Máquina pública em Caçapava virou alvo de questionamento após denúncias de que servidores comissionados e estagiários da Prefeitura estariam usando o horário de expediente para atacar vereadores e munícipes críticos à gestão municipal em grupos de WhatsApp e redes sociais. A administração municipal afirmou ao Vale 360 News que não orienta, não autoriza e não compactua com esse tipo de conduta. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O caso ocorre em meio a um ambiente político tensionado em Caçapava, com embates entre Executivo, vereadores, servidores e moradores sobre temas como cargos comissionados, campanha salarial, IPTU, saúde e críticas à administração.
A reportagem enviou uma série de perguntas à Prefeitura para saber se a gestão tinha conhecimento da suposta atuação de comissionados e estagiários durante a jornada de trabalho e se pretende abrir apuração formal sobre o caso.
Máquina pública em Caçapava: Prefeitura nega orientação para ataques
Em nota, a Prefeitura informou que “não orienta, autoriza ou compactua com qualquer tipo de manifestação político-partidária, ataques pessoais ou atuação em redes sociais durante o horário de expediente por parte de servidores, comissionados ou estagiários”.
A administração também afirmou que, durante a jornada de trabalho, os servidores devem exercer exclusivamente atividades ligadas às funções públicas, em conformidade com os princípios da legalidade, moralidade e eficiência.
“A Prefeitura esclarece ainda que irá apurar as informações apresentadas e verificar se houve qualquer irregularidade nesse aspecto. Caso sejam identificadas condutas incompatíveis com as normas internas e com a legislação vigente, as medidas administrativas cabíveis poderão ser adotadas”, completou a nota.
Máquina pública em Caçapava: perguntas enviadas à Prefeitura
O Vale 360 News questionou se secretários municipais ou o gabinete do prefeito tinham conhecimento de que servidores comissionados e estagiários estariam utilizando o expediente para atuar em grupos de WhatsApp contra críticos da gestão.
A reportagem também perguntou qual é o posicionamento oficial da administração sobre funcionários públicos que usam tempo de trabalho, pago com recursos do município, para militância política ou ataques pessoais.
Outro ponto questionado foi se existe alguma orientação, oficial ou extraoficial, por parte de chefias, para que funcionários atuem na defesa da gestão ou no ataque a opositores durante o expediente.
Uso de celular, redes sociais e estrutura pública
A Prefeitura foi questionada sobre quais são as diretrizes do Estatuto do Servidor ou Código de Ética do município a respeito do uso de celulares e redes sociais para fins particulares ou políticos durante a jornada de trabalho.
A reportagem também perguntou se o município possui mecanismos para monitorar eventual uso da rede de internet dos prédios públicos, Wi-Fi, computadores ou celulares corporativos para esse tipo de atuação.
Na resposta enviada, a Prefeitura não detalhou se faz monitoramento técnico da rede pública, se equipamentos oficiais foram usados ou se há registros internos sobre o caso.
Estagiários e comissionados entram no centro da apuração
Como parte das denúncias envolve estagiários, o Vale 360 News perguntou como os supervisores acompanham as atividades diárias desses jovens para garantir que não haja desvio de função.
Também foi questionado como a administração fiscaliza produtividade, cumprimento de carga horária e entrega de resultados dos ocupantes de cargos em comissão.
A Prefeitura respondeu de forma geral que vai apurar as informações apresentadas, mas não informou se abrirá sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar neste momento.
Possíveis punições
A reportagem perguntou se, caso a prática seja comprovada, a Prefeitura avalia exoneração de comissionados e rescisão de contratos de estágio dos envolvidos.
Na nota, a administração afirmou que medidas administrativas cabíveis poderão ser adotadas caso sejam identificadas condutas incompatíveis com normas internas e legislação vigente.
A resposta não especificou quais punições podem ser aplicadas nem se os nomes citados nas denúncias já foram identificados formalmente pela gestão.
Contexto político em Caçapava
Nos últimos meses, a política local tem sido marcada por discussões sobre cargos comissionados, pressão de servidores por reajuste, protestos contra o IPTU e críticas de vereadores à administração municipal.
O tema dos comissionados já havia sido alvo de debates públicos na cidade. Também houve questionamentos recentes sobre nomeações e sobre a relação entre a gestão municipal e a base política local.
A denúncia atual amplia a discussão sobre os limites entre defesa política, liberdade de expressão e uso do expediente pago com recursos públicos.
Resumo do caso
- Cidade: Caçapava;
- Assunto: denúncias de ataques a críticos da gestão municipal;
- Envolvidos citados: servidores comissionados e estagiários;
- Ponto central: suposta atuação durante horário de expediente;
- Alvos dos ataques: vereadores e munícipes críticos à gestão;
- Resposta da Prefeitura: nega orientar ou compactuar com ataques e diz que vai apurar;
- Medidas possíveis: providências administrativas caso haja irregularidade.

Perguntas frequentes
O que significa a discussão sobre Máquina pública em Caçapava?
A discussão envolve denúncias de que comissionados e estagiários da Prefeitura teriam usado horário de expediente para defender a gestão e atacar críticos em redes sociais e grupos de mensagens.
A Prefeitura confirmou a irregularidade?
Não. A Prefeitura informou que vai apurar as informações apresentadas e verificar se houve irregularidade.
O que a Prefeitura negou?
A administração afirmou que não orienta, não autoriza e não compactua com manifestação político-partidária, ataques pessoais ou atuação em redes sociais durante o expediente.
A Prefeitura respondeu se abrirá sindicância?
A nota não confirmou abertura de sindicância ou PAD neste momento. A administração afirmou que poderá adotar medidas administrativas se forem identificadas condutas incompatíveis.
Quem teria sido alvo dos ataques?
As denúncias apontam vereadores e munícipes críticos à gestão municipal como alvos de mensagens em redes sociais e grupos de WhatsApp.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

