Família de Genésio cobra Justiça em Caçapava após o idoso de 81 anos morrer depois de ser prensado por um carro contra um carrinho de reciclagem no Residencial Esperança, na noite de quinta-feira (21/05), enquanto o motorista de 61 anos foi liberado no local pela Polícia Militar, sem condução à delegacia e sem teste do bafômetro, situação que revoltou moradores e parentes da vítima. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Genésio de Sousa morreu às 3h10 da madrugada de sábado (23/05), horas depois de ser socorrido pelo SAMU à Fusam. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro.
O acidente aconteceu por volta das 19h50, na Rua Governador André Franco Montoro, nº 470. A primeira ocorrência feita pela Polícia Militar ainda no local constava apenas como acidente com vítima. Depois da morte, o boletim foi atualizado com a tipificação de homicídio culposo.
Família de Genésio cobra Justiça em Caçapava e questiona liberação do motorista
O filho da vítima, Marcelo, afirmou em entrevista ao Vale 360 News que o pai estava parado ao lado do carrinho de reciclagem, encostado próximo a outro veículo, quando foi atingido durante a tentativa de manobra do motorista.
“Ele prensou o meu pai contra o outro veículo, o Gol. Meu pai bateu a coluna, a cabeça e desceu”, relatou Marcelo.
Segundo o filho, após atingir Genésio, o motorista deu ré e deixou o local. Moradores do bairro, revoltados com a situação, foram atrás do condutor e o obrigaram a retornar ao ponto do acidente.
Filho diz que motorista estava alterado
Marcelo afirmou que o motorista aparentava alteração no momento em que voltou ao local. “Todo mundo falando que ele tinha bebido, estava alterado”, disse.
A família questiona por que o condutor não foi levado à delegacia pela Polícia Militar e por que não houve registro formal de teste de bafômetro ou exame clínico para apurar eventual alteração da capacidade psicomotora.
“Eu acho que ele deveria ter sido, no mínimo, conduzido à delegacia, feito o boletim de ocorrência, não ser liberado no local”, afirmou Marcelo.
Família de Genésio cobra Justiça em Caçapava após morte na Fusam
Depois do atropelamento, Genésio foi levado à Fusam, passou por cirurgia e morreu horas depois. Segundo o filho, o idoso teve hemorragia interna e ferimentos graves no abdômen.
“Meu pai foi para o hospital, fez cirurgia, teve hemorragia interna. Meu pai veio a óbito hoje às 3h10 da manhã”, disse Marcelo.
A família afirma que não busca acordo financeiro, mas responsabilização. “A gente só quer Justiça. Remédio não vai trazer mais meu pai. A gente só quer que não aconteça isso mais com nenhuma outra família”, afirmou o filho.
Motorista não foi conduzido à delegacia, diz família
O principal ponto de revolta é a atuação inicial após o acidente. Segundo familiares, mesmo com a vítima gravemente ferida, o motorista foi liberado no local pela Polícia Militar e não passou por teste do bafômetro.
Marcelo também relatou estranhamento durante o atendimento posterior na delegacia. Segundo ele, até um investigador teria questionado a ausência de condução do motorista à unidade policial.
“Ele falou: ‘eu só não estou entendendo o porquê que ele não foi conduzido a uma delegacia’. Está todo mundo nessa estranheza, sem entender”, afirmou o filho.
Família deve constituir advogado
A família informou que pretende constituir advogado após o velório e o sepultamento de Genésio. O objetivo é acompanhar o inquérito, reunir provas e cobrar responsabilização pelo acidente fatal.
“É o mínimo em respeito à memória do meu pai. É o mínimo, e isso vai acontecer”, disse Marcelo.
Carrinho de reciclagem pode ajudar perícia
O carrinho usado por Genésio ficou danificado após o impacto. A família mostrou o ponto atingido e relatou que a estrutura foi prensada contra o abdômen do idoso, o que pode ajudar a perícia a entender a dinâmica do acidente.
O laudo pericial e o exame necroscópico devem indicar a causa da morte e a relação entre as lesões e a manobra feita pelo motorista.
A família também busca imagens de câmeras da região. Segundo Marcelo, há tentativa de localizar vídeos do acidente para anexar ao inquérito policial.
O que a Polícia Civil deve apurar no caso Genésio
A Polícia Civil deve investigar a dinâmica do atropelamento, o comportamento do motorista após o impacto, a possível fuga do local, a ausência de teste de bafômetro e a conduta adotada no atendimento inicial da ocorrência.
O caso consta como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A eventual inclusão de outras circunstâncias no inquérito dependerá das provas, dos depoimentos, de imagens, do laudo do IML, da perícia do local e da análise da autoridade policial.
A reportagem anterior sobre o caso pode ser lida aqui: Acidente fatal em Caçapava gera comoção e autor não é conduzido à delegacia.
Comoção no Residencial Esperança
A morte de Genésio causou comoção no Residencial Esperança. Moradores relataram que ele era conhecido e querido no bairro, onde circulava com o carrinho de reciclagem.
O velório foi marcado para este sábado, e o sepultamento está previsto para o domingo, às 9h, no Parque das Hortênsias.
Testemunhas ou pessoas que tenham imagens do acidente podem procurar a família ou a Delegacia de Polícia de Caçapava para colaborar com a investigação.

Perguntas frequentes
Por que a família de Genésio cobra Justiça em Caçapava?
A família cobra Justiça porque Genésio morreu após ser prensado por um carro contra um carrinho de reciclagem, e o motorista foi liberado no local pela Polícia Militar, sem condução à delegacia e sem teste do bafômetro, segundo os familiares.
Quem era a vítima do acidente fatal em Caçapava?
A vítima era Genésio de Sousa, de 81 anos.
Onde aconteceu o acidente com Genésio?
O acidente aconteceu na Rua Governador André Franco Montoro, nº 470, no Residencial Esperança, em Caçapava.
Quando ocorreu o acidente?
O acidente ocorreu na quinta-feira, 21 de maio, por volta das 19h50.
O motorista foi levado à delegacia?
Segundo a família, não. O motorista foi liberado no local pela Polícia Militar.
Foi feito teste do bafômetro?
Segundo os familiares, não houve teste do bafômetro nem condução formal para exame na delegacia ou no IML.
Qual crime consta no boletim após a morte?
O boletim registrado após o óbito qualificou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
O que a família pretende fazer agora?
A família pretende constituir advogado, reunir provas, buscar imagens e acompanhar o inquérito policial para cobrar responsabilização.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

