As ações da Embraer (EMBR3) registraram forte alta na tarde desta quarta-feira (30/07), após a confirmação de que a fabricante brasileira de aeronaves ficou fora da nova rodada de tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O movimento animou o mercado, especialmente após dias de tensão com a possibilidade de taxação ao produtos da empresa joseense, que tem nos Estados Unidos, o maior parceiro.
Também escaparam do tarifaço, produtores de laranja, além de produtos de energia.
Valorização expressiva no Ibovespa
As ações da Embraer da Embraer subiam mais de 11,64%, liderando os ganhos do Ibovespa. Investidores reagiram positivamente à exclusão da empresa do chamado “tarifaço” — pacote que impõe sobretaxas a produtos de determinados setores industriais do Brasil.
A leitura do mercado é de que a Embraer se beneficia diretamente da medida, pois mantém relações comerciais sólidas com companhias aéreas norte-americanas e integra cadeias produtivas do setor de defesa e aviação executiva com forte presença nos EUA.
Relação estratégica com os EUA
Fontes próximas à campanha republicana indicaram que a Embraer foi poupada do tarifaço por sua relevância estratégica em acordos bilaterais e pela parceria de longa data com empresas americanas.
Além disso, o setor aeroespacial brasileiro tem mantido um canal de diálogo ativo com o Departamento de Comércio dos EUA, o que teria contribuído para a decisão.
Embraer mantém carteira robusta de pedidos
A valorização das ações também reflete a boa fase operacional da Embraer, que tem ampliado sua carteira de pedidos e anunciado novos contratos com empresas de aviação comercial e executiva. Em junho, a fabricante já havia divulgado um crescimento de mais de 12% nas entregas de aeronaves no primeiro semestre, em comparação com 2024.
Outro fator que vem impulsionando os papéis da companhia é o crescimento da demanda por jatos regionais e aviões com menor capacidade, uma tendência global após a reestruturação das malhas aéreas no pós-pandemia.

Posição da Embraer
“A decisão do governo dos Estados Unidos exclui aeronaves civis e seus componentes, entre outros setores, da tarifa adicional de 40% sobre as importações do Brasil. A notícia confirma o impacto positivo e a importância estratégica das atividades da Embraer para as economias brasileira e norte-americana.
Com essa medida, as exportações da Embraer para os EUA permanecem com 10% de tarifa, em vigor desde o dia 2 de abril.
Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à regra de tarifa zero para a indústria aeroespacial global. Mais importante ainda, apoiamos o diálogo contínuo entre os governos brasileiro e norte-americano e permanecemos confiantes em um resultado positivo para os dois países”, disse a Embraer em nota.
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