A vice-prefeita de Caçapava, Juliana Freitas, rompeu o silêncio e denunciou publicamente, pela primeira vez, uma série de agressões verbais e perseguições políticas que, segundo ela, vêm ocorrendo desde o início do mandato. A denúncia mais grave envolve o atual Secretário de Governo, Roberto Cristiani Faria de Sá, apontado por ela como autor de um episódio de agressão verbal com “intuito intimidador e humilhante”, ocorrido na última segunda-feira (14/07), dentro da Prefeitura Municipal.
Juliana registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Caçapava, onde narrou o que classificou como o “auge da violência política de gênero” sofrida por ela nos últimos meses. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
“É necessário dar um basta a essas agressões”, diz vice-prefeita Juliana Freitas
Em um pronunciamento emocionado, divulgado nas redes sociais, a Vice-Prefeita Juliana Freitas desabafou:
“Olá, amigos. Venho aqui hoje expor para vocês alguns fatos que vêm ocorrendo comigo e que infelizmente chegaram a um ponto insustentável. Isso exige de mim uma postura firme, de dar um basta, antes que agravasse mais ainda.”
Segundo ela, desde o início do mandato como vice-prefeita, tem enfrentado condutas omissas e obstáculos deliberados à sua atuação institucional.
“Tenho sofrido condutas omissas em relação à minha posição como vice-prefeita. Restrições de acesso à administração e, por fim, uma agressão verbal com claro intuito intimidador e humilhante.”
Constrangimento público e tentativa de agressão
O boletim de ocorrência reforça a gravidade do episódio ocorrido no prédio da Prefeitura. Juliana afirma que foi abordada de forma “grosseira e intimidadora” por Roberto Sá enquanto tratava com um servidor da Secretaria de Gestão Pública sobre uma verba de R$ 1 milhão vinda de deputados estaduais. O secretário, segundo ela, entrou gritando, questionando sua presença no local.
A situação teria se agravado ao final da reunião. Juliana foi novamente abordada por Sá:
“Mesmo me posicionando serenamente, o secretário continuou gritando de forma a me intimidar e intimidar os meus assessores.”
O boletim policial narra ainda que houve tentativa de agressão física, contida apenas pela ação de um assessor:
“Foi necessário a intervenção de um de meus assessores para impedi-lo”, relatou a vice-prefeita no documento oficial.
“Estou sendo perseguida por ser mulher e querer fiscalizar”
Juliana sustenta que o episódio é parte de um padrão sistemático de perseguição política e de gênero, promovido por setores da gestão municipal. Entre as alegações:
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Falta de sala equipada para exercer seu mandato;
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Ausência de equipe de assessores;
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Negativas recorrentes do prefeito para fornecer estrutura mínima de trabalho.
“Apesar de todos os funcionários do gabinete do prefeito terem recebido móveis e equipamentos, eu permaneço escanteada. Tenho a percepção de que isso ocorre por eu ser mulher e querer fiscalizar os recursos da prefeitura.”
Juliana diz que decidiu judicializar a situação após consultas com sua equipe jurídica, que entendeu haver caracterização de agressão política de gênero, crime previsto no Código Eleitoral.
Medidas: apelo à Câmara, ao Judiciário e ao prefeito
A vice-prefeita afirma que irá reivindicar providências ao prefeito, à Câmara de Vereadores e ao Poder Judiciário, cobrando responsabilização do secretário.
“Fiz um boletim de ocorrência contra o mesmo e irei reivindicar, sim, à Câmara, ao gabinete do prefeito, ao Judiciário, que tomem as providências cabíveis contra esse secretário.”
Ela também fez questão de enfatizar que o posicionamento não significa uma ruptura política com o governo, mas sim um alerta:
“Não entendam como uma ruptura com o governo, mas sim como um posicionamento mais efetivo e firme nas questões públicas da nossa cidade.”
Solidariedade e mensagem às mulheres
Juliana finalizou sua fala com um recado direto a outras mulheres que passam por situações semelhantes:
“Sou uma lutadora pelos direitos das mulheres e contra todo tipo de violência. Que possamos transformar a dor em força, a indignação em mudança. Que todas as vítimas de agressão sejam ouvidas, respeitadas e apoiadas.”
“Agradeço a todos que me enviaram mensagens de solidariedade. Essa causa é minha, mas também é de muitas mulheres neste país.”
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