A assembleia decide o futuro da greve da Urbam em São José dos Campos nesta quarta-feira (24/06), após uma audiência sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. De acordo com o SEAAC, a empresa não apresentou proposta nesta terça-feira (23/06), e os trabalhadores terão de escolher entre a continuidade da paralisação ou a suspensão do movimento até o julgamento do dissídio coletivo. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A audiência ocorreu de forma presencial, às 15h, no TRT-15. A Urbam, o Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de São José dos Campos e Região, o Município e o Ministério Público do Trabalho participaram do ato.
A ata classificou as partes como “inconciliadas”, expressão que indica a ausência de acordo naquele momento. O tribunal determinou o envio do processo ao relator para o prosseguimento do dissídio coletivo, com pedido de análise urgente.
O SEAAC afirmou que apresentou defesa e documentos para sustentar a legalidade da greve e as reivindicações dos funcionários. A ata da audiência não detalha o conteúdo dessas provas, que fazem parte dos autos do processo.
O Vale 360 News mostrou que os trabalhadores da Urbam retomaram a greve em 10 de junho, após a categoria rejeitar o resultado de uma nova tentativa de negociação.
O que aconteceu na audiência da greve da Urbam no TRT?
A audiência desta terça-feira terminou sem conciliação. De acordo com a manifestação divulgada pelo SEAAC, a Urbam não apresentou uma proposta capaz de encerrar o conflito.
A ata oficial não descreve valores ou condições oferecidas pela empresa. O documento registra apenas que as partes não chegaram a um acordo e que o sindicato aceitou levar à categoria a possibilidade de suspensão temporária da greve.
A Urbam aparece como autora do dissídio coletivo de greve, enquanto o SEAAC consta como parte sindical. O Município de São José dos Campos participa como terceiro interessado.
O desembargador Wilton Borba Canicoba presidiu a audiência. A juíza auxiliar Ana Cláudia Pires Ferreira de Lima e o procurador do Trabalho Luciano Zanchettin Michelon também participaram.
O que significa a falta de conciliação?
A ausência de conciliação significa que empresa e sindicato não construíram uma solução comum durante a audiência. Com isso, o tribunal deverá analisar o processo e decidir as questões apresentadas pelas partes.
O julgamento pode avaliar pontos ligados à greve, à pauta econômica e aos dias de paralisação. A ata informa que a forma de tratamento dos dias parados ficará para a decisão dos processos.
A inexistência de acordo não encerra a possibilidade de uma nova negociação. Empresa e sindicato ainda podem apresentar propostas antes do julgamento, caso exista interesse das duas partes.
O que os trabalhadores decidirão na assembleia de quarta-feira?
Os funcionários decidirão se mantêm a greve ou se suspendem a paralisação até o julgamento do dissídio coletivo. O sindicato não informou, no material enviado à reportagem, o horário e o local da assembleia.
A ata registra que o SEAAC se comprometeu a tentar a suspensão do movimento. A decisão, porém, cabe aos trabalhadores reunidos em assembleia.
Caso a categoria aprove a suspensão, os funcionários deverão retornar às atividades enquanto aguardam a análise do tribunal. O estado de mobilização poderá continuar, mesmo sem a paralisação dos serviços.
Caso os trabalhadores rejeitem a suspensão, a greve poderá continuar. Nesse cenário, o tribunal ainda poderá analisar pedidos da empresa, do sindicato e do Ministério Público do Trabalho.
A assembleia pode encerrar a greve de forma definitiva?
Os trabalhadores podem aprovar a suspensão, a manutenção ou o encerramento do movimento, conforme as opções apresentadas pelo sindicato. A nota do SEAAC cita, neste momento, duas possibilidades: continuidade ou suspensão até o julgamento.
A suspensão não representa a retirada da pauta. Os pedidos dos funcionários permanecem no processo e serão analisados pelo TRT-15.
Em abril, a categoria também aprovou o fim de uma paralisação após dez dias de greve, mas manteve a expectativa por uma proposta relacionada a salários e benefícios.
Quais reivindicações fazem parte da greve da Urbam?
As reivindicações apresentadas pelo sindicato ao longo da mobilização incluem reajuste do vale-alimentação, progressão salarial, participação nos lucros e resultados, adicional de insalubridade e questões relacionadas ao convênio médico.
