Morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté é investigada pela Polícia Civil

Jesse Nascimento

Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

Morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté está sendo investigada pela Polícia Civil após Marcela Santos Miguel da Conceição, de 30 anos, passar mal e morrer na recepção do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) na manhã desta sexta-feira (28/11), depois de procurar atendimento por fortes dores abdominais. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

De acordo com o boletim de ocorrência, Marcela começou a se sentir mal no domingo (23), quando procurou atendimento na UPA Santa Helena, em Taubaté. Na ocasião, recebeu diagnóstico de pedra nos rins, considerada pequena pelos médicos, e foi medicada para tentar a expulsão natural do cálculo.

Na quarta-feira (26), ainda com dores, a vítima retornou à mesma unidade de Pronto Atendimento, onde realizou novos exames e recebeu medicação mais forte para seguir o tratamento em casa.

Já na quinta-feira (27), após notar inchaço abdominal, Marcela procurou a UPA Central. Ela foi novamente medicada, recebeu orientações e foi liberada para continuar o acompanhamento em casa, segundo consta no boletim de ocorrência.

Na manhã desta sexta-feira (28), com dores intensas e o abdômen bastante inchado, Marcela foi levada pela mãe ao HMUT. Na recepção, recebeu um documento e foi orientada a se dirigir a outro setor do hospital, onde relatou novamente os sintomas. No local, porém, ouviu que o atendimento era voltado apenas para casos de ginecologia e obstetrícia e foi orientada a procurar a UPA San Marino.

Diante da impossibilidade de deslocamento imediato e da piora do quadro, a mãe acionou o SAMU para transporte até uma unidade de Pronto Atendimento. Antes da chegada da ambulância, Marcela perdeu os sentidos na recepção do HMUT. Quando os socorristas chegaram, constataram que ela já estava sem vida. A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado como morte suspeita.

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O que se sabe sobre a morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté

A morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté reúne uma sequência de atendimentos em unidades públicas de saúde ao longo de cinco dias, até o óbito na manhã desta sexta-feira (28). Todo o histórico foi detalhado pela família às autoridades no registro do boletim de ocorrência.

Segundo o documento, desde o primeiro atendimento na UPA Santa Helena, no domingo (23), o quadro de saúde de Marcela não apresentou melhora significativa, mesmo após uso de medicamentos prescritos para o tratamento da pedra nos rins.

Na quarta-feira (26), a nova ida à UPA resultou em exames complementares e em medicação mais forte para aliviar as dores e estimular a eliminação da pedra, ainda com indicação de tratamento em casa.

Na quinta-feira (27), o surgimento de inchaço abdominal levou a jovem à UPA Central. Ela foi medicada e liberada, mas, de acordo com o relato da família, a intensidade das dores e o aumento do inchaço continuaram a preocupar durante a madrugada e na manhã seguinte.

Como foi o atendimento no HMUT antes da morte em Taubaté

Nesta sexta-feira (28), Marcela chegou ao Hospital Municipal Universitário de Taubaté acompanhada da mãe, com queixas de dor intensa e abdômen bastante distendido. Na recepção, recebeu um documento e foi orientada a procurar outro setor dentro do próprio HMUT, onde novamente descreveu os sintomas.

Nesse segundo setor, conforme relato registrado em boletim de ocorrência, ela foi informada de que o local atendia apenas casos de ginecologia e obstetrícia e orientada a dirigir-se à UPA San Marino, unidade de Pronto Atendimento de referência para outras situações clínicas.

Sem condições de deslocar a paciente no mesmo momento e diante da piora do quadro, a mãe pediu o acionamento do SAMU para que o transporte fosse feito em ambulância até a UPA. Enquanto aguardavam na recepção, Marcela sofreu uma piora súbita, perdeu os sentidos e caiu inconsciente.

Quando a equipe do SAMU chegou ao HMUT, constatou que a jovem já estava sem sinais vitais. Nesse tipo de ocorrência, é o laudo do exame médico-legal que costuma esclarecer a causa da morte, apontando se houve complicações relacionadas ao diagnóstico inicial (como a pedra nos rins) ou outro problema de saúde.

O que diz o HMUT sobre a morte suspeita de mulher em Taubaté

Em nota, o Hospital Municipal Universitário de Taubaté, gerenciado pelo Grupo Chavantes, informou que lamenta profundamente o falecimento de Marcela Santos Miguel da Conceição e manifestou solidariedade à família e amigos.

O HMUT afirma que, na manhã desta sexta-feira (28), a paciente procurou atendimento na instituição e passou por uma avaliação inicial. Segundo o hospital, foi identificado que o quadro não se enquadrava nos atendimentos de urgência e emergência oferecidos na unidade, cujo foco são as especialidades de Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria. Por isso, Marcela teria sido orientada a procurar uma unidade de Pronto Atendimento, onde o atendimento adequado poderia ser realizado.

A instituição relatou ainda que a paciente e a acompanhante solicitaram o acionamento do SAMU para o transporte até essa outra unidade. Enquanto aguardavam, de acordo com o HMUT, houve uma piora súbita do quadro clínico ainda na recepção, o que levou a equipe a acionar o suporte médico disponível e a realizar todas as medidas possíveis naquele momento.

