Sem nova proposta, motoristas e cobradores marcam assembleia sobre greve em São José, Jacareí, Taubaté e Caçapava

Motoristas e cobradores marcam assembleia sobre greve de ônibus de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava. As assembleias ocorrerão na sexta-feira (26), às 10h e às 15h30, para decidir os próximos passos da campanha salarial e uma possível greve. O prazo dado às empresas terminou às 16h desta terça-feira (23) sem uma proposta capaz de encerrar o impasse. Antes da votação, o sindicato fará atos de informação nas rodoviárias na quarta-feira (24) e nas garagens na quinta-feira (25/06), quando pode haver atraso na saída dos ônibus. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Os trabalhadores permanecem em estado de greve, mas ainda não aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado. Os ônibus continuam em operação, e uma eventual greve dependerá da decisão da categoria nas assembleias convocadas pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.

Ronaldo Costa, presidente da entidade, afirmou em entrevista ao Vale 360 News que houve uma pequena mudança na posição das empresas, mas sem avanço suficiente para que o sindicato levasse uma proposta aos trabalhadores.

“Nós aguardamos hoje até as 16 horas para ter uma resposta positiva. Não avançou”, afirmou Ronaldo Costa.

O dirigente pediu compreensão aos passageiros das quatro cidades e declarou que o sindicato tentou evitar impactos no transporte coletivo durante as negociações.

Como mostrou o Vale 360 News, as empresas tinham até as 16h desta terça-feira para formalizar uma nova proposta. O prazo terminou sem solução para a campanha salarial.

O que significa o estado de greve dos motoristas e cobradores?

O estado de greve é uma etapa de mobilização anterior à paralisação formal. A categoria mantém o trabalho, mas sinaliza que poderá adotar atos mais fortes caso as negociações não apresentem resultado.

Isso significa que os ônibus não estão automaticamente parados em São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava. A operação pode sofrer impacto por causa de reuniões ou atos nas garagens, mas a greve por tempo indeterminado ainda precisa de aprovação em assembleia.

O sindicato declarou que deseja avisar os passageiros com antecedência. A entidade distribuirá uma carta aberta para apresentar a pauta dos trabalhadores, explicar o impasse com as empresas e detalhar o risco de paralisação.

O portal já explicou a diferença entre estado de greve, mobilização e greve formal no transporte coletivo.

Quando ocorrerão os atos do Sindicato dos Condutores?

O primeiro ato está previsto para quarta-feira, 24 de junho. Representantes sindicais irão às rodoviárias das quatro cidades para entregar materiais aos trabalhadores e aos passageiros.

Na quinta-feira, 25 de junho, a mobilização chegará às portas das garagens das empresas de ônibus. Ronaldo Costa admitiu a possibilidade de problemas na saída dos veículos durante o contato com os funcionários.

O sindicato não informou o horário de cada visita nem quais garagens receberão os primeiros atos. Passageiros que dependem das viagens iniciais devem acompanhar as atualizações antes de sair de casa.

Data Ação anunciada Possível impacto
Quarta-feira, 24 de junho Entrega de carta aberta nas rodoviárias Sem paralisação confirmada
Quinta-feira, 25 de junho Atos nas portas das garagens Possível atraso na saída dos ônibus
Sexta-feira, 26 de junho Assembleias às 10h e às 15h30 Decisão sobre os próximos passos e possível greve

Os ônibus podem parar na quinta-feira?

O sindicato não confirmou uma greve para quinta-feira. A entidade informou que a presença dos dirigentes nas garagens pode afetar a saída dos veículos, conforme a adesão dos trabalhadores e o tempo necessário para os atos.

Um atraso no começo da operação pode aumentar o intervalo entre os ônibus, ampliar a espera nos pontos e causar reflexos ao longo da manhã. A dimensão do impacto só poderá ser conhecida após o início das mobilizações.

Ronaldo Costa afirmou que o objetivo do sindicato não é prejudicar os passageiros, mas pressionar as empresas por uma proposta que valorize a categoria.

“Nós queremos a população do lado do trabalhador, porque a causa é justa”, declarou o presidente do sindicato.

O que será decidido nas assembleias de sexta-feira?

Os trabalhadores avaliarão o resultado das negociações e decidirão quais medidas o sindicato deverá adotar. Entre as possibilidades está a aprovação de uma greve no transporte coletivo das quatro cidades.

As reuniões ocorrerão às 10h e às 15h30, na sede e nas subsedes do Sindicato dos Condutores. Os dois horários permitem a participação de funcionários de turnos diferentes.

Caso a categoria aprove uma paralisação, o sindicato ainda deverá cumprir os procedimentos formais e comunicar as empresas e a população. Por isso, a aprovação não significa que todos os ônibus deixarão de circular logo após a assembleia.

