Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.
Dois homens morrem em troca de tiros com a PM em Jacareí. A ocorrência registrada como morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande resultou ainda na apreensão de fuzis, pistolas, metralhadora, revólver e cerca de 2.600 porções de cocaína na noite desta sexta-feira (28/11), na Estrada Teófilo Teodoro Resende, região da Vila Santa Rita/Campo Grande CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
De acordo com o documento, quatro homens armados teriam fugido ao perceber a aproximação da Polícia Militar e dois deles passaram a atirar contra as equipes, que revidaram. Dois suspeitos, ainda não identificados, foram baleados, socorridos por equipes de resgate e morreram posteriormente.
A ocorrência foi classificada como homicídio (art. 121) na modalidade morte decorrente de oposição à intervenção policial, tráfico de drogas e tentativa de homicídio contra agentes públicos, com reconhecimento preliminar de legítima defesa dos policiais.
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Troca de tiros com a PM em Jacareí: o que diz o boletim de ocorrência
Segundo o boletim de ocorrência, registrado no Plantão de Jacareí, a polícia foi acionada por volta das 20h10 desta sexta-feira (28/11) para verificar indivíduos em atitude suspeita no bairro Campo Grande, em Jacareí, área apontada no documento como “sabidamente vinculada à traficância”.
No endereço, na Estrada Teófilo Teodoro Resende, os policiais relataram que visualizaram quatro homens armados, que teriam corrido em direções distintas ao notar as viaturas.
Ainda de acordo com o registro, dois desses homens teriam efetuado disparos de arma de fogo contra os policiais militares, iniciando o que o delegado plantonista classificou como “agressão injusta e concreta” contra a vida dos agentes. Os PMs, então, revidaram os tiros “com os meios necessários para cessar a agressão”, em contexto descrito como estrito cumprimento do dever legal e legítima defesa.
Na sequência, os suspeitos Baleados foram socorridos por equipes de resgate, mas, segundo o BO, vieram a óbito posteriormente, mas ainda não foram qualificados no documento policial.
Outros dois homens teriam conseguido fugir da área de mata e da via pública. A Polícia Civil registrou que as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí seguirão em apuração em inquérito, com remessa do caso para a delegacia da área do fato.
Troca de tiros com a PM em Jacareí: armas e drogas apreendidas
O boletim lista uma quantidade considerada elevada de armamento e drogas apreendidos no local e no trajeto de fuga dos investigados. Entre os materiais relacionados a troca de tiros com a PM em Jacareí, constam:
- Dois fuzis calibre 5,56 (marcas Imbel e FN SCAR-L), atribuídos a policiais militares que participaram da ocorrência;
- Três pistolas (duas Glock calibre .40, de uso restrito, e uma pistola 9 mm da marca Emtan), esta última vinculada a um dos suspeitos mortos;
- Uma metralhadora 9 mm, também ligada a um dos investigados, com carregador municiado;
- Um revólver calibre .38, com munições íntegras e deflagradas, relacionado ao segundo suspeito morto;
- Cerca de 2.600 porções de cocaína, embaladas em papelotes e prontas para venda, acondicionadas em sacola apreendida no percurso de fuga, com lacre policial indicado no documento.
As armas dos policiais estão entre as apreendidas para perícia.
O delegado plantonista destacou, no despacho, que a apreensão conjunta de armas de uso restrito e grande quantidade de entorpecentes indica forte suspeita de associação criminosa armada voltada ao tráfico de drogas na região. Todo o material foi lacrado para exames periciais, incluindo eficiência das armas, confronto balístico e análises laboratoriais da droga.
Troca de tiros com a PM em Jacareí: perícia, bodycam e versão oficial
A Polícia Civil informou, no próprio boletim, que o delegado responsável esteve pessoalmente na Estrada Teófilo Teodoro Resende para acompanhar o trabalho da Polícia Técnico-Científica, que realizou perícia de local de morte, coleta de vestígios, registros fotográficos e demais exames iniciais.
Os quatro policiais militares envolvidos foram ouvidos em depoimentos gravados em áudio e vídeo. Ainda segundo o documento, as versões dos agentes foram consideradas “coerentes, lineares e compatíveis com as marcas do local”. O despacho fundamentado do delegado ressalta que todo o cenário seria condizente com oposição armada visando impedir a ação legal da polícia.
O boletim também registra que os policiais não utilizavam câmeras corporais (bodycam) no momento da ocorrência, informação já padronizada em outros casos recentes de morte em confronto com a PM em Jacareí, noticiados pelo Vale 360 News.
