Homem que matou vizinho em São José dos Campos tem prisão preventiva decretada. O delegado do caso já havia pedido a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Na audiência de custódia que aconteceu na tarde desta segunda-feira (09/06), o juiz da custódia entendeu que havia elementos fáticos e determinou a prisão preventiva de William Vilar Garcia, de 47 anos, que matou o vizinho, Francisco Rodolfo Gomes Oricil, de 59 anos, na tarde de domingo (08). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
O que é a prisão preventiva?
Prisão preventiva é uma medida cautelar aplicada por um juiz, antes do julgamento, que determina que o acusado fique preso sem prazo determinado, enquanto o processo criminal está em andamento. Essa medida não é uma condenação, mas sim uma forma de garantir que o réu não fuja, não atrapalhe as investigações ou não cometa novos crimes.
Quando pode ser decretada a prisão preventiva?
Segundo o Código de Processo Penal (art. 312), a prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, desde que estejam presentes os seguintes requisitos:
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Prova da existência do crime e indício suficiente de autoria;
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Garantia da ordem pública ou da ordem econômica;
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Conveniência da instrução criminal (para evitar que o acusado atrapalhe o andamento do processo);
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Assegurar a aplicação da lei penal (para evitar que o acusado fuja);
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Em casos de descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.
A prisão preventiva só é válida:
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Com autorização judicial (nunca por iniciativa da polícia ou do Ministério Público);
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Quando não for cabível outra medida alternativa (como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar etc.).
Diferença entre prisão preventiva e prisão temporária
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Prisão preventiva: sem prazo definido, usada para proteger o processo.
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Prisão temporária: tem prazo fixo (geralmente 5 ou 30 dias), usada apenas durante a investigação, principalmente em crimes graves.
O crime
O crime foi cometido por William Garcia, de 47 anos, por motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima, no domingo (08/06). De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 13h na Rua Caparaó. Testemunhas relataram que o autor e a vítima eram vizinhos e tinham desavenças antigas relacionadas a uma rachadura no muro das casas.
No dia do crime, o autor teria ido até a frente da casa da vítima, Francisco Rodolfo, e efetuado dois disparos à queima-roupa. Em seguida, quando a esposa da vítima saiu da residência após ouvir os primeiros tiros, presenciou o agressor disparando outros tiros contra o marido, que já estava caído no chão. A perícia identificou pelo menos cinco perfurações de arma de fogo no corpo da vítima e sete cápsulas deflagradas no local.
A prisão
Vídeo mostra fuga e prisão de homem que matou vizinho em São José dos Campos. O caso ganhou grande repercussão e o monitoramento eletrônico do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) foi primordial para chegar ao assassino.
Após o homicídio, autor coagiu motorista e fugiu
Após o crime, o autor fugiu do local e começou a ser monitorado pelas câmeras do CSI e a primeira ação dele foi abordar uma caminhonete Saveiro vermelha, na qual o criminoso entrou mediante ameaça e obrigou o motorista a dirigir até o ponto de ônibus que fica em frente a uma loja de materiais para construção, no Jardim Satélite. Na sequência dos fatos, câmeras de monitoramento do CSI (Centro de Segurança e Inteligência), identificaram o veículo circulando pela Avenida Andrômeda, já na região sul da cidade. O veículo foi abordado por outra equipe da GCM, que encontrou ao volante o motorista ameaçado pelo suspeito, vítima de constrangimento ilegal.
O motorista relatou aos GCMs que o criminoso teria se sentado no banco do passageiro e ordenado que ele o deixasse em frente à loja de material de construção, onde desceu e entrou em um ônibus que estava parado em um ponto.
GCM identificou ônibus e prendeu suspeito armado
As informações do motorista, combinadas com as imagens do sistema de monitoramento, permitiram que a GCM identificasse o ônibus com prefixo 314. O coletivo foi localizado ainda em circulação. O suspeito foi abordado dentro do veículo e detido sem resistência.
Durante a revista pessoal, os guardas encontraram com o suspeito:
- 1 pistola calibre .380 da marca Taurus, com uma munição na câmara
- 4 cartelas com 10 munições cada (totalizando 40 projéteis adicionais)
- Roupas, pochete, óculos, relógio e chaves, que foram apreendidos
Além disso, 41 munições intactas foram lacradas e encaminhadas à perícia.
Testemunhos e imagens reforçaram autoria
O crime foi presenciado por ao menos duas testemunhas e registrado por uma câmera de segurança cedida por um vizinho. No vídeo, é possível ouvir os disparos logo após o suspeito aparecer caminhando pela rua.
O guarda municipal e outras testemunhas confirmaram a versão de que o autor ameaçou o motorista para fugir após o crime, o que, segundo o delegado, demonstra premeditação e tentativa de dificultar a ação policial.
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