Dois homens foram presos em flagrante na tarde de terça-feira (29/07) após aplicarem um golpe da maquininha em Caçapava. A dupla, de 30 anos e 39 anos, foi detida por policiais rodoviários federais na Rodovia João Amaral Gurgel, altura do km 4, no bairro Piedade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
De acordo com o boletim de ocorrência, os criminosos teriam simulado a venda de uma panela de pressão por R$ 50, mas utilizaram uma maquininha adulterada para debitar R$ 2.450 da conta bancária da vítima, um caminhoneiro, de 55 anos.
Prisão pela Golpe da Maquininha aconteceu após alerta de golpe em cidade vizinha
A prisão foi realizada por agentes da Polícia Rodoviária Federal, que já haviam sido informados sobre a atuação de golpistas na região de Cachoeira Paulista, com o mesmo modus operandi. O veículo da dupla, um Volkswagen T-Cross azul com placas de Belo Horizonte (MG), foi localizado circulando em Caçapava e acabou abordado pelos policiais.
Durante a vistoria, foram encontrados no interior do carro:
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2 maquininhas de cartão com telas adulteradas
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3 telefones celulares (Motorola, Xiaomi e Positivo)
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1 panela de pressão
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3 travesseiros
Todos os objetos estavam prontos para venda e foram apreendidos e lacrados pela autoridade policial.
Golpe da maquininha simulava venda e alterava valor digitado
A vítima relatou que acreditava estar pagando R$ 50 pela compra de uma panela, mas foi surpreendida ao verificar em seu extrato bancário que o valor debitado foi de R$ 2.450, com a transação registrada em nome de “Adrianapires”, pessoa estranha à negociação.
A polícia acredita que a maquininha de cartão utilizada pelos suspeitos estava programada para ocultar o valor real da transação, exibindo apenas o valor combinado com a vítima e debitando outro valor superior sem que ela percebesse.
Reconhecimento oficial confirmou autoria
Após a abordagem e condução à Delegacia de Polícia de Caçapava, foi realizado o procedimento de reconhecimento de pessoas, no qual a vítima reconheceu formalmente os dois suspeitos como sendo os autores do golpe. O reconhecimento foi considerado prova suficiente de autoria pela autoridade policial.
Segundo o delegado responsável, os elementos de materialidade e autoria foram confirmados também por meio dos comprovantes bancários e apreensão das maquininhas.
Prisão em flagrante e sem fiança
Diante dos fatos, o delegado decretou a prisão em flagrante delito, com base no artigo 302, IV, do Código de Processo Penal, e tipificou o caso como estelionato, nos termos do artigo 171 do Código Penal.
Como a pena do crime ultrapassa 4 anos de reclusão, a autoridade não concedeu fiança, e os presos foram encaminhados para a Cadeia Pública de Caçapava, onde permanecerão à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Quem são os indiciados
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Homem, de 39 anos, motorista de aplicativo, residente em São Paulo, de cútis parda.
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Homem, 30 anos, autônomo, residente em São Paulo, de cútis branca.
Ambos já estavam em posse do material utilizado nos golpes e alegaram que estavam apenas realizando vendas. No entanto, os elementos reunidos na investigação apontam para a prática reiterada do mesmo tipo de golpe em diferentes cidades da região.
Veículo e materiais foram apreendidos
O veículo VW T-Cross utilizado pelos golpistas estava registrado em nome de uma locadora. O carro foi apreendido para posterior análise e eventual decretação de perdimento, a depender do desdobramento das investigações.
Todos os objetos apreendidos — incluindo os celulares, travesseiros, panelas e maquininhas — também foram encaminhados à perícia e permanecerão retidos até decisão judicial.
O que diz a lei sobre o crime
O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal e consiste em obter vantagem ilícita em prejuízo alheio, mediante fraude. A pena prevista é de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa. Quando cometido contra pessoas idosas ou em contexto de golpe em massa, a pena pode ser agravada.
A prisão em flagrante é válida quando o crime está em execução ou quando o autor é encontrado com instrumentos que o ligam diretamente à infração, como ocorreu nesse caso.
O golpe da maquininha
O golpe da maquininha é um tipo de fraude financeira em que criminosos utilizam uma maquininha de cartão adulterada ou com valores manipulados para enganar a vítima durante uma transação. Esse golpe pode ocorrer de diversas formas, mas o objetivo principal é cobrar um valor muito maior do que o informado ou capturar dados bancários da vítima. Abaixo, explico os principais tipos:
Como funciona o golpe da maquininha?
1. Valor adulterado
O golpista informa verbalmente um valor baixo (ex: R$ 50), mas digita na maquininha um valor muito maior (ex: R$ 2.450). Se a vítima não confere a tela, a transação é aprovada com o valor indevido.
2. Maquininha falsa ou com visor danificado
Alguns golpistas usam maquininhas com visor riscado, quebrado ou coberto, dificultando que a vítima veja o valor real. Outras são adulteradas para mostrar um valor na tela, mas cobrar outro no banco.
3. Captura de dados do cartão
Em versões mais sofisticadas, a maquininha pode conter dispositivos clonadores que capturam os dados do cartão e senha da vítima, permitindo saques ou compras posteriores.
Onde esse golpe é comum?
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Vendedores ambulantes (panelas, travesseiros, produtos com “desconto”);
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Motoristas de aplicativos ou táxis clandestinos;
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Golpistas que se passam por entregadores de comida, técnicos ou vendedores de serviços falsos.
Como se proteger do golpe da maquininha?
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Confira sempre o valor na tela da maquininha antes de digitar sua senha;
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Exija nota fiscal ou comprovante da transação;
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Desconfie de produtos muito baratos ou “promoções relâmpago”;
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Prefira pagamentos por aproximação (contactless) quando possível, pois a tela precisa mostrar o valor antes de aproximar;
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Em caso de dúvida, não conclua a transação e denuncie.
O que fazer se for vítima?
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Entre em contato imediatamente com o banco ou operadora do cartão para tentar bloquear a transação;
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Registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima;
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Guarde comprovantes, nomes, placas de veículos ou qualquer informação que possa ajudar na investigação.
Perguntas Frequentes
Qual o nome da vítima?
A vítima foi identificada como sendo um homem, de 55 anos, natural do Rio de Janeiro, caminhoneiro de profissão.
Os golpistas já tinham passagens anteriores?
Até o momento, o boletim de ocorrência não informa antecedentes criminais. Contudo, a Polícia Civil apura se os indiciados já atuaram em outras cidades com o mesmo golpe.
Para onde os presos foram levados?
Eles foram encaminhados à Cadeia Pública de Caçapava, onde aguardam audiência de custódia.
O veículo usado no golpe será devolvido?
Não imediatamente. O carro está sob custódia da polícia, podendo ser objeto de perdimento judicial, caso se comprove que foi usado reiteradamente em práticas criminosas.
As maquininhas eram adulteradas fisicamente?
Sim. As máquinas foram manipuladas para esconder o valor real da transação. A tela exibia um valor simbólico, enquanto o valor verdadeiro só era debitado após a confirmação da vítima.
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