Polícia Civil apura feminicídio Guaratinguetá, em caso de mulher encontrada morta em casa. Viviane Maria da Silva Vicente, de 24 anos, foi achada sem vida em uma residência na Rua Domingos Rodrigues Alves, na noite de terça-feira (23/06), após familiares passarem o dia sem contato com ela. A Polícia Civil procura o companheiro da vítima e requisitou exames periciais para esclarecer a causa da morte e a dinâmica do crime. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O boletim de ocorrência identifica o companheiro da vítima, de 27 anos, como investigado. Ele não havia sido localizado até a emissão do documento, às 4h15 desta quarta-feira (24/06). O registro informa que o casal tinha dois filhos menores, que ficaram sob os cuidados de familiares após o desaparecimento da mãe.
Polícia Civil apura feminicídio Guaratinguetá: Como a mulher foi encontrada morta?
Familiares estranharam a ausência de Viviane no trabalho, pois ela costumava chegar ao restaurante da família entre 6h30 e 7h. Mensagens enviadas ao celular constavam como recebidas, mas não tiveram resposta. O companheiro afirmou por telefone que ela teria saído de casa, mas não soube explicar onde a mulher estava.
No período da tarde, o investigado pediu a parentes que buscassem os filhos do casal na escola. Uma das crianças entregou a chave da residência a uma tia e informou que o pai havia solicitado o repasse. A situação causou preocupação, pois a família ainda não tinha notícias de Viviane.
Por volta das 20h30, três familiares entraram no imóvel com a chave. As portas estavam trancadas e não havia sinais aparentes de arrombamento. Viviane foi encontrada caída em um dos cômodos, parcialmente coberta por um tapete. Os familiares preservaram o local e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Polícia Militar. A equipe médica confirmou a morte.
Por que a Polícia Civil apura feminicídio em Guaratinguetá?
Os depoimentos reunidos no boletim apontam histórico de ciúmes, controle das redes sociais, acesso às contas da vítima e desentendimentos no relacionamento. Uma das crianças relatou a familiares que viu o pai segurar a mãe pelo pescoço e empurrá-la durante a madrugada.
Quais elementos sustentam a hipótese de feminicídio em Guaratinguetá?
Testemunhas disseram que o investigado fez contatos telefônicos durante a madrugada e demonstrou agitação por causa de uma suposta infidelidade. Após a localização do corpo, ele teria ligado para um cunhado e afirmado que havia feito “uma besteira” e que sua vida e sua família estavam arruinadas.
O boletim registra que policiais militares teriam acompanhado e gravado parte dessa ligação. No entanto, o arquivo de áudio ainda não havia sido apresentado ao plantão policial no momento da elaboração do documento. Por esse motivo, a suposta confissão ainda depende de incorporação formal ao inquérito e análise da Polícia Civil.
Familiares também relataram o desaparecimento do celular da vítima, possível acesso às contas bancárias e retirada de pertences pessoais do investigado. O guarda-roupa dele foi encontrado vazio, circunstância que reforçou para a polícia a hipótese de fuga.
Nenhuma dessas informações representa condenação, pois a responsabilidade criminal depende da conclusão do inquérito e de decisão judicial.
O que a lei considera feminicídio?
O feminicídio ocorre no contexto em que uma mulher é morta por razões relacionadas à condição do sexo feminino, inclusive em situação de violência doméstica e familiar. Desde a Lei Federal 14.994/2024, o feminicídio constitui crime autônomo no artigo 121-A do Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão.
A legislação prevê aumento da pena de um terço até a metade em situações específicas, entre elas a prática do crime na presença física ou virtual de descendente ou ascendente da vítima. O boletim de Guaratinguetá cita essa hipótese de aumento, mas a aplicação dependerá das provas reunidas e da avaliação do Poder Judiciário.
Casos anteriores mostram que ameaças, ciúmes excessivos, vigilância de comunicações e descumprimento de medidas protetivas exigem atenção. O Vale 360 News já noticiou o caso de um policial preso após descumprir medida protetiva em Guaratinguetá e uma tentativa de feminicídio em Pindamonhangaba.
Quais exames e diligências foram determinados pela polícia?
A autoridade policial requisitou perícia no imóvel, exame necroscópico, análise toxicológica e exame subungueal da vítima. Esse último procedimento pode identificar material biológico sob as unhas e auxiliar na busca por sinais de defesa ou contato físico.
A investigação também deverá analisar câmeras existentes nas proximidades do prédio, depoimentos, registros telefônicos e possíveis movimentações financeiras. A Polícia Civil busca ainda o aparelho celular de Viviane, que não foi localizado na residência.
Os laudos terão papel central para determinar a causa da morte, o período provável do óbito e a existência de lesões. Até a conclusão desses exames, os relatos testemunhais constituem elementos iniciais e não substituem a prova técnica.
Qual é o contexto da violência letal em Guaratinguetá?
Guaratinguetá aparece em posição de alerta no recorte regional do Atlas da Violência 2026. Em levantamento publicado pelo Vale 360 News, a cidade ficou em quarto lugar entre os municípios paulistas com mais de 100 mil habitantes, com 29 homicídios estimados e taxa de 23,8 mortes por 100 mil moradores.
O indicador reúne homicídios registrados e mortes violentas com possível classificação inadequada. Ele não mede apenas feminicídios e não permite relacionar todos os casos ao mesmo motivo. Ainda assim, o dado ajuda a dimensionar o impacto da violência letal no município. Veja o ranking regional de homicídios estimados.
A rede de atendimento local também participa de apurações sensíveis. Outra reportagem mostrou a atuação da Delegacia da Mulher de Guaratinguetá em um inquérito de violência sexual.
Como pedir ajuda em casos de violência contra a mulher?
Em situação de risco imediato, a vítima, familiares ou testemunhas devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 presta orientação sobre direitos, informa os serviços de atendimento mais próximos e recebe denúncias de violência contra a mulher durante 24 horas por dia.
Controle do celular, retenção de dinheiro, ameaças, isolamento de familiares, perseguição e ciúmes excessivos podem indicar violência psicológica ou patrimonial, mesmo sem agressão física aparente. A denúncia precoce permite o acesso à rede de proteção, à Delegacia de Defesa da Mulher, à Defensoria Pública e às medidas protetivas previstas em lei.

Quais são as perguntas frequentes sobre o feminicídio em Guaratinguetá?
O que aconteceu com Viviane em Guaratinguetá?
Viviane Maria da Silva Vicente, de 24 anos, foi encontrada morta dentro de casa na noite de 23 de junho de 2026. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio.
Quem é investigado pela morte da mulher?
O companheiro da vítima foi apontado como investigado no boletim de ocorrência. A responsabilidade criminal ainda depende da conclusão do inquérito e de decisão judicial.
O suspeito foi preso?
Não. O boletim informou que o investigado estava em local desconhecido no momento da emissão do documento.
Quais provas serão analisadas?
A Polícia Civil deverá analisar laudos do IML, perícia no imóvel, câmeras, registros telefônicos, movimentações financeiras, depoimentos e o possível áudio de uma ligação.
Onde uma mulher em risco pode pedir ajuda?
Em situação de emergência, a orientação é ligar para o 190. O Ligue 180 oferece informações, acolhimento, encaminhamento e registro de denúncias durante 24 horas por dia.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

