Alvos de rede de falsificação de remédios e tráfico de anabolizantes são presos em prédios de luxo em São José dos Campos, em Operação da Polícia Civil. Operação acontece também em Jacareí

Um dos alvos da megaoperação da Polícia Civil de São Paulo contra uma quadrilha de falsificação de medicamentos e tráfico de anabolizantes foi preso na manhã desta terça-feira (05/08), em um edifício de luxo localizado no bairro Jardim Aquarius, na zona oeste de São José dos Campos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

De acordo com a polícia, o homem estava no imóvel quando foi surpreendido pelas equipes logo no início da manhã. Ele foi conduzido ao 1º Distrito Policial, onde permanece preso temporariamente à disposição da Justiça. A operação foi iniciada às 6h, após uma reunião de alinhamento entre os policiais civis.

Outro homem investigado também foi preso na cidade. A captura desse segundo alvo foi realizada, pela Rua Santa Clara, também em apartamento de luxo, na região da Vila Adyana. A prisão dele aconteceu pelos policiais civis. A esposa também foi detida para averiguação.

Ação liderada por delegado Reinaldo Checa em São José dos Campos

A coordenação da operação em São José dos Campos ficou a cargo do delegado Reinaldo Checa, titular do 1º Distrito Policial da cidade, que representou a Delegacia Seccional nas ações locais.

Foram mobilizadas sete equipes da Polícia Civil de São José dos Campos e outras três da 1ª Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), totalizando dez equipes atuando diretamente na cidade.

Além das diligências em São José, mandados também foram cumpridos em Jacareí, cidade vizinha, onde os policiais civis se dirigiram a endereços ligados a outros alvos da operação.

falsificação de remédios
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Operação Dead Shark mira quadrilha Red Shark, especializada em remédios falsificados

Organização operava há cinco anos com estrutura clandestina e marca própria

A Operação Dead Shark foi deflagrada em 12 estados brasileiros, com o objetivo de desarticular uma quadrilha criminosa autodenominada “Red Shark”, especializada na fabricação e comercialização clandestina de anabolizantes e emagrecedores, utilizando insumos irregulares e estruturas laboratoriais clandestinas.

De acordo com a Polícia Civil, a organização operava como uma empresa clandestina, com estrutura de laboratórios underground, logística própria, marketing, distribuição e até vestuário com a marca “Red Shark”.

A investigação teve início há cerca de um ano, conduzida por agentes da 1ª Cerco, com base em denúncias e levantamentos de inteligência sobre a circulação de medicamentos falsificados no mercado nacional.

Vendas sem receita médica e lucro de R$ 25 milhões

Os medicamentos produzidos pela quadrilha eram vendidos diretamente a pessoas físicas, sem prescrição médica, o que infringe diversas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A venda ocorria principalmente por meio de redes sociais, sites especializados e plataformas digitais.

Segundo o delegado Ronald Quene, que coordena a operação estadual, a organização teria movimentado cerca de R$ 25 milhões nos últimos cinco anos.

“As equipes se deslocaram às 6h, depois de uma reunião de alinhamento, para dar início aos mandados de busca e de prisões temporárias”, afirmou Quene.

Mandados foram cumpridos em São José, Jacareí e outras 11 cidades de SP

No estado de São Paulo, foram cumpridas 57 ordens judiciais, entre buscas e prisões, em diversos municípios:

  • São José dos Campos

  • Jacareí

  • Capital paulista

  • Guarulhos

  • Mogi das Cruzes

  • Cotia

  • São Caetano do Sul

  • Campinas

  • Jundiaí

  • Louveira

  • Sumaré

  • São José do Rio Preto

A megaoperação contou com 255 equipes de policiais civis — cada uma composta por três agentes — e envolveu todos os Departamentos de Polícia Judiciária do Estado de São Paulo.

Operação também acontece em 11 estados

Fora de São Paulo, a operação ocorreu simultaneamente em outros 11 estados da Federação:

  • Rio de Janeiro

  • Paraná

  • Bahia

  • Mato Grosso

  • Amazonas

  • Espírito Santo

  • Pernambuco

  • Paraíba

  • Alagoas

  • Santa Catarina

  • Mato Grosso do Sul

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram autorizados pela Justiça e distribuídos conforme o mapeamento da atuação da quadrilha em cada localidade.

H2: Objetos apreendidos nas buscas ajudam a comprovar falsificação

Durante o cumprimento dos 85 mandados de busca e apreensão, as equipes foram orientadas a localizar diversos materiais ligados à produção e comercialização dos medicamentos falsificados.

H3: Lista de itens apreendidos pela Polícia Civil

Entre os principais alvos das buscas estavam:

  • Celulares, notebooks e dispositivos eletrônicos dos investigados (com solicitação de senha);

  • Medicamentos anabolizantes e emagrecedores, principalmente os rotulados como “Red Shark”;

  • Insumos farmacêuticos, como:

    • Galões de óleo de semente de uva

    • Solventes diversos

    • Talco farmacêutico

    • Sais de princípios ativos (muitos com inscrições em mandarim);

  • Maquinário para manipulação e envase dos produtos;

  • Materiais promocionais e vestuário da marca “Red Shark”, incluindo camisetas, bonés, etiquetas e bulas;

  • Qualquer outro item de interesse investigativo.

As equipes também foram orientadas a registrar em formulário todos os materiais apreendidos no ato da operação.

Perguntas Frequentes

Quem foi preso em São José dos Campos?

Um dos principais alvos da operação foi preso em um apartamento de luxo no Jardim Aquarius. O nome não foi divulgado oficialmente.

A quadrilha vendia medicamentos sem receita?

Sim. Os produtos, como anabolizantes e emagrecedores, eram comercializados diretamente ao consumidor, sem receita médica.

O que é a Red Shark?

É o nome utilizado pela organização criminosa que produzia e distribuía os medicamentos ilegais, com marca própria.

Qual o prejuízo estimado?

A movimentação financeira da quadrilha chegou a R$ 25 milhões nos últimos cinco anos.

Qual a importância da operação?

A Operação Dead Shark busca interromper o ciclo de produção, distribuição e comercialização de medicamentos ilegais, que colocam em risco a saúde pública.

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