Filha esgana a mãe em Jacareí, em ação classificada como violência doméstica, pelo delegado de plantão. O caso aconteceu em condomínio no Parque Santo Antônio e terminou com a prisão em flagrante de uma mulher de 39 anos neste sábado (06/12), após uma discussão com a mãe, de 65 anos, em um apartamento na Avenida Vale do Paraíba. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A Polícia Militar precisou arrombar a porta do imóvel para encerrar o tumulto, e o caso foi registrado com base na Lei Maria da Penha como lesão corporal em contexto de violência doméstica.
De acordo com o boletim de ocorrência, vizinhos acionaram a PM por volta das 16h35 relatando gritos e possível briga no apartamento. No local, os policiais encontraram mãe e filha já mais calmas, mas com sinais de agressão, principalmente arranhões nas mãos da vítima, que contou ter sido empurrada e arranhada pela filha durante um desentendimento familiar.
Filha esgana a mãe em Jacareí e o que aconteceu?
A violência doméstica começou, segundo a vítima, após dias de preocupação com o estado emocional da filha. Ela relatou à Polícia Civil que a indiciada vinha apresentando quadro depressivo, permanecendo isolada no quarto e recusando alimentos.
A mãe preparou a refeição e levou até o quarto. Mais tarde, ao perceber que a comida seguia intacta, voltou para saber o que havia acontecido. O diálogo rapidamente evoluiu para discussão, depois empurrões e agressões físicas. A vítima afirma que a filha a empurrou várias vezes e passou a arranhá-la, e que teria reagido apenas para se defender.
Os policiais chegaram ao prédio após a denúncia de vizinhos, mas encontraram a porta do apartamento trancada. Diante do risco de algo mais grave estar acontecendo, decidiram arrombar a porta para acessar o imóvel. Dentro do apartamento, se depararam com as duas já separadas, porém ainda muito abaladas com a discussão.
Estado emocional da suspeita marca violência doméstica
No relato à Polícia Civil, a mãe destacou que a filha vive um momento delicado, com dificuldades emocionais após perda do emprego e problemas conjugais, e que estava deprimida, isolada e recusando alimentação.
Ela também afirmou que nunca houve situação anterior de agressão entre elas e que a filha “sempre foi educada”, reforçando que enxerga o episódio como reflexo do estado emocional fragilizado da indiciada.
Apesar da violência doméstica, a vítima foi enfática ao dizer que a filha em nenhum momento tentou matá-la. O laudo do exame de corpo de delito indicou lesões leves, compatíveis com os arranhões relatados, inclusive na região do pescoço.
A vítima esclareceu que não houve intenção de homicídio, o que levou a Polícia Civil a enquadrar o caso como lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha, e não como tentativa de feminicídio.
Prisão em flagrante por violência doméstica
Após a chegada à delegacia, a mãe foi ouvida formalmente e encaminhada para exame de corpo de delito. Já a filha não pôde prestar depoimento de imediato, pois, segundo o boletim, estava em estado semi-inconsciente.
Com base nas declarações, nos laudos e no atendimento da PM, o delegado entendeu estarem presentes os requisitos de flagrante para o crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica (artigo 129, § 9º, do Código Penal). A prisão em flagrante foi decretada, mas o delegado decidiu não pedir a conversão em prisão preventiva neste primeiro momento.
Também não foi arbitrada fiança, considerando a natureza do crime e as condições pessoais da autuada. Com isso, a suspeita da violência doméstica foi encaminhada à Cadeia Pública de Caçapava, onde permanece à disposição da Justiça.
Vítima recusa medidas protetivas após violência doméstica
Na delegacia, a vítima foi orientada sobre todos os direitos previstos na Lei Maria da Penha, inclusive a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência, como afastamento da agressora do lar, proibição de contato e aproximação, entre outras garantias.
Mesmo após a orientação detalhada, ela informou que não tinha interesse em pedir medidas protetivas, alegando compreender que a filha precisa de acompanhamento médico e psicológico e reforçando que considera o episódio um reflexo do momento de fragilidade emocional vivido por ela. Ainda assim, o boletim registra formalmente que houve violência doméstica e lesão corporal consumada.
O caso passa a integrar a estatística de violência de gênero e familiar na cidade, tema que vem sendo acompanhado pelo Vale 360 News em reportagens sobre políticas públicas e ações de segurança, como a mudança na lei que garante auxílio-aluguel a mulheres vítimas de violência doméstica em Jacareí e a matéria especial com 10 casos de violência doméstica no Vale do Paraíba e Litoral Norte em 3 dias.
Como denunciar violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí e em outras regiões
Mulheres (e familiares) que enfrentam situações semelhantes à violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí podem e devem buscar ajuda. Alguns canais disponíveis são:
- Telefone 190 – Polícia Militar, em situação de emergência ou risco imediato à vida;
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher, que orienta e encaminha denúncias;
- Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou delegacias comuns, para registro formal do boletim de ocorrência;
- Rede municipal de assistência social e serviços de acolhimento especializados em Jacareí, que podem ser acionados pela própria vítima ou por familiares.
Em Jacareí, políticas como o auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica ampliam as possibilidades de rompimento do ciclo de agressão, oferecendo alternativa de moradia temporária para quem precisa sair de casa com segurança.
Perguntas frequentes sobre a violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí
Onde aconteceu a violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí?
A violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí aconteceu em um apartamento de um condomínio residencial na Avenida Vale do Paraíba, 160, bairro Parque Santo Antônio, em Jacareí (SP).
Quem são as envolvidas no caso de violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí?
O boletim aponta como vítima uma mulher de 65 anos, Josefa Eliza Rodrigues do Nascimento, e como indiciada a filha dela, Talita Rodrigues do Nascimento, de 39 anos. A filha foi presa em flagrante por lesão corporal em contexto de violência doméstica.
Qual foi a gravidade das lesões?
O laudo do exame de corpo de delito classificou as lesões como leves, compatíveis com arranhões nas mãos e região do pescoço. A própria vítima afirmou que não houve intenção de homicídio, o que levou o enquadramento do caso como lesão corporal, e não como tentativa de feminicídio.
Por que houve prisão em flagrante na violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí?
O delegado entendeu que havia materialidade (lesões comprovadas) e indícios suficientes de autoria, além de o fato ter ocorrido pouco antes da chegada da PM. Assim, decretou a prisão em flagrante de Talita, com base no artigo 129, § 9º, do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha.
A vítima pediu medidas protetivas?
Não. Embora tenha sido orientada sobre todos os direitos previstos na Lei Maria da Penha, a vítima da violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí disse que não desejava requerer medidas protetivas naquele momento.
Para onde a autora foi levada?
Após a decisão de manter a prisão em flagrante e de não arbitrar fiança, a indiciada na violência doméstica em condomínio no Parque Santo Antônio em Jacareí foi encaminhada à Cadeia Pública de Caçapava, onde permanece à disposição da Justiça.
Links recomendados
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA
Siga nosso Instagram
Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