Segundo o hospital, quando o atendimento emergencial foi iniciado, a paciente já se encontrava sem sinais vitais. O HMUT informou também que prestou suporte à família, acionou a Polícia Civil, providenciou o boletim de ocorrência e acompanhou o caso por meio do serviço social da unidade.

Na nota, o hospital reafirmou compromisso com a transparência e com o cuidado às pessoas, e disse que está à disposição da família e das autoridades para prestar esclarecimentos durante a investigação.

Próximos passos da investigação sobre morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté

Com o registro do boletim como morte suspeita, o caso passa a ser acompanhado pela Polícia Civil, que deve analisar prontuários médicos, ouvir familiares, profissionais de saúde e testemunhas que estavam na recepção do hospital no momento do ocorrido.

Casos classificados como morte suspeita geralmente contam com a realização de exames periciais e laudos médicos detalhados, que ajudam a esclarecer a causa exata do óbito, o intervalo entre os atendimentos em diferentes unidades e a evolução do quadro clínico da vítima.

O resultado desses laudos será fundamental para apontar se houve alguma complicação inesperada, falha de diagnóstico, evolução rápida de um quadro já existente ou outro fator que tenha contribuído para a morte de Marcela.

Até a publicação desta matéria, a causa exata da morte não havia sido divulgada. A família aguarda respostas e o avanço das investigações para entender o que aconteceu entre os atendimentos nas UPAs e o desfecho no HMUT, em Taubaté.

Morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté ocorre em meio a mudanças na unidade

A morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté acontece em um momento em que o hospital universitário passa por uma série de mudanças e investimentos na estrutura física e na capacidade de atendimento.

Nos últimos meses, a maternidade do Hospital Municipal de Taubaté foi reaberta após obras de melhorias estruturais e adequações na unidade, sob gestão do Grupo Chavantes, com foco em oferecer ambiente mais seguro e adequado para gestantes, bebês e equipes de saúde.

Também houve anúncio de investimentos da Universidade de Taubaté (UNITAU), em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes e a Prefeitura, para ampliar consultórios, leitos de UTI e a ala materno-infantil do HMUT, com o objetivo de qualificar o atendimento à população e a formação dos estudantes de Medicina.

Além disso, a Prefeitura já realizou mutirão para redução da fila de exames no HMUT e a unidade vem passando por um processo gradual de retomada de atendimentos ambulatoriais após períodos de restrições em anos anteriores.

Essas mudanças reforçam a centralidade do hospital na rede de saúde pública de Taubaté e do Vale do Paraíba, o que deve ampliar o interesse de órgãos de controle e da própria sociedade sobre os desdobramentos da investigação desta morte suspeita de mulher na recepção do HMUT em Taubaté.

Morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Perguntas frequentes sobre a morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté

Quem era a mulher que morreu na morte suspeita no HMUT em Taubaté?

A vítima da morte suspeita de mulher no HMUT em Taubaté é Marcela Santos Miguel da Conceição, de 30 anos. Ela começou a passar mal no domingo (23), buscou atendimento em diferentes UPAs da cidade ao longo da semana e morreu na manhã de sexta-feira (28) na recepção do hospital, após nova tentativa de atendimento.

Quando aconteceu a morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté?

A morte de mulher na recepção do HMUT em Taubaté ocorreu na manhã desta sexta-feira (28). Marcela chegou ao hospital com dores intensas e abdômen inchado, aguardou orientação sobre o atendimento, teve o SAMU acionado para transporte a outra unidade, mas perdeu os sentidos na recepção antes da chegada da ambulância.

A mulher atendida no HMUT já tinha passado por outras unidades de saúde antes da morte suspeita?

Sim. Antes da morte suspeita de mulher no HMUT em Taubaté, Marcela foi atendida na UPA Santa Helena no domingo (23), onde recebeu diagnóstico de pedra nos rins, voltou à mesma unidade na quarta-feira (26) para novos exames e medicação e, na quinta-feira (27), procurou a UPA Central após notar inchaço abdominal.

O que diz o HMUT sobre a morte suspeita de mulher em Taubaté?

O hospital afirma que a morte suspeita de mulher no HMUT em Taubaté aconteceu após a paciente passar por uma avaliação inicial, na qual foi orientada a buscar atendimento em uma UPA, já que o HMUT atende principalmente Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria em casos de urgência. A instituição diz que, após piora súbita na recepção, acionou suporte médico e realizou todas as medidas possíveis, mas Marcela já estava sem sinais vitais quando o atendimento emergencial começou.

O laudo da morte suspeita de mulher no HMUT em Taubaté já foi divulgado?

Até o momento, não há divulgação oficial sobre o laudo pericial da morte suspeita de mulher no HMUT em Taubaté. O caso segue em investigação e o resultado dos exames médico-legais deverá apontar a causa exata do óbito e ajudar a esclarecer se houve relação com a pedra nos rins, com outra doença ou com eventual falha no atendimento.

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