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VÍDEO: Diretor de escola particular de Taubaté é acusado de agredir aluno, de 10 anos, sob a alegação de bater no demônio

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Diretor de escola particular de Taubaté é acusado de agredir aluno, de 10 anos, sob a alegação de bater no demônio. O caso aconteceu há duas semanas, mas só foi revelado agora, depois que os pais da criança procuraram a ajuda de um advogado. Os pais também registraram boletim de ocorrência contra o diretor. As agressões à criança teriam acontecido, no dia 23 de março, em um estabelecimento de ensino de educação infantil e fundamental, localizado à rua Argentina, Jardim das Nações, porque a vítima teria ofendido as meninas com palavras de baixo calão.

No dia 21 de março, ao chegar em casa, a criança relatou aos pais que havia acontecido um desentendimento na escola com algumas crianças, mas não detalhou os pormenores dos fatos. No dia seguinte, os pais receberam um comunicado da escola dizendo que o filho havia sido repreendido por ter cometido um desagrado na unidade de ensino e conversaram com o filho e pediram para que o fato não se repetisse.

De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 23 de março, o autor e diretor da escola chamou o pai e relatou o que teria acontecido e que havia repreendido a criança para que a situação não voltasse a ocorrer na escola. No dia 24, a esposa de uma testemunha ligou para o pai da vítima e perguntou se ele sabia que o filho havia apanhado na escola. O pai disse que não foi bem isso que havia ocorrido e já tinha sido chamado pelo diretor. Na sequência, a testemunha ligou para o amigo e falou que ele deveria conversar com o filho sobre o que realmente aconteceu na escola. Ao conversar com o filho, o menor relatou que o diretor teria brigado com ele e aquela era uma conversa entre homens, portanto, deveria ficar entre eles.

Querendo saber mais detalhes do que havia ocorrido, o pai do aluno procurou a professora da escola, que confirmou a agressão. Ela relatou que estava na sala de aula e havia liberado os alunos e corrigia provas, quando o diretor entrou no local com o aluno e o colocou em uma cadeira.  Naquele momento deu dois tapas no ouvido da criança (prática conhecida por telefone). Em seguida, o diretor perguntou qual era o problema do aluno, que respondeu que tinha raiva. Dito isso, o diretor o agrediu novamente com vários tapas na cabeça e, ainda, fez nova ameaça em caso de repetição dos fatos: que as coisas seriam diferentes. Liberado, o aluno saiu chorando da sala de aula.

O boletim de ocorrência ainda aponta que o diretor disse à criança que o problema dela era espiritual e que quem havia apanhado era o demônio. O pai do aluno voltou à escola para conversar com o diretor e pediu a verdade dos fatos, caso contrário faria de tudo para fechar à escola. Diante disso, de acordo com o pai, o diretor confessou a agressão e admitiu estar errado e que o pai também poderia agredi-lo, o que não ocorreu.

A criança foi remanejada de escola e não tinha lesões visíveis. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 31 de março e a polícia investiga os fatos.

A reportagem tentou contato com a escola, mas ao nos identificarmos por chamada telefônica, a atendente desligou o telefone. Tentamos também falar com o estabelecimento de ensino por mensagem de texto, mas não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto para que a escola se manifeste.

 

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