Uma mudança de programação fez com que a mega carreta com transformador de 800 toneladas percorresse mais de 50 quilômetros nesta segunda-feira (11/08), passando por São José dos Campos, Pindamonhangaba e Taubaté antes do previsto. O deslocamento contrariou o planejamento inicial divulgado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) e pela concessionária RioSP. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Segundo informações, a carreta partiu do km 154 da Via Dutra, em São José dos Campos, às 9h43, e chegou ao km 136,400 às 10h53. O local serviria como ponto de parada até às 13h, quando o transporte voltou a se deslocar, desta vez até o km 117, em Taubaté, onde chegou às 14h10.
Ainda nesta segunda, o comboio seguiu viagem às 15h, até atingir o km 101, em Pindamonhangaba, onde chegou às 16h18, e permanecerá estacionado para pernoite. O percurso total desta segunda foi de 53 quilômetros.
Alteração no plano original
De acordo com o cronograma inicial, a expectativa era que nesta segunda-feira (11) a carga permanecesse no km 136,400, retomando o percurso na terça-feira (12) até o km 117, em Taubaté, e somente na quarta-feira (13) avançasse até o km 101, em Pindamonhangaba.
A nova programação completa de deslocamentos não foi divulgada até o momento. Quando houver a programação, o Vale 360 News irá atualizar.
A maior carga já transportada pela Dutra
O transporte, que mobiliza equipes de apoio, escolta e operação especial de tráfego, leva um transformador com 800 toneladas de peso total e 146 metros de comprimento. O conjunto é composto por 59 eixos comerciais e é considerado o maior já a trafegar pela Rodovia Presidente Dutra.
Impacto no tráfego
O deslocamento da mega carreta exige bloqueios temporários e redução de velocidade no trecho por onde passa, causando reflexos no trânsito. O pico do congestionamento chegou a 12 quilômetros nesta segunda-feira.
As equipes da PRF e da RioSP realizam acompanhamento constante para garantir a segurança da operação.
Previsão de novos deslocamentos
Apesar de não haver confirmação sobre a nova programação, a expectativa é de que a carreta continue avançando nos próximos dias até seu destino final. O ponto de entrega do transformador não foi informado oficialmente.
O que você precisa saber sobre o deslocamento da mega carreta pela Via Dutra, você lê no link abaixo.
Valor elevado de pedágio por conta dos 59 eixos
O transporte da mega carreta gera também um alto custo com pedágios. O valor total estimado para o trajeto entre Guarulhos (SP) e Itatiaia (RJ) é de aproximadamente R$ 2.784,80, considerando cinco praças da Dutra:
- Arujá (SP) – R$ 259,60
- Guararema (SP) – R$ 259,60
- Jacareí (SP) – R$ 466,10
- Moreira César (SP) – R$ 967,60
- Itatiaia (RJ) – R$ 831,90
Os valores são calculados com base na tarifa unitária multiplicada pelo número de eixos.
Equipamento fabricado pela Hitachi tem destino internacional
O transformador está sendo transportado pela empresa Hitachi e será embarcado no Porto de Itaguaí (RJ) com destino ao Oriente Médio. Informações detalhadas sobre o projeto e o cliente final são mantidas sob sigilo por razões logísticas e comerciais.
Impacto para motoristas
Durante os deslocamentos, a carreta causa lentidão e congestionamentos nas regiões por onde passa. Na última movimentação, entre Arujá e Guararema, mais de 50 profissionais participaram da operação.
Funcionamento das linhas de eixo
O que são linhas de eixo no transporte de cargas especiais?
As linhas de eixo (ou “eixos modulares”) são estruturas móveis utilizadas para distribuir o peso de cargas extremamente pesadas — como transformadores, turbinas, reatores ou outras estruturas industriais — durante o transporte rodoviário.
Como são formadas
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Cada linha de eixo possui geralmente 4 rodas.
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Várias linhas são acopladas entre si, lado a lado e em sequência, criando um módulo articulado, semelhante a um “trem sobre rodas”.
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Elas se movem independentemente para absorver as imperfeições do solo, o que evita danos tanto à carga quanto à rodovia.

Mega carga
O transporte da mega carga, com o transformador de 845 toneladas, tem duas linhas de eixo com 22 eixos. A primeira é controlada pelos caminhões à frente. A segunda tem direção própria, mas que deve seguir o comboio inicial.
As linhas de eixo são operadas pelos operadores de linha de eixo, profissionais altamente capacitados para o serviço. As linhas possuem sistema hidráulico para subir até um metro de altura a carga transportada e abaixar até o chão a mesma estrutura.
Os operadores de linha de eixo ficam o tempo todo no controle das ações para evitar acidentes ou intercorrências. Por exemplo, quando a carga for passar por Taubaté, no Viaduto que fica nas proximidades do Altos de São Pedro, a carga precisará manejada até quase o chão para poder passar por baixo.


Funções e importância das linhas de eixo
1. Distribuição do peso
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A principal função das linhas de eixo é distribuir o peso da carga por uma área maior.
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Isso reduz a pressão sobre o asfalto, evita rachaduras nas vias e permite o transporte de cargas que ultrapassam centenas de toneladas.
Exemplo: Uma carreta com 59 linhas de eixo e 4 rodas por linha tem 236 rodas em contato com o solo.
2. Adequação às normas de tráfego
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As leis brasileiras e da ANTT limitam a carga por eixo a cerca de 10 toneladas para veículos comuns.
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No transporte de cargas superpesadas, usa-se autorização especial (AET) e o número de eixos é calculado para manter a pressão por eixo dentro dos limites tolerados.
3. Facilidade de manobra
Os eixos são direcionáveis: giram de forma sincronizada com a frente da carreta, permitindo fazer curvas mesmo com 50, 60 ou mais metros de comprimento.

Quanto mais pesada a carga, mais eixos são necessários
Veja a relação de forma simples:
| Peso da Carga | Nº Aproximado de Linhas de Eixo |
|---|---|
| 80 toneladas | 12 a 16 linhas de eixo |
| 200 toneladas | 30 a 36 linhas de eixo |
| 800 toneladas | 50 a 70 linhas de eixo |
Cada projeto é calculado por engenheiros especializados em transporte pesado, considerando a rodovia, pontes, curvas e aclives.
Curiosidade: “Carreta Modular”
O nome técnico desses veículos é carreta modular hidráulica. Os módulos podem ser:
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Autopropelidos (com motor próprio e controle remoto)
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Rebocados por cavalos mecânicos com tração especial
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