Polícia Civil cumpre mandados em São José dos Campos, Jacareí e Taubaté na Operação King Kong

Operação King Kong: a Polícia Civil deflagrou nesta semana a Operação King Kong para cumprir seis mandados de busca e apreensão em investigação que apura a suposta manutenção irregular de animais silvestres — com foco no macaco-prego “Nick”, exibido em redes sociais — em alvos de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté (além de um endereço na capital paulista). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A Operação King Kong foi conduzida por policiais civis da Delegacia Seccional de São José dos Campos e equipes do 1º, 4º e 7º Distritos Policiais, com apoio da Polícia Ambiental e participação de forças de segurança na execução dos mandados. O caso está amparado na Lei 9.605/98 (Crimes Ambientais) e foi formalizado em boletim de ocorrência.

Operação King Kong: seis mandados e investigação iniciada pela Polícia Federal

Em entrevista ao Vale 360 News, o delegado Reinaldo Checa Júnior, que coordenou a operação, explicou como o caso chegou à Polícia Civil. Segundo ele, a apuração começou em outra esfera e depois foi remetida ao Estado: “Foi uma operação deflagrada, uma investigação que iniciou com a Polícia Federal”.

Na sequência, o delegado contextualizou por que a Operação King Kong passou a ser tocada pela Polícia Civil em São José dos Campos: “No transcurso da investigação, se aflorou que os delitos… seriam de competência estadual”.

De acordo com a Polícia Civil, os mandados foram expedidos no âmbito do Juizado Especial Criminal da Comarca de São José dos Campos, para cumprimento em seis alvos: três em São José dos Campos, um em Jacareí, um em Taubaté e um na capital.

Operação King Kong: por que o macaco Nick virou alvo

A Operação King Kong mira, principalmente, a suposta domesticação do macaco-prego “Nick” e a verificação da legalidade da posse e do manejo do animal. O delegado explicou o que a equipe buscava apurar: “Foram expedidos seis mandados de busca, para a gente apurar eventuais crimes de maus-tratos”.

O delegado também detalhou por que as postagens chamaram atenção: “Ele postava fotos do macaco-prego… nas redes sociais, indo a lugares públicos, restaurantes”.

Operação King Kong: “não logramos apreender o macaco”, diz delegado

Ao falar do resultado principal das diligências, o delegado Reinaldo Checa Júnior contextualizou que a equipe procurou o animal em diferentes frentes e explicou o desfecho do dia: “Não logramos apreender o macaco”.

Apesar de o animal não ter sido localizado durante as buscas, o delegado disse que houve avanço na identificação do responsável: “Conseguimos contato com o proprietário dele”. No relato, o delegado afirmou ainda que o homem se apresenta como adestrador e foi orientado a prestar esclarecimentos.

Operação King Kong: investigado ouvido por videoconferência e documentação em análise

Conforme o boletim de ocorrência, foi identificado o proprietário do macaco Nick e ele foi ouvido por videoconferência, acompanhado por defensor, devido a uma restrição judicial para sair da comarca de Jacareí. Ele apresentou documentação que, segundo a Polícia Civil, está sob análise da Polícia Ambiental.

O delegado explicou o próximo passo e citou o encaminhamento para validação pelos órgãos competentes: “O proprietário já encaminhou… uma documentação que será analisada”. Em seguida, completou: “Vamos encaminhar isso à Polícia Ambiental… e também vamos oficiar o Ibama”.

Operação King Kong: o que foi encontrado nas clínicas e em imóvel em São José dos Campos

Durante a Operação King Kong, além da procura pelo macaco Nick, a polícia verificou a existência de outros animais silvestres em situação irregular e itens relacionados à investigação. O boletim aponta os seguintes achados:

  • Clínica 1: um papagaio foi apreendido e ficou depositado temporariamente por estar em tratamento veterinário; e um gambá de orelha preta foi recolhido para posterior devolução à natureza;
  • Clínica 2: foram encontrados uma cobra píton e uma lagartixa leopardo; os documentos foram verificados e, segundo o registro, não foi constatada irregularidade;
  • Estrada do Florindo, no bairro Buquirinha II (São José dos Campos): foi localizada uma arara-canindé, com documentação em análise pela Polícia Ambiental e pelo Ibama.

Já nos mandados cumpridos em Jacareí, Taubaté e São Paulo (capital), o boletim registra que nada de irregular foi encontrado durante as diligências da Operação King Kong.

Operação King Kong e Lei 9.605/98: o que a legislação prevê

A Operação King Kong está inserida no contexto da Lei 9.605/98, que trata de crimes ambientais. Em linhas gerais, manter animal silvestre sem autorização e fora das normas pode gerar responsabilização, além de apreensão do animal e encaminhamento para órgãos ambientais.

O delegado aproveitou para deixar um alerta a quem mantém animais silvestres sem regularização e explicou as consequências: “A pessoa… tá sujeito às penas da lei… além de responder pelo crime, acaba perdendo a posse do animal”.

O Vale 360 News já mostrou casos recentes ligados a crime ambiental na região, como a prisão de suspeitos por transportar macaco-prego em Jacareí com documentação falsa e uma operação com animais silvestres apreendidos em Santo Antônio do Pinhal.

Perguntas frequentes sobre a Operação King Kong

O que é a Operação King Kong?

A Operação King Kong é uma ação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Ambiental, para cumprir mandados de busca e apreensão e apurar suspeitas de crimes ambientais ligados a animais silvestres, com foco no macaco-prego “Nick”.

Quantos mandados foram cumpridos na Operação King Kong?

Foram seis mandados de busca e apreensão: três em São José dos Campos, um em Jacareí, um em Taubaté e um na capital paulista.

O macaco Nick foi encontrado na Operação King Kong?

Não. Segundo o delegado, “não logramos apreender o macaco”, e a documentação apresentada pelo suposto responsável será analisada pelos órgãos ambientais.

Quais animais foram encontrados durante a Operação King Kong?

O boletim registra um papagaio (depositado temporariamente em clínica), um gambá de orelha preta (recolhido), uma cobra píton e uma lagartixa leopardo (com documentos verificados) e uma arara-canindé, com documentação em análise.

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