Greve da Urbam continua em São José dos Campos e empresa aponta adesão de 200 funcionários

Greve da Urbam continua em São José dos Campos. Os trabalhadores decidiram manter a paralisação nesta quarta-feira (24/06), após uma audiência no TRT-15 terminar sem acordo. A empresa afirma que 200 dos mais de 4.100 funcionários aderiram ao movimento, que acolheu 73% das reivindicações e que os serviços essenciais operam normalmente; o sindicato fará um ato na Câmara Municipal nesta quinta-feira (25/06). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A continuidade da greve foi aprovada em assembleia promovida pelo SEAAC após a audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (23/06), no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. O sindicato havia assumido o compromisso de consultar os trabalhadores sobre uma possível suspensão da paralisação até o julgamento do dissídio coletivo.

A categoria rejeitou a suspensão e decidiu manter o movimento. A Urbam, por outro lado, lamentou a escolha e declarou que apresentou propostas compatíveis com a situação financeira da empresa municipal.

Greve da Urbam continua em São José dos Campos: Quantos funcionários aderiram à paralisação?

A Urbam afirma que a paralisação tem a participação de 200 colaboradores entre os mais de 4.100 funcionários da empresa. O número representa cerca de 4,9% do quadro informado pela própria Urbanizadora Municipal.

Esse balanço faz parte da nota oficial divulgada após a assembleia. A empresa classificou a adesão como baixa e declarou que todos os serviços essenciais continuam com atendimento integral à população.

O número de participantes e a avaliação sobre o funcionamento dos serviços são posições apresentadas pela Urbam. O sindicato não informou, no material enviado à reportagem, um balanço próprio sobre a adesão nesta quarta-feira.

Os serviços da Urbam foram afetados pela greve?

A empresa sustenta que os serviços essenciais operam normalmente. A nota não aponta atrasos, suspensões ou alterações nos atendimentos prestados à população.

O impacto pode variar conforme a adesão em cada setor e o plano adotado pela Urbam. Moradores devem acompanhar os canais oficiais para verificar eventuais mudanças em coletas, limpeza urbana ou outros serviços sob responsabilidade da empresa.

Em uma paralisação anterior, o sindicato relatou impacto sobre a coleta seletiva e obras públicas. A empresa contestou a extensão dos efeitos e afirmou que adotou medidas para preservar os serviços. A cobertura daquele episódio está na reportagem sobre os efeitos da greve da Urbam sobre a coleta seletiva e obras municipais.

O que a Urbam disse sobre as propostas apresentadas?

A Urbam declarou que a audiência de conciliação terminou sem acordo, apesar de a empresa ter acolhido 73% do pleito dos trabalhadores. A nota não detalha quais reivindicações formam esse percentual nem quais pontos permaneceram sem atendimento.

A empresa também afirmou que abriu espaço para diálogo com os representantes sindicais em sua sede. Segundo a nota, o SEAAC recusou as propostas apresentadas, que, na avaliação da Urbam, respeitam a realidade financeira atual da instituição.

Com o fim da audiência sem conciliação, o dissídio coletivo seguirá para julgamento pelo colegiado do TRT-15. Ainda não existe data divulgada para essa análise.

O que significa o percentual de 73% citado pela empresa?

O percentual representa a avaliação da Urbam sobre a parcela do conjunto de pedidos que recebeu acolhimento durante as negociações. Sem a publicação de uma tabela comparativa, não é possível identificar o peso financeiro ou trabalhista de cada item.

Uma negociação pode incluir demandas com impactos diferentes. Um item administrativo e um benefício com efeito direto no salário, por exemplo, podem aparecer como dois pontos distintos, apesar de terem importância econômica desigual.

Por isso, o percentual apresentado pela empresa deve ser analisado ao lado das reivindicações que ainda impedem o acordo e da avaliação dos trabalhadores reunidos na assembleia.

Por que os trabalhadores decidiram manter a greve?

A categoria considerou que ainda não existe uma proposta suficiente para encerrar a paralisação. Entre os principais pedidos estão o aumento do vale-refeição de cerca de R$ 27 para R$ 33 e assistência médica sem coparticipação para funcionários com salários de até R$ 5 mil.

Os trabalhadores também apresentam demandas relacionadas ao pagamento de adicionais trabalhistas. O adicional de insalubridade aparece entre os principais pontos de conflito nas negociações anteriores.

A atual greve começou em 10 de junho, após outro impasse entre o sindicato e a Urbam. Veja a reportagem sobre o momento em que os trabalhadores retomaram a greve em São José dos Campos.

