Homem invade casa de capitão da PM em Caraguatatuba e é morto a tiros. O crime aconteceu pelo bairro Aruan, na noite desta sexta-feira (13/06). O autor dos disparos afirmou ter agido em legítima defesa para repelir agressão após ser surpreendido pelo invasor, de 24 anos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
Invasão, luta corporal e disparos
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Caraguatatuba, a sequência dos fatos teve início por volta das 18h30, quando o capitão ouviu barulhos vindos do quintal. Ele estava em casa com os dois filhos – um rapaz de 18 anos e uma adolescente de 16 – e saiu para verificar.
Ao chegar no quintal, o policial encontrou o homem mexendo em objetos próximos. Conforme o depoimento do próprio PM, ele se aproximou por trás e segurou a camisa do homem, questionando o que ele fazia ali. Nesse momento, o suspeito teria se virado e tentado tomar a arma da mão do capitão. Uma luta corporal se iniciou, durante a qual o policial efetuou diversos disparos.
O capitão declarou que rolou no chão com o invasor durante a briga, que aconteceu em área externa da residência, até conseguir repelir a agressão. O suspeito foi alvejado e morreu ainda no local.
Filho do PM presenciou parte do confronto
O filho do policial relatou que estava dentro da casa com o pai e a irmã quando ouviu barulhos no quintal. Segundo ele, ao sair, viu o pai lutando com um homem no chão e escutou disparos. Em seguida, o invasor ficou imóvel. A Polícia Militar e o resgate foram acionados logo depois.
Perícia confirma morte no local e recolhe provas
O óbito foi constatado por um médico do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A equipe do Instituto de Criminalística foi acionada para a perícia técnica no local. Durante os trabalhos, foram apreendidos:
-
Quatro estojos de munição calibre .40
-
Dois projéteis deflagrados
-
Uma pistola calibre .40 da marca IMBEL, de uso particular do capitão, ainda com vestígios de sangue
-
Duas munições intactas no carregador
-
Roupas do policial sujas de sangue e barro
-
Uma bicicleta preta, aro 29, sem marca visível, utilizada pelo suspeito
Todo o material foi lacrado e recolhido.
Mãe da vítima reconhece o corpo e diz que filho era usuário de drogas
A mãe da vítima compareceu à delegacia e fez o reconhecimento oficial do corpo. Segundo ela, o filho estava em situação de rua, fazia uso frequente de entorpecentes e vinha cometendo pequenos furtos na região. A bicicleta apreendida com ele não possuía identificação de procedência.
Capitão não usava BodyCam e arma era particular
O armamento utilizado na ação não era de uso oficial e o policial não utilizava câmera corporal. O capitão da PM, que também estava fora do horário de serviço, entregou voluntariamente a arma e foi ouvido pela autoridade policial, assim como o filho e os policiais que atenderam a ocorrência.
Investigação aponta legítima defesa
Com base nos depoimentos, perícia inicial e circunstâncias apuradas, o delegado entendeu que há, de forma preliminar, indícios de legítima defesa por parte do PM.
“Entendo que o delito previsto no art. 121 do Código Penal foi absorvido pela excludente de ilicitude prevista no inciso II do art. 23 e no art. 25 do mesmo diploma legal”, concluiu o delegado, ao encaminhar o caso para apuração formal por meio de inquérito.

Perguntas Frequentes
Quem era o homem morto no quintal do capitão da PM em Caraguatatuba?
A vítima, de 24 anos, segundo a mãe, estava em situação de rua e era usuário de drogas. Também praticava pequenos furtos na região.
que aconteceu na noite do homicídio?
O homem teria invadido o quintal da residência do capitão da PM, que estava em casa com os filhos. O policial abordou o homem e, segundo relatado, houve uma tentativa de tomar sua arma, o que gerou uma luta corporal com disparos de arma de fogo. O suspeito morreu no local.
Onde ocorreu o caso?
O caso aconteceu no bairro Aruan, em Caraguatatuba (SP), por volta das 18h30 do dia 13 de junho de 2025.
Quem efetuou os disparos?
Os disparos foram feitos pelo capitão da PM, que alegou legítima defesa ao reagir a uma tentativa de tomar sua arma.
Qual arma foi usada no crime?
O capitão utilizou uma pistola calibre .40 da marca IMBEL, de uso particular. A arma estava com vestígios de sangue e foi apreendida pela Polícia Civil.
O PM estava de serviço?
Não. O capitão estava em sua residência e fora do horário de serviço no momento dos fatos. A arma usada também era de uso pessoal, e ele não utilizava BodyCam.
O filho do PM presenciou o fato?
Sim. O filho, de 18 anos, relatou que ouviu o pai questionando alguém no quintal e, ao sair, viu os dois lutando e escutou os disparos.
O caso foi registrado como homicídio?
Sim. A ocorrência foi registrada como homicídio consumado, mas com a excludente de ilicitude por legítima defesa, prevista no artigo 23, inciso II, do Código Penal.
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO LITORAL
Siga nosso Instagram
[back-redirect link="https://www.vale360news.com.br/%22]

