Volta do feriado de Páscoa no Vale do Paraíba trava Dutra, Carvalho Pinto e balsa de Ilhabela

Volta do feriado de Páscoa no Vale do Paraíba: motoristas e passageiros, com idades não informadas, enfrentaram longos congestionamentos neste domingo (05/04), nas principais rodovias da região e na travessia entre Ilhabela e São Sebastião, por causa do alto fluxo de retorno, com lentidão em trechos da Via Dutra, da Carvalho Pinto, da Oswaldo Cruz, da Floriano Rodrigues Pinheiro e espera de mais de três horas na balsa no pico do fim da tarde. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Desde a tarde deste domingo, o Vale 360 News prestou serviços ao motorista que colocou o carro nas rodovias e acompanhou em tempo real a situação em todas as principais estradas do Vale do Paraíba.

O quadro mais pesado apareceu na Via Dutra. O congestionamento se espalhou entre Aparecida e o pedágio de Moreira César, em Pindamonhangaba, reapareceu entre Pindamonhangaba e Taubaté e tomou conta do retão de Jacareí até a chegada à rodovia Dom Pedro I.

O cenário formou um corredor de lentidão em sequência, com efeito direto sobre quem retornava do feriado em direção a São Paulo e também sobre deslocamentos internos no Vale do Paraíba. Às 22h05, a lentidão era de 16 quilômetros entre Roseira, no km 83, e Pindamonhangaba, no km 99.

Na Carvalho Pinto, a situação também pesou. O trânsito ficou intenso entre o pedágio de São José dos Campos e a saída para a Dom Pedro, em Jacareí, com mais de 20 quilômetros de lentidão no balanço repassado à reportagem. A lentidão tinha essa extensão às 22h05.

Esse trecho costuma concentrar volume alto em datas de retorno porque recebe o fluxo de motoristas que deixam o Litoral Norte, a Serra da Mantiqueira e cidades do próprio Vale.

O fim de feriado também pressionou as rodovias de serra. Na Oswaldo Cruz, o congestionamento apareceu no trecho de serra, sentido Taubaté. Já na Floriano Rodrigues Pinheiro, ligação entre Campos do Jordão e Taubaté, o trânsito ficou intenso durante a tarde e o início da noite. Nessas duas vias, o peso do retorno costuma crescer com a soma de veículos de passeio, motos e ônibus de excursão.

Na travessia de balsas entre Ilhabela e São Sebastião, a espera superou três horas no momento de maior pressão, no fim da tarde deste domingo de Páscoa. Mais tarde, às 22h, o tempo de espera caiu para uma hora no sentido ilha-continente. Ainda assim, o quadro seguiu ruim para quem deixou a ilha no encerramento do feriado prolongado.

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Volta do feriado de Páscoa no Vale do Paraíba: onde o trânsito ficou pior

A Dutra concentrou os pontos mais críticos porque reuniu o fluxo regional e o tráfego de longa distância no mesmo período. O trecho entre Aparecida e Moreira César já vinha sob pressão após a ocorrência grave registrada mais cedo no km 72, em Aparecida, onde um acidente com duas mortes exigiu interdições e provocou fila.

Mais adiante, entre Pindamonhangaba e Taubaté, a lentidão voltou a crescer. Em Jacareí, o retão até a Dom Pedro I virou outro gargalo importante, o que atingiu também quem optou por rotas de conexão com a Carvalho Pinto.

Na prática, o motorista encontrou um retorno fragmentado em vários bolsões de congestionamento, e não apenas em um ponto isolado. Esse tipo de configuração costuma aumentar o desgaste da viagem porque impede retomada consistente de velocidade e faz o condutor enfrentar paradas repetidas ao longo de dezenas de quilômetros.

Volta do feriado de Páscoa no Vale do Paraíba: por que a tarde de domingo ficou tão pesada

A pressão nas rodovias já era esperada. Antes mesmo do retorno, a Operação de Páscoa da RioSP apontava o domingo (05) como um dos dias de maior movimento na Dutra e na Rio-Santos.

Quando esse fluxo previsto encontra acidentes, pontos de serra, acessos urbanos e conexões com outras rodovias, o efeito aparece rápido em forma de fila, queda de velocidade média e alongamento do tempo de viagem.

No caso deste domingo, o balanço geral mostra um retorno complicado em quase todos os eixos mais usados por quem deixa o Litoral Norte, a Serra da Mantiqueira e cidades turísticas do Vale. A Dutra sofreu com o peso principal, a Carvalho Pinto absorveu parte importante desse volume, as rodovias de serra perderam fluidez e a travessia de balsa em Ilhabela registrou um dos tempos de espera mais altos do dia.

O que este balanço mostra para o motorista

O retorno do feriado expôs uma sobrecarga simultânea em diferentes corredores. Quem saiu mais cedo ainda encontrou lentidão. Quem deixou a viagem para o fim da tarde enfrentou os trechos mais pressionados. E quem dependia da travessia marítima somou a demora da balsa ao trânsito das rodovias de acesso. O resultado foi um domingo de viagem longa, ritmo irregular e poucos intervalos de alívio no sistema viário do Vale do Paraíba e do Litoral Norte.

Volta do feriado de Páscoa no Vale do Paraíba
Travessia entre Ilhabela e São Sebastião na noite deste domingo (05). Foto: DH Travessias

Perguntas frequentes

Onde o congestionamento foi mais pesado no retorno do feriado?

O ponto mais crítico ficou na Via Dutra, com lentidão entre Aparecida e Moreira César, entre Pindamonhangaba e Taubaté e no retão de Jacareí até a Dom Pedro I.

Como ficou a Carvalho Pinto?

O trânsito ficou intenso entre o pedágio de São José dos Campos e a saída para a Dom Pedro, em Jacareí, com mais de 20 quilômetros de lentidão no balanço informado à reportagem.

Qual foi a situação da balsa entre Ilhabela e São Sebastião?

No pico do fim da tarde, a espera passou de três horas. Às 22h, o tempo de travessia no sentido ilha-continente caiu para uma hora.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.