Um adolescente de 17 anos investigado por participação em um homicídio ocorrido em junho de 2026 em Caraguatatuba foi apreendido nesta quinta-feira (08/10), durante uma operação da Polícia Civil em um sítio no Bairro Alto, em Natividade da Serra.
O pai dele, de 40 anos, também foi preso no local por força de um mandado de prisão preventiva relacionado a outra investigação, por organização criminosa e estelionato. Na propriedade, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, 124 munições intactas, duas motocicletas com sinais identificadores adulterados e outros objetos.
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A operação começou por volta das 6h e reuniu policiais civis da Delegacia Sede de Caraguatatuba e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião.
As equipes foram até Natividade da Serra para cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar, ordem de internação provisória contra o adolescente e mandado de prisão preventiva contra o pai.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação reuniu elementos que apontam a participação do adolescente em um homicídio ocorrido em Caraguatatuba em junho deste ano.
O caso é apurado, em relação ao menor de idade, como ato infracional análogo a homicídio qualificado.
A identidade do adolescente não pode ser divulgada.
Adolescente tinha ordem de internação provisória
A Polícia Civil informou que representou à Justiça pela internação provisória após reunir elementos sobre a possível participação do adolescente no homicídio.
A medida foi autorizada e passou a integrar a operação desta quinta-feira.
Os policiais localizaram o jovem no sítio do Bairro Alto.
Após o cumprimento da ordem judicial, a previsão apresentada pela Polícia Civil é de encaminhamento do adolescente à Fundação CASA.
A internação provisória não representa condenação definitiva.
O procedimento relacionado ao adolescente ainda seguirá os trâmites previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e ficará sujeito às decisões da Justiça.
A corporação afirma que considera ter avançado no esclarecimento do homicídio, mas também informa que as investigações continuam.
Nota policial não identifica qual homicídio de junho deu origem à operação
O comunicado da Polícia Civil informa apenas que o crime ocorreu em junho de 2026, em Caraguatatuba.
A nota não apresenta a data exata, o bairro ou a identidade da vítima.
Por esse motivo, não é possível relacionar com segurança a operação desta quinta-feira a um homicídio específico já noticiado.
Em 27 de junho, o Vale 360 News publicou que um homem de 30 anos morreu após ser baleado no bairro Travessão, em Caraguatatuba.
Dois dias depois, outro homicídio mobilizou as forças de segurança do município.
Um jovem de 18 anos foi morto a tiros no Jardim Casa Branca.
Não existe, no material divulgado nesta quinta-feira, confirmação de relação da operação com qualquer um desses dois casos.
Pai foi preso por mandado ligado a outra investigação
O pai do adolescente, identificado pela Polícia Civil apenas pelas iniciais R.F.S., tem 40 anos.
Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Caraguatatuba.
A ordem judicial está relacionada, de acordo com a corporação, a uma investigação por organização criminosa e estelionato.
A Polícia Civil não afirma no comunicado que o homem seja investigado pela morte atribuída, em tese, ao adolescente.
Essa distinção é importante para evitar que as duas investigações sejam tratadas como se fossem a mesma.
De acordo com a corporação, o homem tentou escapar pelos fundos da propriedade após perceber a chegada dos policiais.
A equipe conseguiu alcançá-lo e efetuou a prisão.
Pistola calibre .380 será submetida a confronto balístico
Durante as buscas no sítio, os investigadores localizaram uma pistola Taurus calibre .380.
A arma estava municiada e apresentava, conforme a Polícia Civil, sinais de raspagem na numeração.
A pistola será encaminhada à perícia.
Um dos exames previstos é o confronto balístico para verificar se o armamento possui relação com o homicídio investigado em Caraguatatuba.
Até a conclusão do exame, não é possível afirmar que essa pistola foi usada no crime.
A Polícia Civil também recolheu uma grande quantidade de munições.
Foram apreendidas 124 munições intactas dos calibres .38, .22 e .380, além de sete cartuchos deflagrados.
O material deverá passar pelos procedimentos técnicos definidos pela investigação.
Polícia encontrou simulacro, balaclava e seis celulares
A relação de objetos recolhidos no imóvel inclui ainda um simulacro de arma de fogo, uma balaclava, um coldre e uma faca.
Seis aparelhos celulares também foram apreendidos.
Os telefones poderão ser analisados mediante as autorizações e procedimentos legais aplicáveis ao caso.
A operação resultou ainda na apreensão de R$ 2.515 em dinheiro e uma cédula de 20 euros.
A Polícia Civil não atribuiu, no comunicado inicial, uma origem criminosa específica aos valores.
Por isso, a apreensão do dinheiro não permite concluir, isoladamente, que os recursos tenham relação com o homicídio ou com as demais investigações.
Duas motocicletas tinham sinais identificadores adulterados
Os policiais também localizaram duas motocicletas Honda 150.
De acordo com a Polícia Civil, os veículos apresentavam sinais identificadores adulterados.
A apreensão levou a uma nova autuação contra o pai do adolescente.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, ele foi autuado em flagrante, conforme a nota policial, por posse irregular de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A corporação cita o artigo 12 da Lei nº 10.826/2003 e o artigo 311 do Código Penal.
Os veículos e os demais materiais apreendidos permanecerão vinculados aos procedimentos policiais e periciais.
Homem permanece preso e adolescente seguirá para a Fundação CASA
Após a operação, o homem de 40 anos permaneceu à disposição da Justiça.
O adolescente deverá seguir para a Fundação CASA em cumprimento à determinação de internação provisória.
As situações jurídicas são diferentes.
No caso do adolescente, existe uma medida judicial ligada à apuração do ato infracional análogo a homicídio qualificado.
No caso do pai, existe um mandado de prisão preventiva ligado a outra investigação, além das autuações decorrentes das apreensões feitas nesta quinta-feira.
A Polícia Civil afirma que os trabalhos relacionados ao homicídio ainda não terminaram.
Investigação de homicídios tem mobilizado a Polícia Civil em Caraguatatuba
O município registrou outros crimes contra a vida ao longo de 2026, com diferentes investigações e sem relação conhecida com a operação desta quinta-feira.
Em abril, o Vale 360 News mostrou um homicídio em Caraguatatuba que terminou com um jovem preso em flagrante e buscas por outro suspeito.
Naquele caso, a vítima tinha 23 anos e foi encontrada morta no bairro Caputera.
Também em abril, a Polícia Civil prendeu um homem após outro assassinato na cidade.
O Vale 360 News noticiou que a Polícia Civil prendeu um dos investigados menos de dez horas após um homicídio na Avenida da Praia.
Os episódios possuem investigações independentes.
Confronto balístico pode indicar eventual relação da arma com o crime
O exame da pistola calibre .380 será uma das próximas etapas relevantes da investigação.
Na perícia balística, especialistas podem comparar características produzidas pela arma com projéteis ou estojos recolhidos em uma cena de crime.
Uma eventual compatibilidade precisa constar em laudo técnico.
Até esse resultado, qualquer associação entre a pistola encontrada no sítio e o homicídio de junho permanece como hipótese sob análise.
A Polícia Civil também deverá avaliar os demais objetos recolhidos e aprofundar as diligências sobre eventuais outros participantes.
A própria corporação informou que a investigação continuará e indicou a possibilidade de novas prisões, caso surjam elementos e decisões judiciais que as autorizem.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181
A Polícia Civil pediu apoio da população para a continuidade das investigações.
Informações sobre crimes podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
O serviço permite o envio de informações sem a identificação pública de quem faz a denúncia.
A corporação afirma que novas diligências sobre o homicídio de junho ainda serão realizadas.

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