.
Meirelles anunciou alguma medida concreta?
Citou a previsão de três ambulâncias para a saúde (em cotação). Em relação à “refeição” na Fusam, condicionou a decisão ao prefeito e a um ato judicial.
Qual o próximo passo sobre a “refeição”?
Depende de definição do Executivo e do desenlace judicial mencionado por Meirelles. A Câmara, por si, não executa políticas — legisla e fiscaliza.
Haverá diálogo com o sindicato?
Meirelles afirmou não comungar com a entidade e não ir a atos sindicais. Se houver diálogo, deve passar por mediação de outros atores políticos.
Ele vai renunciar?
Disse claramente que não. Sugeriu que quem não aprova seu mandato vote em outro em 2028.
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