A Polícia Civil ouviu Anderson Saldanha Guedes, de 37 anos, em Jacareí, apontado pela investigação como autor dos tiros que mataram o ex-sogro, Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, e atingiram a ex-noiva, de 38 anos. Policiais da DIG transferiram Anderson de Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais, para Jacareí na noite de sexta-feira (21/08). A Justiça já decretou a prisão preventiva. A mulher permanece internada na Santa Casa de Jacareí, sem previsão de alta, com um projétil alojado no pescoço. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Como Anderson Saldanha Guedes chegou a Jacareí?
Policiais da Delegacia de Investigações Gerais de Jacareí buscaram Anderson Saldanha Guedes em Minas Gerais e fizeram a transferência para o município paulista na sexta-feira. Após a chegada, o preso passou pela Delegacia de Defesa da Mulher de Jacareí, onde foi ouvido, e depois seguiu para a carceragem do 1º Distrito Policial.
A transferência ocorreu um dia depois da prisão de Anderson Saldanha Guedes em Passa Quatro. As forças de segurança localizaram o investigado no Sul de Minas após troca de informações entre a Polícia Militar de São Paulo, a DIG de Jacareí e policiais mineiros.
Anderson estava fora de Jacareí desde a noite de terça-feira (18/08), data do ataque. A investigação identificou seu deslocamento após os disparos e concentrou esforços na localização do suspeito. A ação policial terminou com a prisão na quinta-feira (20/08).
O que a Polícia Civil busca esclarecer no depoimento?
O depoimento integra o inquérito aberto para apurar o homicídio de Carlos Inácio da Silva e a tentativa de feminicídio contra a filha dele. A Polícia Civil busca confrontar a versão de Anderson com depoimentos de testemunhas, vestígios recolhidos no imóvel e outras informações reunidas desde o crime.
Uma das linhas centrais do caso envolve a divisão de um imóvel adquirido durante o relacionamento. O boletim de ocorrência detalhou o conflito sobre a partilha de bens e registrou que o casal manteve relacionamento por cerca de seis anos. A separação ocorreu em 27 de julho.
Segundo o registro policial, a ex-noiva e o pai dela foram ao imóvel para conversar sobre a divisão da propriedade. Durante o encontro, Anderson teria deixado o local onde o grupo conversava, buscado uma arma e retornado. Testemunhas relataram os disparos contra Carlos e contra a mulher.
A Polícia Civil registrou a morte de Carlos como homicídio consumado e o ataque contra a filha dele como tentativa de feminicídio. A investigação reúne elementos para esclarecer a sequência dos tiros, a motivação e as circunstâncias que antecederam o crime.
O que significa a prisão preventiva decretada pela Justiça?
A prisão preventiva mantém Anderson sob custódia por ordem judicial durante esta fase da apuração. A medida tem caráter cautelar e não representa condenação. A Polícia Civil conduz o inquérito e reúne provas, depoimentos, laudos e demais elementos que serão analisados pelo Ministério Público e pela Justiça.
Com a transferência para Jacareí, o investigado fica à disposição das autoridades responsáveis pelo caso. A presença dele na cidade facilita atos do inquérito.
A investigação também busca esclarecer informações ligadas à arma usada no ataque. O trabalho policial inclui análise das declarações já prestadas por familiares e dos vestígios encontrados no local do crime.
Qual é o estado de saúde da ex-noiva de Anderson?
A mulher, de 38 anos, permanece internada na Santa Casa de Jacareí. Até a manhã deste sábado, não havia previsão de alta. Ela tem um projétil alojado no pescoço e segue sob cuidados médicos.
A vítima recebeu socorro após o ataque de terça-feira. A primeira reportagem sobre o homicídio e a tentativa de feminicídio em Jacareí mostrou que equipes de emergência levaram a mulher para a Santa Casa após os disparos.
O estado de saúde dela segue como um dos pontos acompanhados desde o crime. Qualquer decisão sobre alta hospitalar depende da avaliação da equipe médica responsável pelo atendimento.
Para moradores de Jacareí, casos de ameaça, agressão, perseguição ou violência doméstica exigem comunicação rápida às forças de segurança. Em situação de emergência, a Polícia Militar atende pelo 190. A Central de Atendimento à Mulher recebe relatos e orienta vítimas pelo número 180.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


