A Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher de 31 anos por tentativa de homicídio após uma jovem de 18 anos sofrer ferimentos por faca durante uma briga de rua em Jacareí, na noite de terça-feira (25/08). O confronto ocorreu na Rua Professor Hélio Augusto de Souza, Jardim Emília, por volta das 21h47. A vítima sofreu cortes na cabeça, mãos, dedos e perna, recebeu atendimento médico e levou pontos. A investigação ainda apura quem estava com a primeira faca no início da agressão. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O Plantão Policial de Jacareí registrou o caso como homicídio tentado. A segunda versão do boletim, emitida na madrugada desta quarta-feira (26/08), detalha relatos diferentes da vítima e da mulher presa. As duas afirmam que a outra iniciou a agressão.
Como começou a briga de rua em Jacareí?
De acordo com os relatos reunidos pela Polícia Civil, as duas mulheres estavam em via pública, em frente à residência da jovem. A mulher presa estava nas proximidades de um bar localizado diante do imóvel.
O boletim aponta que a discussão começou após as duas se encararem e trocarem ofensas. Em seguida, houve luta corporal.
A vítima disse à polícia que estava em frente de casa para recolher lixo quando percebeu a outra mulher no bar. Após a discussão, as duas partiram para agressões físicas.
O que a jovem de 18 anos relatou sobre os golpes de faca?
A jovem afirmou que, durante o confronto, a mulher retirou uma faca que carregava na cintura e avançou em sua direção.
Ela declarou que tentou usar uma mesa como proteção. As duas caíram no chão e a vítima segurou a lâmina durante parte da luta. Nesse momento, sofreu ferimentos na cabeça, mãos, dedos e perna. O registro também cita uma mordida no braço.
A vítima precisou de atendimento médico e suturas. Mais tarde, o exame médico-pericial classificou as lesões como leves.
O uso de faca em conflitos já apareceu em outras ocorrências recentes de Jacareí. Em maio, o Vale 360 News publicou uma dupla tentativa de homicídio contra vizinhos em Jacareí, também com apreensão de arma branca. Não existe relação conhecida entre os casos.
O que aconteceu depois que a primeira faca foi retirada?
A jovem afirmou que sua mãe e outras pessoas intervieram para interromper o confronto. A primeira faca teria sido retirada e entregue a uma pessoa responsável pelo bar.
Na versão da vítima, a mulher presa correu até a casa de uma conhecida após ser desarmada. Lá, teria pegado uma segunda faca e tentado sair em direção à mãe da jovem.
Uma mulher citada no boletim teria impedido essa nova aproximação. A Polícia Civil considera o depoimento dela importante para esclarecer a sequência.
A vítima também relatou ameaças de morte durante e após a briga, inclusive durante o período em que recebeu atendimento médico.
Qual versão a mulher presa apresentou à Polícia Civil?
A mulher de 31 anos negou ter iniciado o ataque com faca. Ela declarou que a jovem puxou seus cabelos, derrubou-a no chão e tentou acertar seu rosto com uma faca.
A investigada afirmou que segurou a mão da jovem, tomou a arma e passou a desferir golpes. Ela disse que agiu para se defender.
A mulher também negou ter buscado uma segunda faca na casa da conhecida. Em seu relato, disse que procurou auxílio após o confronto por temer agressões de outras pessoas.
Ela ainda afirmou que recebeu ameaças da jovem e de familiares dela.
O que os policiais encontraram quando chegaram ao local?
O policial militar ouvido no plantão informou que encontrou as partes já separadas. Ele não presenciou a luta.
O agente constatou ferimentos nas duas envolvidas. A jovem apresentava lesões na cabeça, braço e perna. A mulher presa tinha ferimentos nas mãos.
Familiares e outras pessoas presentes disseram aos policiais que a investigada já carregava uma faca na cintura antes do confronto. A mulher presa apresentou versão contrária.
Essa divergência tornou a perícia e os demais depoimentos relevantes para a investigação. A Polícia Civil requisitou exames nas duas envolvidas e perícia nas armas.
Quantas facas foram apreendidas pela polícia?
O boletim registra a apreensão de duas facas relacionadas à ocorrência. A polícia também recolheu um telefone celular e outros objetos que estavam com a investigada.
Um dos instrumentos apresentados na delegacia tinha aparentes vestígios de sangue e fios de cabelo, de acordo com o relato policial. A perícia ficou responsável pela análise.
A apreensão dos objetos permitirá comparar os vestígios com os ferimentos e com as versões apresentadas pelas duas mulheres.
Por que o caso foi registrado como tentativa de homicídio?
A segunda edição do boletim retificou a descrição inicial e registrou a prisão em flagrante, em tese, por homicídio tentado.
Ao mesmo tempo, a própria autoridade policial destacou que a dinâmica ainda não estava totalmente definida. O documento cita a natureza leve das lesões, os ferimentos nas mãos da mulher presa e a divergência sobre a origem da primeira faca.
A alegação de legítima defesa também segue sob análise. A classificação inicial do boletim não substitui a conclusão do inquérito, a manifestação do Ministério Público ou a decisão da Justiça.
Em junho, outro caso em Jacareí teve enquadramento inicial de tentativa de feminicídio após ataque com ferramenta. Naquela ocorrência, a Polícia Civil também reuniu depoimentos, laudos e o instrumento relacionado ao fato.
Por que a polícia ainda busca uma testemunha?
A Polícia Civil apontou como necessária a localização e o depoimento de uma testemunha citada no registro. O boletim indica que ela teve contato com uma parte relevante da ocorrência e teria impedido a saída da investigada com uma segunda faca, conforme a versão da vítima.
A investigação também aguarda exames complementares e resultados das perícias. Esses elementos devem ajudar a definir de quem era a primeira faca, como a arma chegou às mãos da mulher presa e qual foi a sequência dos golpes.
A Polícia Civil pediu prisão preventiva?
O delegado não apresentou pedido de prisão preventiva naquela etapa. O documento cita a necessidade de novas diligências, a classificação leve das lesões e a existência de ferimentos nas mãos da própria investigada.
A mulher permaneceu presa em flagrante e foi encaminhada ao Centro de Triagem de Jacareí para audiência de custódia. O boletim anexado não informa a decisão posterior da Justiça.
A cidade registrou outros casos recentes com prisões por crimes contra a vida. Em agosto, a polícia prendeu um homem investigado por homicídio e tentativa de feminicídio em Jacareí, após localização no Sul de Minas Gerais. Os fatos não têm relação conhecida.
O que ainda precisa ser definido sobre a briga?
A Polícia Civil precisa estabelecer quem levou a primeira faca para o confronto, quem iniciou as agressões físicas e em qual momento a arma mudou de mãos.
Outro ponto envolve a segunda faca. A jovem afirma que a investigada buscou outro instrumento após ser desarmada. A mulher presa nega essa parte da acusação.
A polícia também deve confrontar as ameaças relatadas pelas duas envolvidas. Os laudos, a perícia das facas e o depoimento da testemunha citada no boletim devem ajudar na reconstrução dos fatos.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


