Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve a partir desta sexta (29)

Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve a partir desta sexta-feira (29/05), caso a categoria aprove a paralisação em assembleia marcada para esta quinta-feira (28/05), às 18h30, em frente à Prefeitura. Os trabalhadores estão em estado de greve e, segundo o sindicato, a administração municipal não apresentou proposta financeira nos últimos dias. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A assembleia desta quinta será decisiva para definir os próximos passos da mobilização. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté afirma que, desde a aprovação do estado de greve, não houve avanço concreto na pauta econômica.

O impasse atinge servidores da Prefeitura e pode afetar serviços públicos municipais caso a greve seja aprovada pela categoria. A principal crítica do sindicato é a falta de uma proposta de reajuste salarial ou de recomposição dos benefícios.

Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve após assembleia

Os servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve porque a categoria já está em estado de greve, etapa que antecede uma paralisação formal. A decisão final depende da votação dos trabalhadores na assembleia desta quinta-feira.

O encontro será realizado às 18h30, na porta da Prefeitura de Taubaté. A expectativa é que o sindicato apresente aos servidores o histórico das negociações, a ausência de nova proposta e as alternativas de mobilização.

Se a greve for aprovada, a paralisação pode começar já nesta sexta-feira (29/05), conforme avaliação da categoria.

Histórico: estado de greve foi aprovado em 15 de maio

O estado de greve dos servidores de Taubaté foi aprovado em assembleia no dia 15 de maio, após a primeira mesa de negociação da campanha salarial entre sindicato e Prefeitura.

Na ocasião, a presidente do sindicato, Rosalba Ramos Reis, afirmou que a pauta dos servidores foi dividida entre demandas sociais e econômicas. Segundo ela, a administração municipal demonstrou abertura para pontos ligados a condições de trabalho, mas não avançou na pauta financeira.

Leia também: Estado de greve dos servidores de Taubaté é aprovado após negociação.

Categoria rejeitou esperar até o fim de julho

Na primeira rodada, a Prefeitura teria pedido prazo até o fim de julho para avaliar as contas e estudar eventual reposição. A proposta foi levada à assembleia, mas foi rejeitada pelos servidores.

Com isso, a categoria aprovou o estado de greve e decidiu manter a mobilização até que houvesse uma proposta concreta sobre salário e benefícios.

Prefeitura citou impacto de R$ 200 milhões por ano

Na rodada seguinte de negociação, a Prefeitura de Taubaté divulgou nota oficial em que afirmou que os pleitos apresentados pelo sindicato teriam impacto de aproximadamente R$ 200 milhões anuais no caixa municipal.

A administração também informou que o município enfrenta situação fiscal delicada e dívida aproximada de R$ 1 bilhão. Por isso, segundo a Prefeitura, não seria possível atender integralmente às reivindicações naquele momento.

Leia a matéria anterior: Prefeitura de Taubaté não apresenta reajuste aos servidores e cita impacto de R$ 200 milhões.

O que os servidores de Taubaté reivindicam

A pauta apresentada pelo sindicato inclui recomposição salarial e benefícios que, segundo a categoria, impactam diretamente o orçamento dos servidores municipais.

Reivindicação Pedido da categoria
Reposição inflacionária Recomposição referente aos últimos dois exercícios
Vale-alimentação Aumento de R$ 502,50 para R$ 830
Auxílio-transporte Criação de auxílio universal de R$ 563,04
Licença-prêmio Quitação imediata de valores acumulados
Previdência de aposentados Revisão da contribuição previdenciária
Insalubridade e periculosidade Retorno da base de cálculo anterior
Duplo vínculo Vale-alimentação para servidores nessa condição
Descongela Pagamento de valores retroativos
Horas extras Pagamento sem limitação

Prefeitura diz que pautas colocariam salários em risco

Na nota oficial divulgada após a última rodada de debate, a Prefeitura afirmou reconhecer o valor dos servidores, mas alegou responsabilidade fiscal para não assumir compromissos financeiros que, segundo a administração, poderiam comprometer direitos essenciais.

A administração disse que atua para reorganizar o caixa e preservar o pagamento dos salários em dia. Também afirmou que segue em busca de alternativas de valorização dos servidores e de manutenção dos serviços públicos.

Apesar disso, para o sindicato, a ausência de proposta efetiva mantém o conflito aberto.

Pontos sociais tiveram avanço, mas pauta financeira travou

Segundo a Prefeitura, na primeira reunião foram discutidas ações sociais e de gestão. Entre elas, política permanente de combate a assédio moral e organizacional, fornecimento de EPIs, plano de gerenciamento de riscos, adequação entre demanda de trabalho e carga horária, modernização do RH, regularização de contratos de monitores escolares e realização de novos concursos.

O problema, para os servidores, é que esses pontos não substituem a pauta econômica. A categoria cobra recomposição salarial e benefícios atualizados.

O Vale 360 News acompanha a campanha salarial dos servidores municipais de Taubaté desde a primeira mesa de negociação.

Comparação regional aumenta pressão em Taubaté

A mobilização em Taubaté ocorre em um momento em que servidores de outras cidades do Vale do Paraíba também pressionam prefeituras por reajuste, ticket-alimentação e melhores condições de trabalho.

Em Caçapava, por exemplo, os servidores chegaram a aprovar estado de greve, mantiveram mobilização e depois aceitaram proposta com reajuste salarial e ticket-alimentação de R$ 1.000.

Esse cenário regional amplia a cobrança dos servidores taubateanos por uma proposta formal da Prefeitura.

O que pode acontecer com os serviços públicos

Se a greve for aprovada, a paralisação pode afetar parte dos serviços municipais. A extensão do impacto dependerá da adesão dos servidores e da definição sobre funcionamento de áreas essenciais.

Em greves no serviço público, setores essenciais costumam manter percentual mínimo de atendimento. A definição deve ser comunicada pelo sindicato caso a paralisação seja aprovada.

Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve
Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Perguntas frequentes

Quando os servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve?

Os servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve a partir desta sexta-feira, 29 de maio, caso a paralisação seja aprovada em assembleia.

Quando será a assembleia dos servidores?

A assembleia será nesta quinta-feira, 28 de maio, às 18h30, em frente à Prefeitura de Taubaté.

Os servidores já estão em greve?

Não. A categoria está em estado de greve. A paralisação depende de aprovação em assembleia.

Por que os servidores podem entrar em greve?

Segundo o sindicato, a Prefeitura não apresentou proposta financeira nos últimos dias para reajuste salarial, vale-alimentação e auxílio-transporte.

Qual reajuste os servidores reivindicam?

A categoria cobra reposição inflacionária referente aos últimos dois exercícios, além de reajuste no vale-alimentação e implantação de auxílio-transporte.

O que a Prefeitura alegou na última negociação?

A Prefeitura afirmou que a pauta apresentada pelo sindicato teria impacto de aproximadamente R$ 200 milhões por ano e citou situação fiscal delicada do município.

Qual é o valor do vale-alimentação pedido?

O sindicato pede aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 830.

O sindicato pede auxílio-transporte?

Sim. A pauta inclui criação de auxílio-transporte universal no valor de R$ 563,04.

A greve pode afetar serviços públicos?

Sim. Caso a paralisação seja aprovada, parte dos serviços municipais pode ser afetada, conforme adesão da categoria e definição sobre áreas essenciais.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.