A Polícia Civil rastreou os suspeitos do homicídio de Evandro Luiz Prudente, de 33 anos, desde a academia na Avenida Rui Barbosa, em São José dos Campos, até Itatiaia, no Rio de Janeiro, após identificar uma motocicleta preta, localizar imagens da troca de veículo e acompanhar um carro branco pela Via Dutra. Três investigados foram presos em flagrante na terça-feira (25/08), poucas horas após o crime, com apoio de policiais militares do 37º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O relato da Delegacia de Homicídios detalha uma sequência de diligências que começou no local do crime e avançou por imagens de câmeras, identificação de veículos e troca de informações entre forças de segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro. O ponto central da apuração foi manter a identificação dos suspeitos mesmo após o abandono da motocicleta usada na primeira parte da fuga.
O crime ocorreu dentro de uma academia na zona norte de São José dos Campos. O homicídio dentro da academia em São José dos Campos ocorreu por volta das 13h55. Evandro estava na recepção quando um homem entrou no local e efetuou diversos disparos.
Como a polícia começou a rastrear os suspeitos do homicídio na academia?
As primeiras diligências indicaram que os envolvidos deixaram a região em uma motocicleta preta. A equipe da Delegacia de Homicídios passou a buscar registros capazes de mostrar a saída da academia e o caminho adotado logo após os tiros.
Os investigadores localizaram a motocicleta após o abandono do veículo. Essa etapa abriu uma nova frente de análise. Os policiais buscaram câmeras próximas ao ponto onde a moto ficou e obtiveram imagens dos suspeitos após deixarem o veículo.
O trabalho permitiu preservar a sequência da fuga. Mesmo sem a motocicleta, a polícia manteve uma referência visual dos homens e procurou registros posteriores.
O monitoramento do CSI após o homicídio na academia também integrou essa reconstrução. Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Centro de Segurança e Inteligência e Polícia Rodoviária Federal deram apoio às diligências iniciais, de acordo com a Delegacia de Homicídios.

Como os investigadores identificaram o carro usado na segunda parte da fuga?
Novas imagens mostraram os suspeitos dentro de um veículo branco. A partir desse registro, os investigadores concentraram a busca no automóvel e identificaram seu deslocamento para fora de São José dos Campos.
Segundo a Polícia Civil, o carro seguiu em direção ao Rio de Janeiro. A equipe acompanhou o trajeto e identificou a aproximação com a região de Itatiaia.
A troca da motocicleta pelo automóvel representa um ponto importante na investigação. Em casos com mudança de veículo, as equipes precisam ligar imagens de locais diferentes à mesma sequência de deslocamento. Neste caso, os registros após o abandono da moto permitiram associar os homens ao carro branco.
Por que a Polícia Civil acionou policiais de Itatiaia?
A Delegacia de Homicídios já mantinha contato com policiais militares da região de Itatiaia por causa de outra investigação de São José dos Campos. Em maio de 2026, integrantes das forças de segurança do Rio prestaram apoio em diligências relacionadas ao caso de Thalita de Arantes Lima.
Thalita, de 41 anos, foi encontrada morta em São José dos Campos em 4 de maio. O caso passou a ser tratado como feminicídio. Durante aquela investigação, a polícia identificou deslocamentos pelo Rio de Janeiro e buscou apoio na região de Itatiaia e Resende. O Vale 360 News publicou os detalhes do interrogatório no caso Thalita, que citou passagens por Itatiaia e Resende.
Com esse contato já estabelecido, os investigadores de São José dos Campos acionaram policiais do Grupamento de Ações Táticas do 37º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Resende. A equipe recebeu os dados do veículo e efetuou a abordagem em Itatiaia.
Onde os três investigados foram presos?
Policiais militares do Rio de Janeiro, do Grupamento de ações Táticas do 37° Batalhão de Polícia Militar com Sede na cidade de Resende, interceptaram o veículo na região de Itatiaia, na Rodovia Presidente Dutra. Três homens estavam no automóvel e foram encaminhados à delegacia de Resende.
Uma equipe da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos seguiu para o estado do Rio de Janeiro com as provas reunidas durante as primeiras horas da investigação. Os policiais apresentaram os elementos que relacionavam os investigados ao homicídio ocorrido na academia.
Os três foram presos em flagrante. O trio suspeito do homicídio na academia foi localizado em Itatiaia horas depois dos disparos em São José dos Campos.
De onde vieram os veículos usados pelos suspeitos?
A investigação também apurou a origem dos dois veículos associados à fuga. Segundo a Delegacia de Homicídios, a motocicleta havia sido alugada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O carro branco usado na segunda etapa havia sido alugado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Essas informações passaram a integrar o inquérito porque ajudam os policiais a reconstruir a preparação, os deslocamentos e os vínculos entre os investigados. A polícia ainda precisa definir a participação individual de cada preso e esclarecer em que momento cada veículo entrou na sequência do crime.

Quem era Evandro Luiz Prudente?
Evandro Luiz Prudente tinha 33 anos e morava em São José dos Campos havia cerca de um ano, segundo as informações repassadas pela Polícia Civil.
A polícia informou que Evandro tinha registros criminais no Rio Grande do Sul relacionados a homicídio e tráfico de drogas. O histórico entrou na apuração, mas não estabelece a causa do assassinato nem comprova relação entre fatos anteriores e o crime ocorrido em São José dos Campos.
A Delegacia de Homicídios busca informações sobre a rotina recente da vítima, contatos, atividades comerciais e eventuais conflitos. A investigação também procura saber se os responsáveis acompanharam Evandro antes de ele chegar à academia.
O que a esposa de Evandro relatou à polícia?
A esposa informou aos investigadores que Evandro vendia carros pela internet. Segundo o relato dela, ele não mantinha negócios em São José dos Campos e não havia contado sobre ameaças recentes.
Esse depoimento integra uma das frentes usadas pela polícia para reconstruir os últimos dias da vítima. A equipe deve confrontar a versão com registros telefônicos, movimentações financeiras, contatos comerciais, imagens e demais dados obtidos durante o inquérito.
A ausência de uma ameaça relatada à família deixa a motivação em aberto. Até agora, a Polícia Civil não informou a causa do homicídio.
O que falta esclarecer na investigação do homicídio?
A prisão dos três investigados encerrou a etapa inicial de localização dos suspeitos, mas o inquérito ainda precisa responder pontos centrais do caso.
A polícia busca definir quem planejou o crime, qual foi a função de cada investigado, de onde saiu a arma usada contra Evandro, quem contratou os veículos e qual relação existia entre os presos e a vítima.
Também será necessário confrontar os depoimentos dos investigados com as imagens, os dados dos veículos, o trajeto registrado na Dutra e outros elementos técnicos. A motivação permanece sem definição.
O trabalho conjunto entre Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, CSI, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar do Rio permitiu que o rastreamento ultrapassasse os limites de São José dos Campos e chegasse ao Sul Fluminense no mesmo dia do homicídio.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


