“Não interfere na pedagogia. Eles não são professores”: Tarcísio separa funções em escola cívico-militar de Caçapava após crítica

“Eles não são professores”: ao comentar a polêmica envolvendo monitores em uma escola cívico-militar de Caçapava, o governador Tarcísio de Freitas afirmou, em entrevista à TV Vanguarda nesta sexta-feira (06/02), que a atuação dos policiais monitores não entra na pedagogia e que o conteúdo segue com os docentes da rede. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Eles não são professores: o que Tarcísio disse após a crítica

O tema entrou na entrevista quando o governador foi questionado sobre imagens exibidas pela TV Vanguarda, com monitores orientando alunos dentro da sala de aula. Na pergunta, a reportagem citou erros de Português na lousa e a presença dos monitores durante uma atividade de comandos.

“Ele não vai interferir em pedagogia. (…) Ele não tá lá para dar aula.”

Ao longo da resposta, Tarcísio reforçou mais de uma vez o ponto central: Eles não são professores — e, por isso, não devem ser cobrados como se estivessem substituindo docentes.

“Ele vai entrar na pedagogia, ele vai dar aula para aluno? Não. Para isso nós temos os nossos professores.”

O que aconteceu em Caçapava e por que “Eles não são professores” virou o centro do debate

A discussão ganhou força depois que a TV Vanguarda exibiu um trecho de atividade de “ordem unida” em uma escola cívico-militar. No registro, palavras foram escritas com erros e corrigidas em seguida. Na lousa da Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, palavras como “descançar” e “continêcia” apareceram escritas de forma incorreta e foram corrigidas depois, ainda durante a atividade. O Vale 360 News explicou o episódio e o que foi mostrado na escola estadual de Caçapava.

Na entrevista, o governador reconheceu que o erro “não é legal”, mas voltou a insistir no papel do monitor no modelo:

“Cometeu um erro no quadro, uma pena, o erro não é legal, mas eles não tão lá para isso, eles não são professores.”

“Eles não são professores” e a separação de funções dentro do modelo

Tarcísio afirmou que os monitores atuam em disciplina, postura e civismo — sem substituir o trabalho do professor. Ele citou exemplos do que, segundo ele, faz parte da rotina do modelo, como continência, apresentação da turma ao docente e rituais cívicos.

“A gente vai ter uma atitude de respeito na chegada do professor, a gente vai apresentar uma turma professor. A gente vai cantar o hino nacional…”

Na prática, a fala do governador tenta delimitar o “quem faz o quê”: o conteúdo formal permanece sob responsabilidade do corpo docente.

  • Monitores: postura, disciplina, organização, valores cívicos e convivência.
  • Professores: aulas, currículo, avaliação e atividades pedagógicas.

“Eles não são professores”, diz Tarcísio, ao citar formação docente e resultados

Para sustentar a defesa, o governador emendou uma lista de iniciativas que, segundo ele, mostram foco no aprendizado — como formação continuada e programas de recuperação — e citou indicadores e ações do estado.

“Os professores estão passando por formação continuada. (…) A gente tem o reforço… (…) A gente tá vendo a nossa educação melhorando.”

Ele também mencionou que as escolas cívico-militares seriam escolhidas pela comunidade e que a adesão é voluntária.

“As escolas cívico-militares estão onde a comunidade lá escolheu. (…) E a gente não pode também classificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro e ela não está lá para isso.”

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Na região, o modelo já vinha sendo discutido e teve escolas selecionadas em diferentes cidades. Relembre a lista e o processo de consulta pública no texto do Vale 360 News sobre as sete escolas do Vale do Paraíba e Litoral Norte no modelo cívico-militar. Em São José dos Campos, a Câmara também aprovou uma lei municipal sobre o tema: veja a reportagem.

Na mesma entrevista à TV Vanguarda, Tarcísio também falou sobre outros assuntos no Vale: trem de passageiros até Aparecida e a formação da chapa para 2026 com Felício Ramuth.

Eles não são professores
Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Perguntas frequentes

O que Tarcísio quis dizer com “Eles não são professores”?

Na entrevista, Tarcísio afirmou que Eles não são professores porque os monitores do modelo cívico-militar teriam função voltada à disciplina, postura e civismo, sem interferir no conteúdo pedagógico, que ficaria com os docentes.

O governador considerou aceitável o erro de Português mostrado na TV?

Ele disse que o erro “não é legal”, mas argumentou que a cobrança precisa considerar a função do monitor dentro do programa.

Qual foi o caso que motivou a pergunta na entrevista?

A TV Vanguarda exibiu imagens de uma atividade de comandos em uma escola cívico-militar de Caçapava. O Vale 360 News detalhou o episódio e a correção das palavras na lousa na reportagem já publicada sobre o tema.

Onde saber mais sobre as escolas cívico-militares no Vale?

O Vale 360 News já mostrou a lista de escolas e como foi a seleção por consulta pública, além de matérias sobre o debate em cidades como Caçapava e São José dos Campos.

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