Como determina o protocolo para morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí e em outras cidades paulistas, todas as armas – tanto as legais, usadas pelos PMs, quanto as ilegais, atribuídas aos suspeitos – foram apreendidas para exames balísticos. O caso foi classificado, juridicamente, nas seguintes naturezas principais:
- Homicídio (art. 121 do Código Penal) – morte decorrente de intervenção policial, diante de oposição armada à atuação da PM;
- Tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06), pela quantidade de cocaína apreendida;
- Tentativa de homicídio contra autoridade ou agente de segurança pública, pelos disparos direcionados aos policiais;
- Excludente de ilicitude – legítima defesa (art. 23, II, do Código Penal), em favor dos agentes públicos, a ser confirmada ou não ao final da investigação.
Troca de tiros com a PM em Jacareí: o que ainda será investigado
Embora o despacho preliminar aponte para legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal, a própria Polícia Civil reforça, no boletim, que as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí ainda serão aprofundadas em inquérito. Laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) devem detalhar:
- trajetória dos projéteis e distância aproximada dos disparos;
- exames de resíduos de disparo nas mãos dos envolvidos;
- eficiência de cada arma e confronto microcomparativo entre projéteis e canos;
- reprodução visuográfica dos fatos (auto de reconhecimento visuográfico) para mapear o deslocamento das equipes e dos suspeitos.
Outro ponto pendente é a identificação formal dos dois homens mortos, que seguem como “desconhecidos” no registro. A polícia deverá aguardar reconhecimento por familiares ou exames específicos – como impressão digital ou, em último caso, DNA – para concluir essa etapa.
Este novo caso de morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí se soma a outros episódios recentes de confrontos com a PM no município, como o registrado em maio, quando um homem morreu em confronto após fugir com 213 kg de maconha, e o de junho, que terminou com a morte de um jovem de 19 anos durante troca de tiros no Rio Comprido, ambos noticiados pelo Vale 360 News.

Perguntas frequentes sobre a troca de tiros com a PM em Jacareí
Onde aconteceu a troca de tiros com a PM em Jacareí?
De acordo com o boletim, a ocorrência aconteceu na Estrada Teófilo Teodoro Resende, número 1, Vila Santa Rita, região do Campo Grande, em Jacareí (SP), em via pública. O trecho fica em área de periferia, próxima a conjuntos habitacionais e a equipamentos públicos recentemente inaugurados pela Prefeitura, como o Parque Linear Campo Grande.
Em que horário ocorreu a morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí?
O campo “ocorrência” do boletim de ocorrência aponta que os fatos tiveram início por volta das 20h10 de sexta-feira, 28 de novembro de 2025. A comunicação formal ao Plantão Policial de Jacareí foi registrada às 22h19 da mesma noite.
Quantas pessoas morreram na morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí e quem são elas?
O documento registra dois homens mortos, ambos classificados como “vítimas fatais” e, até o momento da lavratura, identificados somente como Desconhecido 01 e Desconhecido 02. Não há, no boletim, informação sobre idade, endereço ou antecedentes criminais de ambos, o que ainda depende de identificação formal.
Os policiais se feriram na morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí? Eles usavam bodycam?
Não há registro de policiais feridos no boletim. Todos os quatro PMs envolvidos aparecem como “não vítimas fatais” e com profissão “policial militar”. No campo específico sobre câmeras corporais, o documento aponta que nenhum deles utilizava bodycam no momento da ocorrência.
Quais crimes foram atribuídos na morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí?
A ocorrência foi qualificada com múltiplas naturezas jurídicas, entre elas:
- Homicídio (art. 121 do Código Penal), classificado como morte decorrente de oposição à intervenção policial;
- Tentativa de homicídio contra agente público, em razão dos disparos contra os policiais;
- Tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06), ligado à apreensão das 2.600 porções de cocaína;
- Legítima defesa (art. 23, II, do Código Penal), apontada como excludente de ilicitude a ser analisada no decorrer da investigação;
- Localização e apreensão de objeto, referente às armas e drogas recolhidas.
Em que pé está a investigação da morte decorrente de intervenção policial no Campo Grande em Jacareí?
O delegado plantonista determinou a remessa do caso para a unidade policial da área do fato, onde o inquérito seguirá com a análise de laudos periciais (IC e IML), testemunhos e eventuais imagens que possam surgir. Até a conclusão da investigação, as qualificações jurídicas e a indicação de legítima defesa podem ser confirmadas, complementadas ou eventualmente ajustadas, conforme os resultados técnicos.
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