Um ônibus interestadual da empresa Expresso União foi atingido por estilhaços após um provável disparo de arma de fogo na Rodovia Presidente Dutra, em Pindamonhangaba, na noite desta quinta-feira (13/11). Um passageiro ficou ferido na testa e precisou de atendimento médico. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo (art. 15 do Estatuto do Desarmamento) e lesão corporal (art. 129 do Código Penal) pela Delegacia de Pindamonhangaba. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O que aconteceu na Via Dutra, em Pindamonhangaba
Segundo o boletim de ocorrência, o ônibus da Expresso União, seguia pela Rodovia Presidente Dutra, km 97, pista sentido Rio de Janeiro, na altura do bairro Una, em Pindamonhangaba, por volta das 21h30 de quinta-feira (13/11).
O motorista, de 37 anos, relatou que:
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ouviu um barulho de estampido, semelhante a um tiro, enquanto trafegava pela rodovia;
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mesmo assim, continuou a viagem, uma vez que naquele momento não tinha identificado exatamente o que havia acontecido;
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pouco depois, um passageiro percebeu que estava ferido.
O ônibus transportava passageiros em viagem interestadual e, após o fato, seguiu até um posto de serviço, já na cidade vizinha de Roseira, onde a situação foi melhor avaliada.
Passageiro fica ferido com vidro estilhaçado
A vítima, de 47 anos, percebeu que estava sangrando na testa e, em um primeiro momento, imaginou que alguma mala poderia ter caído sobre sua cabeça, segundo o relato registrado pela polícia.
Ao inspecionar o ônibus, o motorista e os demais passageiros notaram que:
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vidros das janelas de ambos os lados do ônibus estavam quebrados;
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os estilhaços de vidro atingiram o homem, causando o ferimento.
O passageiro foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Roseira, onde recebeu atendimento médico.
Como a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil atuaram
Quem levou o caso à Polícia Civil foi o policial rodoviário federal, que compareceu à Delegacia de Pindamonhangaba após ser acionado para ir até o Posto, em Roseira. Lá, encontrou o ônibus parado com os passageiros e o motorista.
Segundo o relato do PRF:
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ele foi chamado para verificar o ônibus que havia parado no posto;
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ouviu do motorista todo o histórico do fato na Dutra, na altura de Pindamonhangaba;
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constatou os vidros estilhaçados e o relato de que um passageiro havia sido ferido.
O caso foi então formalizado na Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba, que registrou o boletim como:
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disparo de arma de fogo (art. 15 da Lei 10.826/03 – Estatuto do Desarmamento);
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lesão corporal (art. 129 do Código Penal);
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autoria desconhecida, já que não há identificação de quem teria efetuado o disparo.
Perguntas frequentes sobre o caso
1. O passageiro ferido corre risco de morte?
O boletim informa que Rodrigo foi levado ao Pronto-Socorro de Roseira (SP) após perceber o sangramento na testa. O documento registra a ocorrência como lesão corporal, mas não detalha a gravidade do ferimento nem seu estado de saúde após o atendimento. Não há, no BO, menção a risco de morte.
2. O ônibus realmente levou um tiro?
O motorista e os passageiros acreditam que o veículo foi atingido por um disparo de arma de fogo, devido ao barulho de estampido e aos vidros quebrados em ambos os lados. Porém, essa hipótese ainda depende de confirmação pericial, já requisitada pela Polícia Civil.
3. Alguém foi preso pelo disparo?
Não. O boletim é de autoria desconhecida, não há suspeitos identificados nem prisões relacionadas ao disparo até o momento do registro.
4. A viagem foi interrompida?
O ônibus seguiu até um posto de serviço, em Roseira, onde parou para atendimento do passageiro ferido e acionamento da Polícia Rodoviária Federal. O boletim não detalha como a viagem prosseguiu depois disso (troca de veículo, retorno ou continuação).
5. A empresa Expresso União se manifestou?
Ainda não. A reportagem tenta contato com a empresa.
6. O que a vítima foi orientada a fazer na Justiça?
O documento registra que a vítima foi orientada sobre o prazo decadencial de 6 meses para eventual representação criminal, que passa a contar a partir do momento em que houver identificação da autoria, e não da data do fato.
7. Como qualquer passageiro pode agir se viver algo parecido?
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Buscar atendimento médico imediato se houver ferimentos;
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solicitar que o motorista acione a PRF (191) ou a Polícia Militar (190);
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registrar boletim de ocorrência, preferencialmente com fotos dos danos, dados do veículo e relato detalhado do momento do fato;
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acompanhar o andamento do caso na delegacia da área onde ocorreu o incidente.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

