Servidores municipais de Taubaté aprovam greve em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (28/05), em frente à Prefeitura, e a paralisação da categoria deve começar na próxima terça-feira (02/06), após duas rodadas de negociação sem acordo sobre reajuste salarial. A decisão pode afetar serviços públicos municipais se não houver nova proposta da administração. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A categoria já estava em estado de greve desde o dia 15 de maio. A aprovação da paralisação ocorreu após reuniões entre sindicato e Prefeitura terminarem sem acordo nos dias 15 e 22 de maio.
Devido aos prazos legais para comunicação formal da paralisação, a greve não começa imediatamente. A previsão é que o movimento tenha início na terça-feira, 2 de junho.
Servidores municipais de Taubaté aprovam greve após impasse com a Prefeitura
Os servidores municipais de Taubaté aprovam greve em meio à cobrança por reposição inflacionária, reajuste de benefícios e avanço na campanha salarial de 2026.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, a Prefeitura não apresentou contraproposta financeira nas últimas reuniões. A administração havia pedido que as negociações fossem suspensas e retomadas apenas em julho.
A categoria rejeitou a espera e decidiu avançar para a greve.
Assembleia ocorreu em frente à Prefeitura
A votação foi realizada no início da noite desta quinta-feira, na frente da Prefeitura de Taubaté. A assembleia reuniu servidores que já vinham mobilizados desde a aprovação do estado de greve.
O movimento agora deve ser formalizado pelo sindicato, com comunicação à administração municipal sobre o início da paralisação.
Sindicato pede 9,43% de reajuste salarial
A principal reivindicação do sindicato é a reposição inflacionária de 9,43%, referente aos anos de 2025 e 2026. Em 2025, primeiro ano da atual gestão, os servidores não tiveram revisão geral nos vencimentos.
A data-base do funcionalismo municipal em Taubaté é maio.
O sindicato afirma que a revisão da inflação é o ponto central da pauta. Segundo a entidade, se esse item for atendido, outros pedidos podem ficar para futuras negociações.
Veja os nove itens da pauta dos servidores de Taubaté
| Item | Reivindicação |
|---|---|
| 1 | Reposição inflacionária de 9,43%, somando 2025 e 2026 |
| 2 | Aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 830 |
| 3 | Criação do auxílio-transporte no valor de R$ 563,04 |
| 4 | Quitação imediata da licença-prêmio acumulada |
| 5 | Revisão da contribuição previdenciária de aposentados |
| 6 | Retorno da base de cálculo anterior dos adicionais de insalubridade e periculosidade |
| 7 | Vale-alimentação para duplo vínculo |
| 8 | Aplicação da Lei do Descongela, com quitação de valores não pagos na pandemia |
| 9 | Pagamento de horas extras sem limitação |
Prefeitura anunciou aumento do vale-alimentação antes da assembleia
Horas antes da assembleia que aprovou a greve, a Prefeitura de Taubaté anunciou que enviará à Câmara um projeto de lei para aumentar o vale-alimentação dos servidores.
Pela proposta, o benefício passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 mensais, a partir de setembro deste ano.
Segundo a administração municipal, o impacto financeiro estimado seria de aproximadamente R$ 9,16 milhões na folha anual de 2026 e de cerca de R$ 27,5 milhões ao longo de 2027.
Reajuste salarial continua sem acordo
Apesar do anúncio sobre o vale-alimentação, a principal reivindicação da categoria, a reposição inflacionária de 9,43%, segue sem acordo.
Para os servidores, o aumento do benefício não substitui a revisão dos salários. O sindicato cobra uma proposta formal para recompor perdas acumuladas.
Prefeitura diz que pauta completa custaria R$ 200 milhões por ano
Na rodada de negociação anterior, a Prefeitura de Taubaté afirmou que, “por responsabilidade fiscal e financeira”, não conseguiria atender integralmente a pauta apresentada pelo sindicato.
Segundo a administração, todas as demandas somadas teriam impacto aproximado de R$ 200 milhões por ano no caixa municipal.
A Prefeitura também informou que Taubaté enfrenta situação fiscal delicada e dívida aproximada de R$ 1 bilhão.