O que ocorreu na audiência do TRT-15?

A audiência desta terça-feira terminou sem uma solução aceita pelas duas partes. O sindicato concordou em apresentar à assembleia a possibilidade de suspensão do movimento até o julgamento do dissídio coletivo.

Os trabalhadores analisaram essa alternativa na manhã de quarta-feira e votaram pela continuidade da greve. Assim, a paralisação permanece enquanto o processo segue no tribunal e não surge um novo acordo entre as partes.

A situação anterior à votação foi detalhada na matéria sobre a audiência sem acordo no TRT e a convocação da assembleia.

Quando o dissídio coletivo será julgado?

O TRT-15 ainda não marcou a data do julgamento. O processo deverá passar pela análise do colegiado responsável pelo conflito coletivo.

O tribunal poderá examinar cláusulas econômicas, benefícios e outros pontos da negociação. A decisão judicial não impede que empresa e sindicato retomem o diálogo e apresentem um acordo antes do julgamento.

Como será a manifestação na Câmara Municipal?

O SEAAC informou que os trabalhadores farão uma manifestação nesta quinta-feira (25/06) e seguirão até a Câmara Municipal de São José dos Campos. O objetivo é realizar um ato e buscar uma reunião com representantes do Legislativo.

O sindicato afirma que protocolou um pedido de atendimento na semana passada. A categoria espera apresentar as reivindicações aos vereadores e pedir apoio para a abertura de uma nova etapa de negociação.

O horário e o trajeto completo da manifestação não foram informados. A Câmara também não confirmou, até o momento relatado pela categoria, se receberá uma comissão de trabalhadores.

Por que a categoria procura os vereadores?

A Urbam é uma empresa municipal, e os trabalhadores buscam ampliar o debate político sobre o impasse. Embora a negociação trabalhista tenha como partes diretas a empresa e o sindicato, os efeitos do conflito podem alcançar serviços públicos e a rotina dos moradores.

Os vereadores podem ouvir os representantes, solicitar informações e promover debates. A Câmara não substitui o TRT nem possui poder para impor um acordo trabalhista.

Esta é a primeira greve da Urbam em 2026?

Não. Os trabalhadores já haviam realizado uma paralisação em abril por causa de divergências sobre salários, benefícios, assistência médica, progressão e adicionais.

Aquele movimento terminou após dez dias, quando a categoria aprovou o retorno ao trabalho enquanto aguardava uma nova proposta. A retomada das negociações não produziu uma solução definitiva, e os funcionários voltaram à greve em junho.

O histórico pode ser consultado na reportagem sobre o fim da primeira paralisação da Urbam após dez dias.

Quais são as versões apresentadas pelas partes?

O sindicato afirma que as reivindicações centrais ainda não receberam uma resposta capaz de encerrar o conflito. Por essa razão, os trabalhadores reunidos em assembleia aprovaram a manutenção da greve.

A Urbam afirma que acolheu 73% do pleito, ofereceu diálogo aos representantes sindicais e apresentou propostas compatíveis com sua capacidade financeira. A empresa também diz que apenas 200 funcionários aderiram e que os serviços essenciais funcionam normalmente.

As duas versões mostram que o principal impasse não se limita à existência de propostas, mas envolve a avaliação sobre o alcance das medidas, o impacto financeiro e a importância dos pontos ainda sem consenso.

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Greve da Urbam continua em São José dos Campos

Perguntas frequentes sobre a greve da Urbam em São José dos Campos

A greve da Urbam continua em São José dos Campos?

Sim. Os trabalhadores aprovaram a continuidade da greve em assembleia realizada nesta quarta-feira, após a audiência no TRT-15 terminar sem acordo.

Quantos funcionários aderiram à paralisação?

A Urbam afirma que 200 dos mais de 4.100 funcionários participam do movimento. O sindicato não apresentou um balanço próprio no material enviado à reportagem.

Quantas reivindicações foram aceitas pela empresa?

A Urbam declara que acolheu 73% do pleito dos trabalhadores, mas a nota não detalha os itens incluídos nesse percentual.

Os serviços essenciais continuam funcionando?

A Urbam afirma que todos os serviços essenciais operam normalmente e que o atendimento à população permanece integral.

Quando ocorrerá a manifestação na Câmara?

O sindicato prevê uma manifestação nesta quinta-feira, 25 de junho, com deslocamento dos trabalhadores até a Câmara Municipal.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.