Uma mulher foi presa em flagrante e multada em R$ 3 mil após um cão ser encontrado em grave estado de saúde em uma residência do bairro Araretama, em Pindamonhangaba, nesta sexta-feira (09/10). De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o animal apresentava magreza extrema, fraqueza, cegueira em um dos olhos, lesões pelo corpo, pulgas e desidratação. Uma médica veterinária constatou a situação de maus-tratos, e o cachorro foi apreendido e levado ao Centro de Proteção e Atendimento de Animais (Cepatas).
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A ocorrência reuniu policiais ambientais que atuavam pela Atividade Delegada e uma equipe da Prefeitura de Pindamonhangaba, com participação de médica veterinária.
Antes mesmo do acesso ao imóvel, as equipes já conseguiram observar pelo portão as condições físicas do cachorro.
A vistoria confirmou um quadro considerado grave pelas autoridades.
Além da condição caquética e da dificuldade para caminhar, o cão apresentava ferimentos próximos à região da cauda, infestação de pulgas e sinais de falta de hidratação adequada.
No quintal, os agentes encontraram água suja disponível para o animal. No momento da fiscalização, não havia alimentação disponível.
Cão apresentava magreza extrema, lesões e desidratação
O cachorro é sem raça definida e estava sob responsabilidade da mulher abordada pelas equipes.
A avaliação feita no local identificou uma série de problemas de saúde e de bem-estar.
Entre os sinais relatados pela Polícia Ambiental estavam a magreza extrema, descrita como estado caquético, e a fraqueza durante a locomoção.
O animal também apresentava cegueira em um dos olhos.
As equipes constataram ainda lesões pelo corpo, principalmente próximas à cauda, além de infestação de pulgas e desidratação.
O estado físico exigiu avaliação veterinária.
O laudo médico-veterinário confirmou formalmente, de acordo com o relato da Polícia Ambiental, a situação de sofrimento e maus-tratos.
Tutora apresentou sua versão às autoridades
A mulher responsável pelo cachorro apresentou uma explicação às equipes durante a fiscalização.
Ela afirmou que o animal costumava ficar solto na rua e se envolvia em brigas com outros cães.
A tutora também declarou que oferecia ração e vitaminas, mas que o cachorro não conseguia ganhar peso.
A versão passou a integrar a ocorrência.
Apesar da justificativa, a avaliação técnica feita pela equipe veterinária apontou condições compatíveis com maus-tratos, de acordo com o informe policial.
A apuração criminal deverá considerar tanto os elementos encontrados no imóvel quanto a avaliação profissional e a versão apresentada pela tutora.
Polícia Ambiental aplicou multa de R$ 3 mil
Além das providências criminais, a Polícia Militar Ambiental aplicou uma sanção administrativa.
A mulher recebeu um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 3 mil.
A autuação teve como base a regulamentação ambiental estadual citada pela corporação.
A ocorrência também foi apresentada à Polícia Civil.
A mulher recebeu voz de prisão em flagrante e foi levada ao Distrito Policial.
De acordo com a Polícia Ambiental, ela permaneceu à disposição da Justiça após a apresentação da ocorrência.
O caso foi enquadrado no artigo 32, parágrafo 1º-A, da Lei Federal nº 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais, dispositivo específico para situações de maus-tratos contra cães e gatos.
Cachorro foi levado ao Cepatas para tratamento
As autoridades apreenderam oficialmente o animal após a constatação da situação.
O cachorro seguiu para o Centro de Proteção e Atendimento de Animais de Pindamonhangaba, o Cepatas.
A unidade ficará responsável pelos cuidados necessários para a recuperação do cão.
O informe policial não detalha o tratamento previsto nem apresenta prazo para recuperação.
Também não há informação, até esta publicação, sobre futura adoção ou eventual devolução do animal.
O foco imediato será a assistência veterinária diante das condições encontradas durante a fiscalização.
Pindamonhangaba já registrou outros casos graves de maus-tratos
A ocorrência no Araretama se soma a outros casos recentes de proteção animal registrados no município.
Em março deste ano, o Vale 360 News publicou que uma cadela foi resgatada em situação degradante e o tutor acabou detido em Pindamonhangaba.
Naquele caso, o animal apresentava problemas como infestação de carrapatos, ferimentos e falta de condições adequadas de higiene.
A ocorrência também teve encaminhamento policial.
Em março de 2025, uma operação da Defesa Animal e da Polícia Ambiental resultou em R$ 33 mil em multas após três cães serem encontrados em condições críticas no município.
Os animais foram levados ao Cepatas.
Os casos não possuem relação entre si.
Cepatas recebe animais retirados de situações de risco
O Centro de Proteção e Atendimento de Animais aparece com frequência nas ocorrências de resgate realizadas em Pindamonhangaba.
Em 2024, o Vale 360 News mostrou que seis cães foram retirados de condições insalubres e levados ao Cepatas.
Naquela ocorrência, o responsável recebeu multa de R$ 18 mil.
Outro caso registrado no município ocorreu em 2022.
Na ocasião, o Vale 360 News noticiou que um homem foi preso após um cachorro ser encontrado acorrentado, sem alimentação e com lesões.
O animal também seguiu para o Cepatas.
Laudo veterinário tem papel central na ocorrência
A participação de uma médica veterinária foi importante para documentar tecnicamente as condições do cachorro encontrado no Araretama.
A avaliação profissional permite registrar aspectos que vão além da aparência externa do animal, como desidratação, condição corporal, ferimentos e outros sinais clínicos.
No caso desta sexta-feira, a Polícia Ambiental informou que o laudo confirmou a situação de sofrimento e maus-tratos.
Esse documento poderá integrar a apuração criminal.
A Polícia Civil poderá ainda reunir outros elementos, como fotografias, registros da fiscalização, depoimentos e documentos relacionados ao atendimento veterinário.
A responsabilidade criminal será definida nas etapas posteriores do procedimento e, se houver processo, caberá à Justiça analisar as provas.
Ação reuniu Polícia Ambiental e Prefeitura
A fiscalização no Araretama ocorreu com participação conjunta da Polícia Militar Ambiental e de servidores municipais.
A presença da equipe veterinária permitiu que o estado do animal fosse analisado ainda durante a vistoria.
Após a constatação, os policiais adotaram as medidas administrativas e criminais descritas no informe.
A retirada do cachorro do imóvel também interrompeu a permanência dele no ambiente no qual as condições foram constatadas.
O caso desta sexta-feira reforça o papel da fiscalização e das avaliações veterinárias nas denúncias de possível maus-tratos.
O Vale 360 News acompanhará a situação do animal e eventuais atualizações da Polícia Civil sobre o caso.
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