O SEAAC afirma que trabalhadores de setores como coleta, varrição, obras e serviços ligados à saúde possuem demandas sobre o adicional de insalubridade. A entidade também cobra o pagamento de diferenças relacionadas à progressão salarial.
O portal detalhou as cinco pautas centrais apresentadas pelos trabalhadores da Urbam durante a primeira paralisação do ano.
Na retomada da greve, em junho, o sindicato apontou como um dos principais impasses a forma de pagamento de valores relacionados ao adicional de insalubridade. A entidade criticou a possibilidade de parcelamento por um período de dez anos.
Por que o caso chegou ao Tribunal Regional do Trabalho?
O dissídio coletivo permite que o Tribunal do Trabalho analise um conflito que não teve solução direta entre a empresa e a representação dos funcionários.
A Urbam apresentou o processo em abril, no início da primeira greve de 2026. Desde então, o TRT-15 realizou audiências e definiu prazos para que as partes apresentassem documentos, estudos e posicionamentos.
Em uma audiência anterior, o TRT deu dez dias para a Urbam apresentar um estudo sobre o impacto do INPC nos salários e no vale-refeição.
O encaminhamento não resultou em acordo definitivo. Os trabalhadores retomaram a paralisação após uma nova audiência, em junho, e o processo voltou ao tribunal.
Quem decidirá o processo da Urbam?
O processo seguirá para o desembargador relator Orlando Amâncio Taveira. Caberá ao colegiado competente do TRT-15 analisar o dissídio e proferir a decisão.
O Ministério Público do Trabalho atua no processo e manifestou concordância com o envio dos autos ao relator e com a tentativa de suspensão da greve por decisão da assembleia.
A ata solicitou urgência no prosseguimento. O documento não apresenta uma data para o julgamento.
Como a greve da Urbam afeta São José dos Campos?
A Urbam presta serviços de limpeza urbana, coleta seletiva, manutenção e apoio a obras públicas. Por isso, uma paralisação pode afetar diferentes regiões da cidade.
Na greve iniciada em abril, o sindicato apontou impacto sobre a coleta de recicláveis e frentes de obras. A empresa adotou um plano de contingência e afirmou que buscava manter os serviços considerados essenciais.
A reportagem sobre o impacto da greve da Urbam na coleta seletiva e em obras públicas mostrou os primeiros reflexos do movimento na rotina municipal.
Em manifestações anteriores, a Urbam afirmou que a paralisação prejudicava a população e questionou a forma de condução do movimento. O sindicato, por outro lado, sustenta que a greve resulta da falta de avanço nas negociações.
O que acontece depois da assembleia dos trabalhadores?
O SEAAC deverá comunicar ao TRT-15, à Urbam e aos funcionários o resultado da assembleia. A decisão terá efeito direto sobre os serviços municipais a partir de quarta-feira.
Se a categoria suspender a greve, o processo continuará sem paralisação até o julgamento ou até um possível acordo. Se a categoria mantiver o movimento, o tribunal poderá analisar novas solicitações relacionadas à continuidade dos serviços e aos limites da greve.
A decisão judicial também deverá abordar a pauta reivindicatória e a situação dos dias parados, conforme o registro da audiência.
O Vale 360 News acompanhará a assembleia e atualizará a reportagem após a decisão dos trabalhadores.
Os desdobramentos do processo e as manifestações das partes também terão cobertura no canal do Vale 360 News no YouTube.
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Perguntas frequentes sobre a assembleia e a greve da Urbam
Houve acordo entre a Urbam e o sindicato no TRT?
Não. A ata da audiência registra que as partes permaneceram inconciliadas.
Quando ocorrerá a assembleia dos trabalhadores da Urbam?
A assembleia está marcada para esta quarta-feira, 24 de junho de 2026.
O que os trabalhadores decidirão na assembleia?
A categoria decidirá entre a continuidade da greve e a suspensão do movimento até o julgamento do processo.
A Urbam apresentou uma proposta de acordo?
De acordo com o SEAAC, a Urbam não apresentou proposta na audiência. A ata oficial não registra valores ou condições de acordo.
Quando o TRT julgará a greve da Urbam?
A ata não informa uma data. O processo seguirá para o relator, com pedido de prosseguimento urgente.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

