A 3ª Delegacia de Homicídios (DEIC/Deinter-1) prendeu, nesta quinta-feira (13/11), um suspeito de homicídio ocorrido na madrugada de 12/10 (00h50), na Rua Eng. Flávio Marcondes, Santa Maria, em São José dos Campos. Na ocasião, a vítima foi atingida no queixo por disparo de arma de fogo. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Ao lado do corpo, havia uma moto de aplicativo (Mottu/SPORT 110i), dois capacetes e duas cápsulas deflagradas. No cumprimento simultâneo de mandado de busca ligado à mesma investigação, os policiais apreenderam grande quantidade de drogas e apetrechos do tráfico em endereços do Morada do Fênix.
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Na casa vistoriada, os agentes localizaram maconha, cocaína, crack e haxixe, além de balanças digitais, embalagens plásticas e três telefones celulares. O suspeito admitiu que as drogas eram destinadas à venda.
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Todo o material foi contabilizado, colocado em invólucros lacrados e remetido ao Instituto de Criminalística para exames.
Apreensões — drogas
Somatório dos itens avaliados e lacrados pela Polícia Civil:
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Maconha: 25,450 kg (porções e tijolos em diferentes lacres)
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Cocaína: 3,565 kg (porções fracionadas em sacolas/eppendorfs)
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Crack: 1,200 kg (inclui lotes de 1.000 g, 130 g, 70 g)
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Haxixe: 1,630 kg (em porções diversas)
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“DRY” (outros): 200 g (duas porções)
Apreensões — objetos e insumos
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Dinheiro: R$ 3.634,00
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Telefones celulares: 3 (1 Samsung + 2 Motorola)
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Balanças digitais: 5 (três pequenas + outras digitais)
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Embalagens/eppendorfs: lotes diversos (sacolas com pinos e saquinhos para fracionamento)
Como a polícia conectou os pontos
O Boletim de Ocorrência detalha que a equipe foi à residência para cumprir a prisão temporária e a busca expedidas pela Vara do Júri, ligado ao homicídio de 12/10. No endereço, localizaram os entorpecentes.
O investigado foi interrogado com assistência de advogado e, após a constatação positiva para cocaína e cannabis no laudo preliminar, o delegado lavrou o flagrante por tráfico. O preso foi encaminhado à Cadeia Pública de Caçapava e seguirá para audiência de custódia.
Ele permanecerá preso devido à prisão temporária e ainda terá a decisão do juiz da custódia a respeito do tráfico de drogas.
Linha do tempo
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12/10 (00h50) — Homicídio na Rua Eng. Flávio Marcondes (Santa Maria);
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13/11 (manhã) — 3ª Homicídios/DEIC cumpre prisão temporária e busca no Morada do Fênix; apreensões de drogas e insumos.
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13/11 (tarde/noite) — Flagrante por tráfico é formalizado após constatação preliminar; remessa do preso à Cadeia de Caçapava para custódia.
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14/11 (manhã) – Audiência de Custódia.
Enquadramentos legais (em apuração)
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Homicídio (investigado pela Vara do Júri; prisão temporária cumprida).
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Tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06), flagrante lavrado com materialidade (laudo preliminar) e indícios de autoria.
Importante: por se tratar de investigação em curso, valem os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal. A tipificação final e eventual denúncia cabem ao Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Serviço ao leitor (entenda e colabore)
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Canal de denúncia: 190 (PM) | 197 (Polícia Civil) | 181 (Disque Denúncia).
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Provas digitais: fotos, vídeos e áudios devem ser preservados e entregues à polícia.
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Registro de BO: sempre registre o boletim — presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica, quando aplicável.
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Sigilo: a investigação de homicídios tramita com atos sigilosos; informações oficiais saem por meios institucionais.

Perguntas Frequentes
O preso já foi “condenado” pelo homicídio?
Não. Trata-se de prisão temporária vinculada à investigação. A responsabilidade penal só se define com denúncia, processo e sentença.
Por que houve flagrante de tráfico no mesmo ato?
Porque, ao cumprir prisão/busca do caso de homicídio, a equipe encontrou grande quantidade de drogas e insumos. Com laudo preliminar positivo, foi lavrado o flagrante por tráfico.
As drogas apreendidas têm origem no homicídio?
Não necessariamente. A apreensão decorre do cumprimento de busca: o material foi achado no endereço do investigado e autuado como tráfico; a conexão com o homicídio é processual (mesma investigação), não material.
Houve identificação formal da vítima do homicídio?
Segundo o procedimento padrão, o corpo segue ao IML para datiloscopia e necropsia, que confirmam a identidade e a causa da morte.
Quais serão os próximos passos?
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Homicídio: diligências, laudos e oitivas até conclusão do inquérito e análise do MP.
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Tráfico: o preso passa por audiência de custódia; depois, o caso segue à Justiça.
A polícia pode divulgar nome do suspeito?
A identificação formal aparece no auto policial; a divulgação pública observa critérios legais e de interesse público. A reportagem não publica dados sensíveis que não sejam essenciais ao entendimento do fato.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

