Homem que matou Fabiane, em Jacareí, ateou fogo no carro que deu a ela meses antes, diz Pai

Homem que matou Fabiane, em Jacareí, ateou fogo no carro que deu a ela meses antes, diz Pai. O relato foi feito pelo genitor da vítima, de 64 anos, em depoimento à Polícia Civil, ao qual o Vale 360 News teve acesso com exclusividade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

No depoimento, o pai de Fabiane do Vale Faria, de 35 anos, morta pelo ex, de 61, disse que “o indiciado havia presenteado a vítima com um veículo Onix 2018 1.4 branco, mas que, após o término, invadiu o condomínio onde ela residia, incendiou o carro e, na mesma ocasião, possivelmente a agrediu”, relatou.

O incêndio no veículo

O caso relatado pelo pai de Fabiane aconteceu na madrugada do dia 15 de maio de 2025, no condomínio onde ela morava, no Jardim Novo Amanhecer. Na ocasião, o caso foi registrado na delegacia de plantão, em Jacareí, como incêndio, mas o relato de Fabiane não aponta o ex, como autor dos fatos.

No relato às autoridades ela disse “não possuir suspeitas sobre a autoria do incêndio, embora tenha imagens de câmeras de segurança que registraram o indivíduo que adentrou o condomínio, porém desligou as câmeras momentos antes de praticar o delito”.

Ela também contou que no dia do incêndio estava dormindo e tão logo percebeu que o veículo pegava fogo teve ajuda do irmão e do filho para apagar o incêndio.

O veículo queimado estava no nome do ex, preso pelo crime ocorrido em Jacareí, nesta segunda-feira (08).

O crime, segundo o pai de Fabiane

O pai de Fabiane contou que nesta segunda-feira, ele e a filha trabalhavam no trailer, na entrada do Bairro Jardim Paraíso, pela Rodovia Nilo Máximo, quando o criminoso chegou e disse algo que não conseguiu ouvir à vítima.

Na sequência, o homem retirou dois galões de gasolina do carro, jogou o combustível sobre o trailer e ateou fogo. Nesse momento, Fabiane tentou fugir entrando em seu próprio carro, mas foi interceptada pelo indiciado antes de entrar no carro e atingida por diversos disparos de arma de fogo à queima-roupa contra ela com um revólver calibre .38.

Após ter descarregado a arma, o homem voltou ao carro, recarregou a arma e atirou mais duas vezes na vítima, antes de fugir em direção a Guararema, onde foi preso em flagrante, pela Polícia Militar.

A versão do acusado

O idoso, de 62 anos, acusado do crime preferiu não se manifestar e ficou calado no depoimento. Ele disse, por meio de advogado que o acompanhava que irá se manifestar somente em juízo.

Aos policiais militares, de acordo com o boletim de ocorrência, o acusado disse que ingeriu bebida alcóolica antes do crime e falou que “se esta (a vítima) sobrevivesse e se ele fosse solto, atiraria nela de novo” (sic).

crime que chocou Jacareí
Suspeito empunha revólver

O homem vai responder por ao menos cinco crimes:

    • Feminicídio (art. 121, §2º-A, CP).

    • Incêndio (art. 250, CP).

    • Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito — pela numeração suprimida do revólver (.38 SPL) (art. 16, par. ún., IV, Lei 10.826/03).

    • Porte ilegal de arma de uso permitido (espingarda cal. 12) (art. 14, Lei 10.826/03).

    • Lesão corporal culposa na direção (art. 303, CTB), em razão da colisão com a motoneta na fuga.

      A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos seguintes crimes:

O BO ainda registra a possibilidade de responsabilização por art. 306 do CTB (álcool + direção), se comprovado por laudo.

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