Com aumento do diesel, Busvale prevê colapso do transporte no Vale do Paraíba caso não haja aumento do subsídio nas maiores cidades da região

O aumento do subsídio do transporte no Vale do Paraíba voltou ao centro do debate após a Busvale, associação que representa empresas do setor, alertar para a necessidade urgente de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de ônibus urbanos. Segundo a entidade, a alta persistente do diesel pressiona os custos operacionais e pode comprometer a continuidade do serviço em São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Em orientação enviada às associadas nesta semana, a Busvale afirma que o cenário atual ultrapassa as oscilações normais de mercado e já afeta diretamente a sustentabilidade das operações. A entidade diz que não defende repasse automático desses custos ao passageiro e pede construção conjunta de soluções com o poder público.

Entre as alternativas apresentadas estão a revisão da tarifa de remuneração das operadoras, ampliação de subsídios, aportes compensatórios, uso de receitas extra tarifárias e até reprogramação de obrigações contratuais. O objetivo, segundo a associação, é evitar descontinuidade dos serviços e um possível colapso do sistema.

Por que o aumento do subsídio do transporte no Vale do Paraíba entrou no radar

A Busvale reúne empresas que operam o transporte coletivo em cidades estratégicas da região. Em São José dos Campos, o sistema é atendido por Maringá, Joseense e Saens Peña. Em Taubaté, a operação é feita pela ABC Transportes. Em Jacareí, a responsável é a JTU. A associação também inclui a Viação na Montanha, em Campos do Jordão e a Viva Pinda, em Pindamonhangaba.

Na avaliação do setor, o diesel continua como um dos principais componentes do custo operacional e, quando sobe de forma mais forte, pressiona contratos que já enfrentam perda de passageiros pagantes, despesas fixas elevadas e dependência crescente de repasses públicos para manter o serviço funcionando.

Busvale fala em risco de desequilíbrio e pede resposta do poder público

A entidade sustenta que a discussão precisa ser feita com urgência principalmente nas três maiores cidades do Vale do Paraíba, onde o volume de passageiros, a dimensão da frota e a importância do transporte urbano tornam o tema ainda mais sensível. A associação defende uma solução técnica para preservar o serviço e evitar novos episódios de instabilidade.

O tema já vinha aparecendo no debate regional. O Vale 360 News mostrou o risco de paralisação em São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, publicou a nova tarifa de ônibus em São José dos Campos, noticiou que a Prefeitura de Taubaté precisou agir para evitar greve e acompanhou a paralisação do transporte em Jacareí por falta de repasses.

O que dizem as Prefeituras

A Prefeitura de Jacareí disse que no momento não vai se manifestar a respeito da nota da Busvale. A Prefeitura de Campos do Jordão disse que não recebeu nada oficial e logo não irá se manifestar.

Em Taubaté, a Prefeitura disse que acompanha as demandas relacionadas ao sistema de transporte público e quaisquer alterações são realizadas pela equipe técnica da Secretaria.

“A Prefeitura de Taubaté informa que realiza o acompanhamento contínuo das demandas relacionadas ao sistema de transporte público do município, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, especialmente no que se refere aos custos operacionais.

Quaisquer solicitações de alteração são devidamente protocoladas e analisadas pela equipe técnica da Secretaria. Todo o procedimento é conduzido com transparência e em conformidade com os parâmetros técnicos do contrato vigente do transporte coletivo do município.”

Ainda não temos posição das Prefeituras de São José dos Campos e Pindamonhangaba.

Quais caminhos a associação propõe para evitar crise no setor

Na prática, a associação sugere um pacote de medidas que permita recompor os contratos sem transferir automaticamente o impacto ao usuário. A proposta passa por reforço de subsídios, revisão dos parâmetros de remuneração das empresas e busca por fontes complementares de receita.

O argumento é que o transporte coletivo urbano depende de previsibilidade financeira para manter frota, combustível, manutenção, mão de obra e oferta mínima de viagens. Sem esse reequilíbrio, a tendência, segundo a entidade, é de agravamento da pressão sobre as operadoras.

transporte no Vale do Paraíba
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Perguntas frequentes

O que a Busvale está pedindo?

A associação pede recomposição urgente do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de transporte coletivo urbano.

Quais cidades entram no alerta principal?

São José dos Campos, Taubaté e Jacareí aparecem como foco central do alerta por serem as três maiores cidades da região.

Vai ter aumento automático da passagem?

Segundo a Busvale, não há defesa de repasse automático dos custos aos passageiros. A entidade diz que busca soluções em conjunto com o poder público.

Quais empresas são citadas no sistema regional?

São José dos Campos tem Maringá, Joseense e Saens Peña; Taubaté tem a ABC Transportes; Jacareí tem a JTU; e Campos do Jordão conta com a Viação na Montanha e em Pinda, a Viva Pinda.

Qual é o risco apontado pela associação?

A entidade afirma que, sem recomposição dos contratos, pode haver descontinuidade dos serviços e colapso do sistema.

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