Uma fisioterapeuta de 59 anos registrou boletim de ocorrência em Cruzeiro. Ela relata ter sido vítima do golpe do falso advogado, com prejuízo aproximado de R$ 40 mil após orientações recebidas via WhatsApp. O fato começou na manhã de 4/11 e foi oficialmente comunicado à polícia às 01h05 de 7/11. O caso foi registrado como estelionato (art. 171). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O que o golpe do falso advogado
É quando um golpista se passa pelo advogado da vítima (geralmente por WhatsApp) e anuncia que ela “ganhou uma causa”. Para “liberar” o suposto valor, ele pede um pagamento urgente (via Pix) para “custas” ou “taxas”. A vítima paga, mas a história da causa era mentira e o dinheiro vai para o criminoso.
Como foi a dinâmica do golpe do falso advogado
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Isca inicial: mensagem de WhatsApp de um número com DDD 12 se passando por uma advogada conhecida da vítima, dizendo que ela havia “ganhado uma causa”.
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Autoridade falsa: na sequência, outro número com DDD 11 se apresentou como sendo do STJ e induziu transferências entre contas da vítima (Caixa, Nubank e Mercado Pago) para o Banco Will.
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Destino final do dinheiro: do Banco Will, o valor saiu via Pix para Anjos Pay Serviços de Tecnologia Ltda. Houve ainda um Pix de R$ 10.240,00 diretamente da Caixa ao mesmo destino, com comprovante anexado ao Boletim de Ocorrência.
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Pedido de mais dinheiro: no dia 5/11, um terceiro telefone (DDD 38) voltou a pedir valores; desconfiada, a vítima ligou para a verdadeira advogada, que negou o contato e confirmou tratar-se de golpe.
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Pistas e linhas de apuração citadas no BO
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Números usados pelos golpistas (com DDDs 12, 11 e 38).
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Instituições/contas de passagem: Banco Will e recebedora final Anjos Pay Serviços de Tecnologia Ltda.
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Comprovante de Pix (R$ 10.240,00) anexado ao registro, que pode ajudar a rastrear o fluxo financeiro.
Serviço ao leitor: sinais de alerta e como se proteger
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Confirme pelo canal oficial: recebeu mensagem sobre “processo ganho” ou “liberação de valores”? Ligue para o escritório do seu advogado em número que você já usa — não retorne o contato recebido.
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Órgãos do Judiciário não cobram por WhatsApp nem orientam transferências entre bancos para “liberar valores”. Desconfie de pressa e exigência de Pix imediato.
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Nunca centralize valores em “conta de passagem” indicada por terceiros; isso é típico de engenharia social.
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Guarde comprovantes e registre BO o quanto antes; bancos e recebedores podem ser oficiados para travar valores ainda em trânsito.

Perguntas frequentes
Qual foi o prejuízo?
A vítima estima cerca de R$ 40 mil, incluindo um Pix de R$ 10.240,00 documentado no BO.
Como os golpistas convenceram a vítima?
Usaram a identidade de uma advogada real e inventaram um contato “do STJ”, criando aparência de legitimidade para ordenar transferências sucessivas.
Para onde o dinheiro foi?
Após circular por contas da própria vítima, migrou ao Banco Will e, de lá, saiu via Pix para Anjos Pay Serviços de Tecnologia Ltda.
O que a polícia fez?
Registrou estelionato no plantão de Cruzeiro e encaminhou à delegacia da área para investigação (quebra de sigilo bancário, ofícios aos bancos/recebedores, perícia em comprovantes).
Posso divulgar os números de telefone?
Eles constam no BO e ajudam a investigação, mas o recomendado é entregar à polícia; evite expor na internet para não atrapalhar diligências.

