Presidente do Sindicato explica estado de greve no transporte coletivo de São José dos Campos e Jacareí

Motoristas e cobradores do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava estão em estado de greve nesta semana, mas não há paralisação decretada. Ronaldo Costa, presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, disse que os ônibus circulam normalmente e que pode haver atraso na saída dos carros a partir de terça-feira (23/06), caso a negociação salarial com as empresas não avance. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A fala foi feita em “live” para esclarecer usuários do transporte coletivo, trabalhadores e imprensa sobre o impasse na campanha salarial da categoria. O ponto central da explicação foi a diferença entre estado de greve e greve decretada.

Ronaldo Costa afirmou que a categoria não quer criar pânico entre os passageiros e criticou informações que tratam o estado de greve como paralisação imediata. Ele reforçou que a semana segue com operação normal nas linhas das quatro cidades.

O que Ronaldo Costa disse sobre a greve dos ônibus no Vale?

Ronaldo Costa foi direto ao tratar da dúvida que mais preocupa usuários do transporte coletivo. O presidente do sindicato afirmou que não há greve decretada neste momento.

“Ninguém está falando em paralisação do transporte. Ninguém está falando em greve no transporte ainda. Nós estamos falando em estado de greve.”

Em outro trecho, ele reforçou a diferença entre as duas situações:

“Decretação de greve é uma coisa e estado de greve é outra coisa. O que nós temos agora é estado de greve.”

Na prática, estado de greve é uma etapa de alerta. A categoria mantém a rotina de trabalho, mas avisa empresas, prefeituras e passageiros que pode adotar mobilizações caso a negociação salarial não avance.

O Vale 360 News já explicou em reportagem anterior o que é o estado de greve aprovado por motoristas e cobradores e por que essa etapa antecede uma eventual paralisação formal.

Qual reunião pode definir atraso dos ônibus?

De acordo com Ronaldo Costa, uma nova reunião com o setor patronal está marcada para segunda-feira (22/06), às 15h. O encontro deve tratar da proposta salarial apresentada pelas empresas e da cobrança de aumento real para motoristas, cobradores e demais trabalhadores do transporte urbano.

“Na segunda-feira que vem, nós temos uma reunião agendada com o setor patronal às 15 horas. Se essa reunião não avançar, aí nós vamos para a porta da garagem fazer assembleia com os trabalhadores.”

O dirigente afirmou que a ida às garagens ainda não representa greve. A medida seria uma assembleia com trabalhadores antes do início da operação, o que pode afetar a saída dos veículos.

O que pode ocorrer a partir de terça-feira?

Caso a reunião de segunda-feira não tenha acordo, o sindicato pode levar a discussão para as portas das garagens a partir de terça-feira (23/06). Nesse cenário, passageiros podem enfrentar atraso no começo da operação.

“Não vai ser paralisação ainda. Pode haver atraso na saída dos carros.”

Esse é o principal ponto de serviço para quem depende dos ônibus. A orientação é acompanhar os comunicados oficiais, verificar horários com antecedência e considerar margem maior para deslocamentos no início da manhã, caso o impasse continue.

O tema já teve destaque em reportagem recente do portal sobre motoristas e cobradores em estado de greve em São José dos Campos e Jacareí, com alerta sobre possível impacto para passageiros.

Qual proposta salarial está sobre a mesa?

Ronaldo Costa afirmou que as empresas garantiram a data-base e a reposição de 100% do INPC do período, de 4,11%. O impasse está no aumento real, pois a patronal apresentou 0,09% acima da inflação, o que resulta em reajuste total de 4,20%.

“Eles garantiram a data-base, garantiram 100% do INPC do período, que é 4,11%, e nós estamos em busca de aumento real.”

“Na segunda rodada de negociação, a empresa apresentou 0,09% de aumento real. Isso significa 4,20% de reajuste no salário dos motoristas e cobradores.”

A campanha salarial do setor urbano envolve trabalhadores do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava. A pauta da categoria inclui reajuste salarial, manutenção de direitos e valorização dos profissionais que atuam nas linhas municipais.

Em maio, o Vale 360 News mostrou que a campanha salarial dos ônibus no Vale do Paraíba tinha pedido de 6% de aumento real e data-base garantida.

Por que a data-base importa para os trabalhadores?

