Taubaté: Sindicância no HMUT por violência obstétrica será aberta após denúncias

Sindicância no HMUT por violência obstétrica será aberta pelo Grupo Chavantes, responsável pela gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté, após a repercussão de relatos publicados pelo portal T7 News sobre possíveis falhas no atendimento da maternidade, complicações durante partos e denúncias de suposta violência obstétrica. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Em nota de esclarecimento, o Grupo Chavantes informou que tomou conhecimento dos relatos e adotará medidas para apuração dos fatos. A administração disse que a sindicância interna seguirá protocolos técnicos, éticos e legais, com análise de registros assistenciais e pareceres técnicos.

Sindicância no HMUT por violência obstétrica: o que diz o Grupo Chavantes

O Grupo Chavantes afirmou que a apuração será conduzida de forma responsável e criteriosa. A instituição também declarou que a assistência materno-infantil prestada no HMUT segue protocolos clínicos e diretrizes de segurança voltadas à preservação da saúde das gestantes e dos bebês.

A nota foi divulgada após reportagens do T7 News reunirem depoimentos de mães, familiares e profissionais sobre possíveis falhas de assistência na maternidade. Entre os relatos estão demora no atendimento, longos períodos de indução para parto normal, dificuldades para realização de cesáreas e problemas estruturais.

O caso ocorre em uma unidade que já passou por mudanças recentes. O Vale 360 News mostrou que a maternidade do Hospital Municipal de Taubaté reabriu após obras de melhorias, depois de período de fechamento para dedetização e adequações estruturais.

Sindicância no HMUT por violência obstétrica não tem prazo divulgado

Até o momento, não foi informado prazo para conclusão da sindicância interna. O Grupo Chavantes declarou que os casos serão avaliados com base nos documentos assistenciais, com respeito ao sigilo dos pacientes e às normas éticas.

A instituição também afirmou que permanece à disposição do Ministério Público e dos órgãos competentes para prestar esclarecimentos sobre os atendimentos realizados na maternidade do HMUT.

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE TAUBATÉ

Relatos publicados pelo T7 News motivaram repercussão

As denúncias ganharam repercussão após reportagens do portal T7 News. Uma das pacientes citadas é Aline Cristina da Cruz Prudente, de 28 anos, que relatou complicações durante a cesárea da filha. Segundo ela e o marido, Francisco Reginaldo de Lima, teria ocorrido perfuração na bexiga e no útero durante o procedimento.

Após a primeira reportagem, novos relatos passaram a circular nas redes sociais e foram reunidos pelo T7 News, ampliando o debate sobre o atendimento obstétrico no hospital.

Também há menção a uma apuração do Ministério Público. Segundo o material divulgado, documentos técnicos analisados pelo órgão apontariam possíveis irregularidades no atendimento obstétrico e questionamentos sobre o respeito à autonomia das gestantes na escolha do tipo de parto.

Sindicância no HMUT por violência obstétrica será acompanhada por órgãos competentes

A abertura de uma sindicância no HMUT por violência obstétrica deve buscar esclarecer se houve falhas individuais, problemas de protocolo, falhas estruturais ou ausência de responsabilidade nos atendimentos relatados. A apuração interna não substitui eventual investigação do Ministério Público ou de outros órgãos de controle.

O HMUT atende pacientes de Taubaté e da região e tem sido alvo de acompanhamento público em diferentes áreas. Em fevereiro, o portal mostrou que, após cobrança contratual, o HMUT dobrou cirurgias, ampliou exames e chegou a 190 leitos de internação, segundo balanço divulgado pela Prefeitura.

Histórico recente do HMUT em Taubaté

Nos últimos meses, o hospital também recebeu investimentos e passou por ampliações. A UTI pediátrica no HMUT de Taubaté foi inaugurada com modernização completa, e a Unitau anunciou investimentos de R$ 4,5 milhões para melhorias no hospital.

Ao mesmo tempo, a unidade já teve outros episódios investigados ou questionados. Em novembro, a Polícia Civil abriu investigação sobre a morte de uma mulher na recepção do HMUT em Taubaté.

O que pode acontecer após a sindicância no HMUT por violência obstétrica

Com a sindicância, a gestão deverá analisar prontuários, condutas adotadas, fluxos internos, protocolos clínicos e eventuais falhas no atendimento. Dependendo do resultado, podem ser adotadas medidas administrativas, correções de protocolo, capacitações e encaminhamentos a órgãos externos.

Especialistas em saúde materna defendem que casos envolvendo suspeita de violência obstétrica sejam apurados com transparência, acolhimento às pacientes e preservação de provas documentais, como prontuários, registros de enfermagem, laudos e relatórios médicos.

Até a conclusão das apurações, os fatos devem ser tratados como denúncias e relatos em investigação. O Grupo Chavantes nega falhas generalizadas e afirma manter compromisso com atendimento humanizado, seguro e responsável.

Sindicância no HMUT
Foto: Reprodução

Perguntas frequentes

O que motivou a sindicância no HMUT por violência obstétrica?

A sindicância foi anunciada após a repercussão de relatos publicados pelo portal T7 News sobre possíveis falhas no atendimento obstétrico da maternidade do HMUT.

Quem administra o HMUT?

O Hospital Municipal Universitário de Taubaté é administrado pelo Grupo Chavantes.

O Ministério Público investiga o caso?

Segundo as reportagens publicadas, o caso também é alvo de apuração do Ministério Público, que analisa relatos e documentos sobre o atendimento obstétrico.

Há prazo para conclusão da sindicância?

Até o momento, não houve divulgação de prazo para conclusão da sindicância interna anunciada pelo Grupo Chavantes.

O Grupo Chavantes comentou as denúncias?

Sim. A gestão informou que tomou conhecimento dos relatos, que adotará medidas de apuração e que está à disposição dos órgãos competentes para prestar esclarecimentos.