O Vale 360 News já mostrou que motoristas e cobradores aprovaram o estado de greve após o impasse salarial.

Quais são as reivindicações dos motoristas e cobradores?

A campanha salarial cobra reajuste acima da inflação, valorização dos salários e melhorias nos benefícios. A categoria também defende avanços na cesta básica, no ticket de alimentação, na participação nos lucros e em cláusulas sociais.

A proposta conhecida antes do fim do prazo previa reajuste total de 4,20%. O percentual reunia o índice inflacionário de 4,11% e ganho real de 0,09 ponto percentual. Os trabalhadores apresentaram pedido de reposição do índice mais 6% de aumento real.

Ronaldo afirmou que as empresas mudaram parte da proposta durante as conversas, mas o resultado permaneceu abaixo do necessário para uma votação.

“A gente precisa valorizar o salário dos trabalhadores. Nós precisamos valorizar a cesta básica”, disse.

A pauta não envolve apenas motoristas e cobradores. A campanha também alcança outros funcionários das empresas de transporte urbano abrangidos pela representação sindical.

Por que São José, Jacareí, Taubaté e Caçapava estão na mesma negociação?

O Sindicato dos Condutores busca uma convenção coletiva para os trabalhadores das empresas que operam nas quatro cidades. A Busvale representa o setor patronal nas negociações regionais.

Cada município possui contratos, empresas, frotas e formas de financiamento diferentes. Essas diferenças podem dificultar uma proposta única, pois as concessionárias apresentam situações econômicas e operacionais distintas.

O sindicato já admitiu a possibilidade de acordos separados por cidade caso a negociação regional não produza resultado. Até agora, porém, a prioridade continua em uma solução conjunta.

Em março, a Busvale pediu recomposição do equilíbrio financeiro dos contratos do transporte coletivo e citou o aumento dos custos do setor.

Qual é o papel das prefeituras na campanha salarial?

As prefeituras não definem diretamente os salários dos trabalhadores das empresas privadas, mas administram os contratos do transporte coletivo, fiscalizam os serviços e tratam de subsídios ou compensações financeiras.

Ronaldo Costa defendeu uma participação maior do poder público no diálogo. Segundo ele, as administrações municipais serão cobradas pela população caso o serviço sofra paralisação.

O sindicato informou que terá uma reunião com o prefeito de Jacareí, Celso Florêncio, nesta quarta-feira. O objetivo será apresentar o andamento das negociações e explicar o risco de impacto no transporte da cidade.

Segundo Ronaldo, as prefeituras de Jacareí e São José dos Campos mantiveram contato com o sindicato durante a campanha. A entidade também procurou representantes das outras cidades.

O que a Busvale disse sobre a falta de acordo?

O Vale 360 News procurou a Busvale antes do fim do prazo concedido às empresas. A associação informou que não se manifestaria sobre o assunto naquele momento.

O espaço permanece aberto para que a entidade apresente a posição das empresas, os índices discutidos e uma eventual nova proposta.

As críticas feitas pelo presidente do sindicato representam a posição dos trabalhadores. A definição sobre a greve caberá à categoria nas assembleias de sexta-feira.

Como os passageiros devem se preparar?

Não há greve confirmada neste momento. Mesmo assim, os usuários devem prestar atenção aos comunicados sobre os atos de quinta-feira e à decisão das assembleias de sexta.

Quem usa as primeiras viagens do dia pode reservar tempo adicional para o deslocamento na quinta-feira, principalmente nas linhas que partem das garagens incluídas na mobilização.

O passageiro também deve consultar os canais das empresas e das prefeituras antes de compromissos como trabalho, escola, consultas e viagens intermunicipais.

O Vale 360 News acompanhará as mobilizações, a assembleia e qualquer alteração na operação dos ônibus.

motoristas e cobradores marcam assembleia sobre greve
Terminal Central de São José dos Campos. Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Perguntas frequentes sobre a assembleia e a possível greve dos ônibus

Os motoristas e cobradores já estão em greve?

Não. A categoria está em estado de greve, mas os trabalhadores ainda não aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado.

Quando serão as assembleias dos trabalhadores?

As assembleias ocorrerão na sexta-feira, 26 de junho, às 10h e às 15h30.

Quais cidades podem ter impacto no transporte?

A campanha salarial abrange São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava.

Os ônibus podem atrasar na quinta-feira?

Sim. O sindicato prevê atos nas portas das garagens e admite possível atraso na saída dos veículos, mas não confirmou greve para quinta-feira.

O que os trabalhadores reivindicam?

A categoria cobra reajuste acima da inflação, valorização salarial e melhorias em benefícios como cesta básica, alimentação e participação nos lucros.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.