Histórico da mobilização dos servidores de Taubaté
O estado de greve foi aprovado no dia 15 de maio, após a primeira reunião de negociação entre sindicato e Prefeitura.
Na ocasião, a Prefeitura pediu prazo até o fim de julho para avaliar as contas e estudar uma eventual reposição. A proposta foi levada à assembleia e rejeitada pelos servidores.
Leia também: Estado de greve dos servidores de Taubaté é aprovado após negociação.
Na segunda rodada, em 22 de maio, a Prefeitura informou os impactos financeiros da pauta, mas não apresentou proposta de reajuste salarial.
Leia: Prefeitura de Taubaté não apresenta reajuste aos servidores e cita impacto de R$ 200 milhões.
Greve dos servidores de Taubaté deve começar terça-feira
Com a aprovação da greve, o sindicato deve cumprir os prazos legais de comunicação antes do início da paralisação.
Por isso, a previsão é que a greve comece na terça-feira, 2 de junho. Até lá, uma nova rodada de negociação pode evitar ou alterar o início do movimento.
Caso a paralisação seja mantida, o impacto nos serviços públicos dependerá da adesão da categoria e da definição sobre manutenção de atividades essenciais.
O que pode ser afetado em caso de greve
Greves no serviço público municipal podem afetar setores administrativos, atendimento em unidades, serviços operacionais e atividades ligadas à rotina da Prefeitura.
Serviços essenciais devem manter funcionamento mínimo, conforme regras legais e eventual orientação do sindicato.
A população deve acompanhar os canais oficiais da Prefeitura e do sindicato para saber quais setores terão atendimento normal, reduzido ou suspenso.
Prefeitura ainda não havia se manifestado sobre aprovação da greve
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Taubaté não havia enviado manifestação específica sobre a aprovação da greve pelos servidores.
O espaço segue aberto para posicionamento da administração municipal.
Comparação regional pressiona negociação em Taubaté
A mobilização dos servidores de Taubaté ocorre em um cenário de campanhas salariais no Vale do Paraíba.
Em Caçapava, os servidores aprovaram reajuste de 4,39% e ticket-alimentação de R$ 1.000 após mobilização e estado de greve.
Leia também: Servidores de Caçapava aprovam reajuste de 4,39% e ticket de R$ 1.000, o maior do Vale.
Essa comparação aumenta a pressão política sobre Taubaté, onde a categoria cobra pelo menos a recomposição inflacionária.

Perguntas frequentes
Os servidores municipais de Taubaté aprovaram greve?
Sim. A greve foi aprovada em assembleia realizada na noite de quinta-feira, 28 de maio, em frente à Prefeitura.
Quando a greve dos servidores de Taubaté deve começar?
A paralisação deve começar na terça-feira, 2 de junho, devido aos prazos legais de comunicação.
Por que os servidores aprovaram greve?
A categoria aprovou greve após duas reuniões sem acordo com a Prefeitura e sem proposta de reajuste salarial.
Qual reajuste o sindicato pede?
O sindicato pede reposição inflacionária de 9,43%, referente aos anos de 2025 e 2026.
Qual é o valor atual do vale-alimentação?
O vale-alimentação atual é de R$ 502,50.
O que a Prefeitura propôs para o vale-alimentação?
A Prefeitura anunciou que enviará projeto para elevar o vale-alimentação para R$ 844,56 mensais a partir de setembro.
O aumento do vale-alimentação encerra a greve?
Não necessariamente. A greve foi aprovada porque a principal reivindicação da categoria é a reposição salarial de 9,43%, que segue sem acordo.
Qual impacto financeiro a Prefeitura cita?
A Prefeitura afirma que toda a pauta apresentada pelo sindicato teria impacto aproximado de R$ 200 milhões por ano.
Os serviços públicos podem ser afetados?
Sim. A paralisação pode afetar serviços municipais, dependendo da adesão da categoria e da manutenção de atividades essenciais.
A Prefeitura se manifestou após a aprovação da greve?
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura não havia enviado manifestação específica sobre a aprovação da greve.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