A data-base é o marco anual da negociação coletiva. Ela serve para preservar o período de reajuste e evitar perda de direitos previstos em convenção ou acordo coletivo.

Ronaldo Costa citou a reforma trabalhista e a necessidade de assegurar a data-base todos os anos. Para o sindicato, essa garantia protege cláusulas já conquistadas, como benefícios, regras de trabalho e condições previstas na convenção coletiva.

Sem acordo final, o estado de greve funciona como pressão política e sindical para que a negociação avance. A categoria tenta impedir que o reajuste fique limitado apenas à reposição inflacionária.

Como passageiros de São José, Jacareí, Taubaté e Caçapava devem se preparar?

Por enquanto, não há orientação para que o passageiro deixe de usar o transporte coletivo. A fala do sindicato indica operação normal nesta semana e risco de atraso apenas se a reunião com as empresas não avançar.

O usuário deve ficar atento principalmente ao início da manhã de terça-feira. Em campanhas salariais anteriores, assembleias em garagens afetaram a saída dos primeiros ônibus e causaram reflexo nas linhas durante parte do dia.

Ronaldo Costa afirmou que a população precisa entender a diferença entre mobilização sindical e greve formal. Ele também pediu apoio aos trabalhadores do transporte.

“A gente não quer colocar pânico na população, porque sabe que todo mundo precisa do transporte coletivo.”

“Esses companheiros precisam ser valorizados. São eles que movimentam São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava.”

Qual é o papel das empresas e prefeituras na negociação?

O sindicato cobra avanço das empresas e também pressão do poder público municipal. Para Ronaldo Costa, as prefeituras têm participação relevante no sistema, pois fiscalizam contratos, acompanham a prestação do serviço e, em alguns casos, lidam com subsídios ou decisões que afetam o equilíbrio do transporte.

O dirigente defendeu que patrões e poder público reconheçam a função social dos motoristas e cobradores. Ele citou a pressão diária sobre os trabalhadores, tanto dentro das garagens quanto nas ruas e nos pontos de ônibus.

Esse debate também aparece em outras pautas do transporte regional. O portal noticiou a cobrança do sindicato para que ônibus 24 horas tenham cobrador em São José dos Campos, em discussão sobre segurança e jornada dos profissionais.

Quando a greve pode ser decretada?

Ronaldo Costa afirmou que a greve só pode ser discutida após nova assembleia da categoria. Se a reunião de segunda-feira não avançar e as assembleias nas garagens não forem suficientes, o sindicato deve convocar uma assembleia maior na sede e nas subsedes.

Somente após essa etapa a categoria poderia decidir por greve. Até lá, o cenário oficial é de estado de greve, com possibilidade de atraso na saída dos ônibus.

A cobertura do Vale 360 News acompanha os impactos do transporte coletivo nas cidades do Vale do Paraíba. As atualizações do Vale 360 News também chegam pelas redes sociais, e vídeos sobre os principais assuntos regionais ficam disponíveis no canal do Vale 360 News no YouTube.

O próximo passo da campanha salarial será a reunião de segunda-feira com o setor patronal. Até esse encontro, a orientação do sindicato é que os ônibus operem normalmente nas quatro cidades.

transporte coletivo de São José dos Campos
Foto: Terminal Central de São José dos Campos. Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News/Arquivo)

Perguntas frequentes sobre estado de greve dos ônibus no Vale do Paraíba

Os ônibus estão em greve no Vale do Paraíba?

Não. De acordo com Ronaldo Costa, não há greve decretada. A categoria está em estado de greve, que é uma etapa de alerta antes de eventual paralisação.

Quais cidades podem ser afetadas?

São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava fazem parte da negociação do setor urbano citada pelo Sindicato dos Condutores.

Quando pode haver atraso nos ônibus?

Pode haver atraso na saída dos ônibus a partir de terça-feira, 23 de junho, caso a reunião de segunda-feira com as empresas não avance.

Qual reajuste as empresas ofereceram?

Ronaldo Costa afirmou que as empresas ofereceram 4,20%, percentual formado por 4,11% do INPC mais 0,09% de aumento real.

O que os trabalhadores pedem?

Os trabalhadores cobram aumento real, manutenção dos direitos da convenção coletiva e valorização de motoristas, cobradores e demais funcionários do transporte.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.