Justiça manda prender três guardas civis por suspeita de tortura contra mulher em Caraguatatuba

Justiça manda prender três guardas civis por suspeita de tortura contra mulher em Caraguatatuba, durante abordagem. A Justiça determinou as prisões por 30 dias após pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. Os agentes já estavam afastados de suas funções por decisão da Prefeitura. O caso corre sob segredo de Justiça. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O que levou à prisão dos três guardas de Caraguatatuba?

A Polícia Civil já apurava a conduta dos três agentes após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. As imagens registram parte de uma abordagem contra uma mulher e mostram uma agressão durante a ocorrência.

No vídeo, a moradora conversa com um guarda municipal e participa de uma ligação telefônica com outra pessoa. Após o fim da chamada e uma interação entre essa pessoa e o agente, ocorre a agressão registrada pelas imagens.

Segundo a apuração policial, os três guardas também teriam entrado na residência da mulher sem autorização judicial. A Polícia Civil passou a analisar o episódio sob a suspeita de tortura física e psicológica.

A prisão temporária tem prazo inicial de 30 dias. A medida busca preservar a coleta de provas e evitar interferências na apuração. Prisão temporária não representa condenação. A responsabilidade criminal dos agentes depende do resultado do inquérito, de eventual acusação formal e da análise da Justiça.

Por que a Justiça determinou a prisão temporária dos agentes?

Na decisão, o juiz apontou risco de interferência dos guardas na apuração caso eles permanecessem em liberdade. O magistrado citou indícios de influência ligada às funções exercidas pelos agentes, tentativa de obtenção de depoimentos falsos e risco de intimidação da vítima.

A decisão também considerou o risco de interferência na produção das provas. Com base nesses elementos, a Justiça aceitou o pedido apresentado pela Polícia Civil após manifestação favorável do Ministério Público.

O que a Polícia Civil busca nas casas ligadas aos guardas?

A Justiça também autorizou buscas em endereços relacionados aos três agentes. Até a publicação desta reportagem, as autoridades não divulgaram um balanço sobre materiais ou equipamentos apreendidos.

Buscas desse tipo permitem a coleta de itens relacionados aos fatos sob apuração, desde que dentro dos limites fixados pela ordem judicial. A análise do material recolhido cabe à Polícia Civil.

O vídeo que circulou nas redes sociais integra o conjunto de elementos que levou à abertura da apuração. A polícia também analisa os relatos envolvidos no episódio e as circunstâncias da entrada dos agentes na residência.

O que a Prefeitura de Caraguatatuba fez após a divulgação do vídeo?

A Prefeitura de Caraguatatuba afastou preventivamente os três guardas antes das prisões deste sábado. Dois ocupavam cargos comissionados. O terceiro era servidor efetivo, segundo informação divulgada pela administração municipal no início da semana.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana também instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos servidores. A sindicância administrativa e o inquérito da Polícia Civil seguem caminhos distintos. Uma apura eventual responsabilidade funcional dentro da administração municipal. A outra apura eventual responsabilidade criminal.

A Prefeitura afirmou que não compactua com condutas irregulares de servidores públicos e que trata denúncias contra agentes municipais com seriedade.

O que dizem as defesas dos três guardas presos?

O Vale 360 News tenta localizar os advogados responsáveis pela defesa dos três guardas civis presos. A reportagem será atualizada caso haja manifestação.

tortura contra mulher em Caraguatatuba
Foto: Reprodução

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO LITORAL

Links recomendados

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA

Siga nosso Instagram

Leia também

Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.