Uma aposentada perde R$ 230 mil em golpe do empréstimo em Taubaté, após ser convencida, ao longo de mais de um ano, a fazer dezenas de transferências bancárias para supostos procedimentos de liberação de crédito oferecido por uma falsa funcionária de um banco. O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Taubaté, na noite de segunda-feira (01/12). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Golpe do empréstimo em Taubaté: entenda o caso
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, de 64 anos, moradora de Taubaté, foi procurada ainda em 2024 por uma mulher que se apresentou como “Marta”, funcionária de um banco. A abordagem começou por telefone e continuou por mensagens de WhatsApp, usando números com DDD 11 (São Paulo).
A suposta funcionária ofereceu um empréstimo de R$ 5 mil, mas condicionou a liberação do dinheiro à realização de transferências bancárias para contas indicadas por ela.
A aposentada, acreditando estar tratando com o banco, fez diversas transferências ao longo das negociações, até somar aproximadamente R$ 230 mil enviados aos criminosos.
Somente em 28 de novembro de 2025, quando recebeu um novo pedido de R$ 1 mil para “liberar” o valor prometido, a vítima desconfiou, percebeu que tinha caído em um golpe e decidiu procurar a Polícia Civil de Taubaté, que registrou a ocorrência como estelionato qualificado pela utilização de meios eletrônicos.
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Como funciona o golpe do empréstimo
O boletim de ocorrência descreve que, durante todo o período das tratativas, a falsa funcionária orientava a aposentada a fazer transferências bancárias para diferentes contas, sempre com a justificativa de que eram taxas, tarifas ou procedimentos necessários para liberar o empréstimo de R$ 5 mil. Em nenhum momento o dinheiro prometido foi creditado na conta da vítima.
No total, a aposentada perdeu R$ 230 mil no golpe do empréstimo, valor que foi comprovado por comprovantes de transferências anexados ao boletim de ocorrência pela própria vítima.
O golpe foi praticado exclusivamente por canais digitais — ligações e mensagens de WhatsApp — o que caracteriza o estelionato com uso de meios eletrônicos, previsto no § 2º-A do artigo 171 do Código Penal.
O registro policial ainda informa que a vítima se sentiu “ludibriada durante todo o período” e só então percebeu que jamais receberia o valor prometido pela suposta funcionária do banco.
Golpes contra aposentados crescem no Vale do Paraíba
O caso do golpe empréstimo em Taubaté não é isolado. Em Jacareí, um aposentado de 65 anos perdeu R$ 37 mil após a contratação fraudulenta de empréstimos em seu nome, também envolvendo instituições financeiras e operações feitas à distância, conforme noticiado pelo Vale 360 News.
Outros casos noticiados pelo portal foram:
Em São José dos Campos, um projeto de lei que previa uma campanha permanente de combate a golpes contra aposentados chegou a ser apresentado na Câmara Municipal, mas foi rejeitado pela base governista em 2023, mesmo diante do aumento de registros de estelionato envolvendo idosos.
Outra tendência é a migração dos criminosos para diferentes formatos: além do golpe do empréstimo, há golpes de investimentos, como o caso de um morador de Taubaté que perdeu mais de R$ 63 mil em um esquema fraudulento no bairro da Estiva.
E também golpes que começam em redes sociais ou aplicativos de vídeo, como o caso recente da “mulher de Taubaté” que conheceu um suposto executivo no TikTok e acabou extorquida em R$ 13,6 mil.
Diante desse cenário, especialistas e autoridades reforçam a importância da educação financeira e da orientação específica para o público idoso, muitas vezes mais vulnerável a abordagens insistentes e aparentemente técnicas feitas por telefone ou aplicativos de mensagens.
Como se proteger de golpes do empréstimo e outros crimes financeiros
Além de desconfiar de ofertas de crédito “fáceis” feitas por telefone, WhatsApp ou redes sociais, é recomendável que o consumidor busque sempre os canais oficiais dos bancos e instituições financeiras — seja pelo aplicativo oficial, site ou agências físicas.
Ferramentas como o BC Protege+, do Banco Central, ajudam a reduzir o risco de abertura de contas bancárias em nome de terceiros e fazem parte de um conjunto de medidas contra fraudes de identidade, que muitas vezes são usadas como porta de entrada para golpes de empréstimo, Pix e movimentações criminosas.
Também é importante nunca compartilhar senhas, códigos de confirmação ou fotos de documentos pelo WhatsApp, e sempre desconfiar de pedidos de transferência urgente, mesmo quando partem de números com DDD conhecido ou que se passam por funcionários de bancos.

Perguntas frequentes sobre o golpe do empréstimo em Taubaté
Quando ocorreu o golpe do empréstimo em Taubaté?
Segundo o boletim de ocorrência, o golpe começou em 2024, quando a vítima passou a ser contatada pela falsa funcionária de um banco, e se estendeu ao longo de mais de um ano, com diversas transferências bancárias. A vítima percebeu que se tratava de fraude em 28 de novembro de 2025.
Como a vítima foi abordada pelos golpistas?
A aposentada relatou que recebeu ligações e mensagens de WhatsApp de uma mulher que se apresentou como “Marta”, suposta funcionária de um banco físico.
Essa pessoa ofereceu um empréstimo de R$ 5 mil e passou a exigir transferências para liberar o dinheiro — típico modo de atuação de golpes de empréstimo em Taubaté e em outras cidades.
Por que a aposentada perde R$ 230 mil no golpe do empréstimo?
Porque, ao acreditar na promessa do empréstimo, ela foi realizando várias transferências bancárias para contas indicadas pela golpista, sempre com a justificativa de pagar taxas, tarifas ou supostos custos administrativos. Somando todas as operações, o prejuízo chegou a cerca de R$ 230 mil, sem que o crédito de R$ 5 mil fosse efetivamente liberado.
Há suspeitos identificados pelo golpe?
Até o momento do registro do boletim, não. O caso foi registrado como boletim de ocorrência de autoria desconhecida, e caberá à Polícia Civil aprofundar a investigação, rastrear as contas que receberam as transferências e tentar identificar os responsáveis pelo golpe de empréstimo em Taubaté.
Qual é o enquadramento criminal do caso?
O crime foi registrado como estelionato (artigo 171 do Código Penal), com a qualificadora prevista no § 2º-A, que trata de fraudes cometidas com uso de informações fornecidas pela vítima ou por terceiros, por meio de redes sociais, contatos telefônicos, envio de e-mails fraudulentos ou outros meios análogos — exatamente o que ocorreu no caso desta aposentada de Taubaté.
O que a vítima foi orientada a fazer?
O boletim de ocorrência registra que a aposentada foi orientada sobre o prazo decadencial de seis meses para eventual representação contra os responsáveis. Caso se lembre de novos detalhes, identifique novas transferências ou reconheça algum nome ou conta bancária, poderá complementar o registro para auxiliar nas investigações.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

